segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Book@Março

Título: As raparigas de Riade, de Rajaa Al-Sanea.
Sinopse: As Raparigas de Riade é uma história ficcionada sobre os amores, sonhos, desilusões de quatro jovens muçulmanas que nos mostra como é a vida "por detrás do véu" das mulheres sauditas. A história é desvendada sobre a forma de e-mails semanais de uma narradora feminina anónima para um público internauta de um grupo de chat. Durante um ano, acompanhamos as vidas de Qamara, Michelle, Sadim e Lamis, na luta pelo amor, pelo sucesso profissional e pela sua rebeldia às tradições ancestrais: Sadim vê-se confrontada com o fim do seu casamento fugaz, pois entre o espaço que medeia o casamento no registo e a oficialização religiosa, cedeu em entregar-se ao marido, o que foi entendido como uma ousadia, nada digna de uma mulher muçulmana. Qamara descobre pouco tempo após o seu casamento, que o desdém de Rajid advém de uma relação que mantém há anos com uma japonesa. O namorado de Michelle abandona-a porque a mãe dela é americana e cede à vontade da família em casar-se com a prima a quem estava prometido. Só Lamis encontra o verdadeiro amor, apenas porque não fechou os olhos aos trâmites sociais.Considerado a versão árabe de, banido no seu país de origem, a publicação deste livro levantou críticas e vozes de apoio numa sociedade assente em regras sociais muito rígidas, onde as mulheres ainda são segregadas, que luta entre o respeito pelos valores tradicionais e o desejo de se tornar uma voz válida e independente. (in Wook)

A narração está a cargo de Rajaa Al-Sanea que, religiosamente, envia um email todas as sextas-feiras aos seus fiéis leitores, contanto factos das vidas de Qamara, Lamis, Sadim e Michelle. Para aguçar o apetite, cada capítulo, que é como quem diz cada email, é introduzido com alguns pensamentos ou citações, referências a Alá, bem como alguns ditos de famosos artistas quer em letras de músicas ou poesia. Com sentido de humor q.b, a narradora dá o leitor a conhecer alguns feedbacks que recebe dos seus leitores, criticando-a ou, simplesmente, para parabenizá-la.
O amor, muitas vezes um dado adquirido na nossa sociedade, toma outras proporções quando vivido sobre uma forte pressão de uma sociedade que apregoa que o amor/paixão antes do casamento não é mais que um sentimento passageiro e que o único amor que prevalece é aquele que surge depois do casamento. A história de 4 mulheres que conheceram e viveram este sentimento de formas diferentes, porém iguais na sua essência porque, seja lá onde for, o amor será sempre o amor.

Book@Abril: há muito tempo que queria ler um livro do português José Luís Peixoto, pelas excelentes críticas que tenho ouvido e lido. Chegou a sua vez e será com Nenhum Olhar.

3 Comentário(s):

Canochinha 8:54 da manhã, fevereiro 24, 2009  

Vais bem lançada nas leituras... Ainda bem! Cá para mim vais ultrapassar os 12 livros :)
Em relação ao José Luís Peixoto, ainda não li nada. Já ouvi dizer que os livros dele são uma espécie de poesia em prosa, por isso parece-me que é preciso uma certa predisposição para os ler. De qualquer modo, fico à espera da opinião!

Mary 2:58 da tarde, fevereiro 24, 2009  

Canochinha, das 5 páginas que já li, confirma-se: é uma espécie de poesia em prosa, como referiste.
Vamos lá a ver em que isso dá, é que eu não sou muito pessoa de poesias (alguns são lindos, mas lê-los e compreendê-los às vezes é muito complicado).

Cristina 11:52 da manhã, fevereiro 25, 2009  

Este tipo de livros sempre me interessou por transmitir uma perspectiva completamente nova da vida de mulheres iguais, mas tão diferentes de nós, ocidentais. Parece-me um bom livro para me envolver nesta temática.

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