sexta-feira, 6 de maio de 2016

Food for thought

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dia da mãe: creche!

Sim, são os meus pés e não tenho os dedos do pé direito cortados (apesar do decalque sugerir que tenho aí uns cotos).

366 dias de Matilde: 95/366

4 Abril
Live video: o nosso primeiro live video no facebook directamente da bomba de gasolina.

video

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dia da mãe: tradições!

2014
2015
2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 94/366

3 Abril
Futebol: influenciada pela pai, tudo que vê da cor vermelha associa ao Benfica (ou 'fica' como ela diz). Se alguém grita pelo Sporting ela responde logo que não presta. Sobre o FCP ainda não tem opinião (que eu não estou cá para influenciar ninguém na escolha do clube).

Matilde: 'fiiiiiiiiiica'!
Mãe: não presta!
Pai: ai, presta, presta.
Matilde: ai, 'pesta', 'pesta'.
(risos)

Matilde: 'fiiiiiiiiiica'!
Mãe: não presta!
Pai: aiiiiiiiiii, mãe.
Matilde:  aiiiiiiiiii, mãe.
(risos)

O pior é que ela é capaz de ficar nesta brincadeira durante muito tempo sem cansar-se.

The final countdown!

2015. 2014. 20132012. 2011. 2010

A rede é minha!!!!!!

366 dias de Matilde: 93/366

2 Abril
Tapufa: diálogo surreal entre mãe e filha ou a inventar conceitos deste Abril de 2016.
Mãe: Matilde, onde está a tua pantufa?
Matilde: tá no chão, mãe.
Mãe: chama a pantufa!
Matilde: tapufaaaaaaaaaa.
Mãe: pan-
Matilde: pan-
Mãe: tu-
Matilde: tu-
Mãe: fa
Matilde: fa
Mãe: pantufa
Matilde: tapufa

(risos)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Today's Mood (my daughter's favorite)


Elida Almeida - Nta Konsigui




(...)

Keli é nha vida
Keli é nha storia
Keli é nha mundo

Que m'podi screbel
Num padaz de papel
Que m'podi abrevial
Menos que um minuto

(...)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 92/366

1 Abril
Receber com beijos e abraços: chegar a casa fora de horas e ser recebida com um sorrisão e a palavra mágica:
Matilde: mamãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! 
Matilde: pai, é a mamã!
Pai: pois é, Matilde. A mamã chegou.

(beijinhos e abraços)

"E se fosse consigo?"

O primeiro episódio é sobre racismo, e o ponto de partida é a sondagem da SIC e do Expresso em que a maioria dos portugueses não se assume como racista mas responde de forma diferente quando a pergunta é se aceita alguém negro na família. E se fosse consigo, como responderia?

terça-feira, 19 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 91/366

31 Março
Rotinas matinais: todas as manhãs assisto à mesma conversa entre pai e filha.
Pai: Matilde, o que falta ao pai?
Matilde: mochila, papá.... mochila, mamã.

Agora sim estamos prontos para mais um dia de trabalho.

domingo, 17 de abril de 2016

35

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Nha Terra. Nha cretcheu.

É ótimo ganhar qualquer prémio, mas vencer numa categoria de fotografia de arquitetura, e por votação do público, é ainda melhor. O edifício único, dos arquitetos OTO, construído numa das ilhas mais doces que conheço, já não existe, infelizmente, e estas imagens são tudo o que resta. Este prémio é um tributo especial aos esforços de tantos

quarta-feira, 13 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 90/366

30 Março
Na cama com os legos: a juntar ao banho, à leitura e aos beijinhos de boa noite, agora também temos de dar beijinhos a 5 legos (Sofia, Amber, bebé, bebé e bebé) que vão para cama com ela. Todos de rabinho para o ar (tal como ela dorme).
O pior var ser quando ela começar a pedir leite para eles de manhã (não ganhámos para sustentar 6 bebés a leite NAN).

Primos

Ontem a Matilde ganhou mais um primo. Seja muito bem-vinda, menina Filipa.

terça-feira, 12 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 89/366

29 Março
Saltos na cama: ultimamente tem andado com a mania que sabe saltar e não perde uma oportunidade de por-se a saltar (vá, tentar). Enquando brincávamos na cama, comecei a provocá-la.

Mãe: 1, 2, 3... salta Matilde!
(faz uma espécie de salto, desequilibra-se, cai e ri-se)

Mãe: 1, 2, 3... salta Matilde!
(faz uma espécie de salto, desequilibra-se, cai e ri-se)

Matilde: mãe, "sarta"!
Mãe: mãe, não!

Matilde: mãe, "sarta"!
Mãe: a mãe é grande e não pode saltar em cima da cama!

No comments...

A irresponsabilidade familiar das empresas

Trabalhamos cada vez mais horas, passámos a levar trabalho para casa e um dos problemas é consideramos que é “normal” trabalhar diariamente 10-12 horas, ideia com raízes em várias áreas de atividade.

(...)

Uma jovem mãe advogada que acompanhei, contrariando a regra do tempo de permanência no local de trabalho, procurava sair o mais tardar até às 19 horas do escritório para passar algum tempo com o filho mais pequeno, cuja hora de deitar era habitualmente pelas 21h30 horas. A jovem advogada era dedicada e competente, mas ousou quebrar com o status quo do horário das 12 horas diárias do grande escritório de advocacia onde trabalhava. Um dia foi chamada ao gabinete de um dos sócios. Foi-lhe dito que as saídas do trabalho àquela hora haviam sido notadas e estavam a gerar algum incómodo junto dos outros colegas. Ela replicou, alegando que tinha a mesma produtividade do que eles e que desejava, para além de trabalhar, de ver o seu filho crescer e desfrutar da sua presença. Reconhecendo a competência da sua jovem colaboradora, o sócio respondeu: “Tem razão, mas, para acabar com os falatórios, envie de vez em quando um e-mail aqui para o escritório, por volta das 10-11 horas; assim pelo menos dá a ideia de que continua a trabalhar a partir de casa”
[Pedro Afonso (Médico Psiquiatra), in Observador]

segunda-feira, 11 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 88/366

28 Março
Loto 4 estações: o jogo tem 4 cartões e cada um com 4 peças cada. Quando jogamos as duas, cada uma fica com 2 cartões e a aldrabice dela é tanta que chega a "roubar-me" os cartões durante o jogo se a perceber que estou a preencher mais peças que ela.
Assim, para fazer com que ela jogue sem artimanhas, resolvi juntar os legos Amber e Sofia ao jogo e assim somos 4 a jogar: elas sentam-se nas cadeiras, recebem um cartão cada, a Matilde "confirma" as suas peças e até comemora quando uma delas ganha.

[Loto 16 peças - Djeco]

366 dias de Matilde: 87/366

27 Março
Páscoa: ela adora flores e não perde uma oportunidade de "roubar" uma. No Domingo de Páscoa, enquanto brincava depois do almoço de família, uma tia do Miguel levou-lhe a apanhar flores no jardim.

Matilde: mãe, "for"!
Mãe: ai que bonita.
(dá-me a flor e pede para colocar atrás das orelhas)

Vira-se para a tia e diz:
Matilde: "for" para avó?

A tia leva-lhe a ir buscar mais uma flor e entrega à avó.

Vira-se novamente para a tia e diz:
Matilde: "for" para tia?

Se não tivessemos acabado com a brincadeira, "cataria" todas as flores do jardim.

Coisas que não fazem falta nenhuma...

tor·ci·co·lo |ó|
(italiano torcicollo)
substantivo masculino
1. Volta tortuosa, com muitas curvas para um lado e para outro. = SINUOSIDADE, ZIGUEZAGUE 2. [Figurado] Ambiguidade das palavras.
3. [Medicina] Dor reumatismal nos músculos do pescoço.
4. [Zoologia] Ave trepadora da família dos picídeos, de plumagem acastanhada que se caracteriza pela capacidade de rodar a cabeça num ângulo de 180 graus. = PAPA-FORMIGAS

sexta-feira, 8 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 86/366

26 Março
Vacas e ovelhas: a forma de distraí-la durante a viagem de carro a Campo Maior foi ir identificando as coisas por onde passávamos. Sendo Alentejo, variava entre árvores e animais a pastarem.
Mãe: Matilde, olha as vacas.
Matilde: mãe, vacas... "mutas" vacas.

Mãe: Matilde, olha as ovelhas.
Matilde: mãe, "obelhas"... "mutas obelhas".

Matilde: mãe, e "pocos"?
(risos)

Foi preciso apenas mais uma meia dúzia de quilómetros para passarmos também por porcos a pastarem.

Pai e filha


quinta-feira, 7 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 85/366

25 Março
Cocó: no dia anterior ao passeio ao Alentejo, ela já tinha estado mal disposta e com uns números 2 mais líquidos, mas resolvemos mesmo assim arriscar (como íamos no nosso carro, o máximo que podia acontecer era termos de regressar antes do tempo).
A tia fez a viagem com ela no banco de trás e teve de "ajudá-la" umas 3 ou 4 vezes em que estava com cólicas mas achava que era cocó.
Matilde: mãe, cocóóóóóó!
Mãe: faz força que já passa.
...
Mãe: Matilde, fizeste cocó?
Matilde: não!

Foi assim durante toda a parte da manhã até ter "resolvido" o problema à entrada de Nisa (nunca mais queixou-se de cocó durante a viagem).

Já é Primavera no Pisamonas

[Sandálias de Borracha - 15,95€]

quarta-feira, 6 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 84/366

24 Março
Querer ficar na creche: o pai foi buscá-la e recusou-se a ir embora (nos dias que dá-lhe para fazer isso, faz de conta que não nos vê, disfarça que está a fazer qualquer coisa ou simplesmente desata a fugir pelo corredor).
Pai: Matilde, vamos à S**** ter com a avó e a tia?
Matilde:  S****?
Pai: Sim.

Pernas para que te quero. Só parou quando chegou ao carro.

366 dias de Matilde: 83/366

23 Março
Coelhinho da Páscoa: foi dia de trazer o trabalho da Páscoa para casa. De uma caixa de ovos, fizeram um coelho e colocaram ovos de chocolate lá dentro.

Assim que entrámos no carro, pediu para abrir a caixa. Temi. Vai encontrar os chocolates e vai ser um problema, pensei. Abrimos em casa, sentenciei. Calou-se.
Chegados a casa, nova lenga-lenga. Abe, mãe, abe! Abri. Encontrou os ovos, engraçou-se com o papel e não mais quiz saber da caixa.
Tão bom quando ainda não conseguem descobrir o contéudo escondido (ainda mais quando se trata de chocolate).

"E se fosse eu?"

E se tivesse de partir para fugir da guerra? Se fosse refugiado? O que levaria na mochila?
Assim de repente, tudo que levaria na minha mochila seria com o intuito de deixar a Matilde o mais confortável e bem possível.
[Ver aqui]

terça-feira, 5 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 82/366

22 Março
Sofia, Amber e bebé: os dois primeiros fazem parte de uma caixa de legos da princesa Sofia e o outro é bebé por tratar-se de uma menina mais pequena (a diferença entre os três não é assim tão grande). Quando renovamos o quarto dela, trouxemos do Ikea uma secretária (que na realidade está lá descrito como sendo um banco), uma cadeira e um banquinho (a ideia era ser um para ela e outro para nós quando estamos a brincar com ela).

Dei com ela a brincar no quarto e a conversar com os legos: sentava os 3 na cadeira, empurrava para debaixo da mesa (eles caiam com a força, mas voltava a repetir o processo até ficarem bem sentados) e ela usava o banquinho para sentar-se à secretária e continuarem a conversa.
Big Accomplishment: já consegue entreter-se sozinha.

sábado, 2 de abril de 2016

366 dias de Matilde: 81/366

21 Março
Siri: depois de pegar no meu iPhone, faz um long press no botão Home e a Siri entra em cena (está em português para ela perceber melhor).

Matilde: Olááaaaaaa!
Siri: Olá, Marisa!
Matilde: Olá, "Maija"!
Siri: não entendi o que você disse.
Matilde: entendi... disse...
Siri: não entendi o que você disse.

E ficam nisso durante muito tempo: uma que não sabe falar e outra que não consegue entender. Oh, sorte.

quarta-feira, 30 de março de 2016

366 dias de Matilde: 80/366

20 Março
26 meses de princesa: quando imbirra que não quer fazer alguma coisa, começa por dizer que não, que a Matilde não quer ou não pode e, quando se apercebe que não está a resultar, começa a arranjar entraves para se safar.
Domingo, quando chegou a altura de tomar banho e ir para cama, inventou que havia de ser o avô a ajudá-la a lavar os dentes e a despir para entrar na banheira. O pior foi quando ele chegou ao body (tive de apresentar-lhe os 3 botões mágicos).

Centro da Ciência do Café: frases

terça-feira, 29 de março de 2016

366 dias de Matilde: 79/366

19 Março
Dia do pai: diálogo surreal entre mãe e filha.
Mãe: Matilde, diz feliz dia do pai.
Matilde: feliz dia da mãe.

(risos)

Mãe: não, é feliz dia do pai.
Matilde: feliz dia da mãe.

E pronto foram assim os votos do dia do pai da Matilde.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Day #2: Campo Maior

Centro da Ciência do Café: visita guiada pelo museu com direito a café no final.

Adega Mayor: visita guiada à Adega do Siza com direito a prova de vinho no final (o tempo é que não esteve muito favorável à prática da esplanada).

366 dias de Matilde: 78/366

18 Março
Dormir: quando estamos em casa dos avós é sempre muito complicado fazê-la ir para cama e, já em desespero de causa, viro-me para ela e digo:
Mãe: Matilde, vamos lavar os dentinhos e ir para cama porque amanhã o primo vem brincar contigo.
Matilde: e o Tinago (tio Tiago), mãe?
Mãe: sim, o Tiago também vem.

Coincidência ou não, a verdade é passou à minha frente, deu xau às pessoas e foi lavar os dentes e dormir.

Day #1: Marvão e Castelo de Vide

Marvão: vista panorámica, castelo, muralhas e jardim.

Portagem: praia fluvial e torre da Portagem.

Castelo de Vide: museu da Sinagoga e ruelas da vila.

sexta-feira, 25 de março de 2016

366 dias de Matilde: 77/366

17 Março
Mais que só o avião: todos os dias a caminho da creche passámos por um parque que tem um pequeno avião e desde há muito que ouvimos sempre, duas vezes ao dia, "pai, viãaaao!"

À medida que ela vai aumentando o vocabulário, vai adicionando novas observações e hoje no final do dia começou com a seguinte cantilena:
- vião, "árbes", "muta árbes", luz, "árbes", luz, não luz, correr (quando passámos um senhor a correr), água, carros, "mutos carros"...

Páscoa feliz!

quinta-feira, 24 de março de 2016

366 dias de Matilde: 76/366

16 Março
Slideshow: enquanto esperávamos que o jantar ficasse pronto, o pai agarrou no telemóvel e começou a mostrar-lhe algumas fotografias mais antigas.
Matilde: pai, "tá a fager"?
Pai: a Matilde está a brincar.

(próxima)

Matilde: pai, "tá a fager"?
Pai:  a Matilde está a ler uma história.

Benvindos à fase "que é?" e "tá a fager?"

Today's Mood (my daughter's favorite)


Dengaz feat. Matay - Dizer Que Não




(...)
Eu queria dizer que não,
Mas estou contigo,
Eu queria dizer que não,
Mas não consigo..
(x2)
Eu queria dizer que não!

(...)

366 dias de Matilde: 75/366

15 Março
Táxi: como o pai tinha de sair o mais tardar às 8h de casa, chegámos à conclusão que era mais prático ser eu a levá-la à creche mais tarde e depois seguir para o trabalho. E assim foi.
Saímos de casa e chamei um táxi. Ela achou imensa graça ir ao meu colo, mais assim que o taxista começou a falar (e logo os taxistas que adoram falar) "fecha-se", chega-se mais a mim e mete a carinha no meu peito. Apenas levantou a cara quando tivemos de sair do Táxi.

Onde é que fui buscar uma filha tão, mas tão envergonhada?

3 telefonemas. 3 estratégias diferentes

Tendo em conta o número de chamadas que tenho recebido a vender, desculpa a oferecer, coisas na última semana (cujos números já se encontram todos bloqueados por isso escusam de continuar a tentar), estou convencida que devo ter colocado o meu número de telemóvel nalgum formulário público.
Da lista de chamadas recebidas e das quais dei alguma trela (mais que só atender e dizer que vou desligar porque estou a trabalhar ou que o dono da casa não está), tenho a destacar as seguintes estratégias usadas pelos operadores:

  • Vou armar-me em parvo e tratar mal a próxima pessoa que atender o telemóvel: o senhor queria saber qual o contrato que tenho actualmente e, quando recusei a dar-lhe a informação, passou-se da cabeça. Então, onde já se viu ligar-me para fazer-me poupar dinheiro e eu recuso a dar-lhe uma informação dessas? "Não estou interessada". "Mas não quer poupar dinheiro?" "Meu senhor, não estou interessada e não estou a gostar da forma como está a falar comigo". "Então porque?" "Porque está a ser desagradável e por isso vou desligar". "Não desligue". "Vou desligar". "Ah, agora sou eu que não estou a gostar da forma como está a falar comigo". "Tanto melhor, desligamos a chamada". "Não desligue". "Com licença". Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
  • Vou armar-se em sedutor, engraçado e usar piadas no meio da nossa conversa: atendo e do outro lado está um senhor com voz de publicidade à Control para os dias dos namorados. É lá (será um Diogo Infante wanna be?). Depois de apresentar os seus produtos e, claro está, a melhor promoção de todos os tempos diz: "Então D. Marisa, mas não é aquela que canta, pois não?". (risos). "Não". O resto foi à base de não estou interessada e também não posso estar muito tempo à conversa consigo. Ao menos foi bem educado.
  • Vou adaptar a minha vida à da pessoa que atender o telemóvel que até pareceremos alma-gêmeas: sozinha em casa com a Matilde, toca o telemóvel e atendo. Matilde canta aos berros. Senhora percebe que está a ligar para uma mãe com um filho pequeno e adapta a oferta do cartão barclays à situação e à forma como ela própria gere o seu orçamento familiar tendo em conta que também é mãe de um miúdo de quase 2 anos e ainda precisa de gastar muito dinheiro em fraldas e coisas para bebés. Não cedo. "Não estou interessada". "Tem aí um(a) cantor(a)". "Pois". "Não tem nada a perder, são só 10 minutos para receber um gestor e ficar a conhecer o produto". Hell no! "Não estou interessada". "Olhe, se tiver de comprar uma televisão, a senhora...". "Já tenho televisão". "Quem diz televisão, diz outras coisas". "Quando preciso de alguma coisa espero para ter dinheiro e só depois comprar". "Sim, eu também, mas com este cartão é diferente." "Não estou interessada". "OK, vou desligar porque não quero estar a ser impertinente. Boa Páscoa para si e para a sua família". Uau.
O estúpido arrogante. O graçolas sedutor. A amiguinha solidária.

quarta-feira, 23 de março de 2016

366 dias de Matilde: 74/366

14 Março
Rebenta a bolha: dado a hora que fazemos o percurso casa -> creche -> trabalho, apanhámos sempre, na Radio Comercial, o Rebenta a Bolha (César Mourão) e a Caderneta de Cromos (Nuno Markl), mas é do primeiro que venho falar hoje. Assim, sem que nada o prevesse e num dia normal como tantos outros, ouvimos no banco de trás uma vozinha a cantorolar: "ebenta a bolha, ebenta a bolha, ebenta a bolha".

My work here is done.

Bairro do Amor - Associação de Solidariedade Social

Nós por cá gostamos de fazer coisas juntos para conseguimos fundos para os nossos projectos! Durante este semestre os vizinhos dos distritos de Lisboa, Porto, Leiria, Setúbal e Coimbra irão levar a cabo um conjunto de actividades com o mesmo objectivo: angariar receitas para humanizarmos uma instituição de acolhimento de meninas entre os 09 e os 21 anos do Porto.
Juntem-se ao bairro.

366 dias de Matilde: 73/366

13 Março
Passagem em Fátima: foi uma visita rápida para deixar a minha tia, mas deu para fazermos um passeio a pé da Gare até à rodunda. Quiz logo ir para o chão e fez o percurso a correr, a meter-se com as pessoas que passavam e a andar à volta dos pinos que bloqueiam os carros (não sei como se chamam).
A poucos metros do carro, pergunto-lhe: Matilde, onde está o carro? "Tá ali", responde, apontando para o carro do pai, da mãe e da "Batilde", como ela costuma dizer.

(Muito melhor que eu que errei no carro e só percebi que não era o nosso quando vi que não tinha uma cadeirinha no banco de trás).

366 dias de Matilde: 72/366

12 Março
Conhecer uma tia da mãe: no sábado fomos buscar a minha tia a Lisboa (ela vive nos USA e esteve de férias cá) e, assim que a Matilde colocou os olhos nela, "fechou-se" (expressão que usamos para descrever como ela fica quando está perante pessoas ou ambientes desconhecidos) e esteve assim toda a viagem.
Assim que entrou em casa, virou o jogo e foi vê-la o dia todo a correr atrás dela e a chamar "tiiiiiiiiiiiiiia".

terça-feira, 22 de março de 2016

Do Monte Cara Vê-se o Mundo

Título original: Do Monte Cara Vê-se o Mundo
Género: Romance
Autor: Germano Almeida
Ano: 2014

Sinopse: "Mas quem diabo é este fulano? Somos amigos antigos, apressa-se Pepe a dizer-lhe, companheiros de passeios matinais da Laginha à Enacol, ando a instrui-lo sobre S. Vicente, ele quer ser escritor, vai escrever um livro sobre nós. Nós quem, estranha Guida. Nós todos de S. Vicente…" Nós todos de S. Vicente, ou melhor, da cidade do Mindelo, em Cabo Verde, cidade que é o verdadeiro herói deste novo romance de Germano Almeida. Dezenas de personagens - homens e mulheres, novos e velhos - de que se destacam o velho Pepe, filho do João Serralheiro, Júlia, que poderia ser sua filha e foi o grande amor da sua vida, Guida, cujo marido se perde na emigração, enfim a D. Aurora, a Professora Ângela, o Trampinha e uma multidão de outros personagens, cada um com a sua história, todos aqui reunidos num extraordinário romance que é também um retrato de todos nós, sob o olhar complacente e divertido do Monte Cara, lá no alto, em frente à cidade. (in Wook).

Uma viagem até São Vicente, Cabo-Verde, num passeio pela ilha e pelos seus pontos turísticos e atractivos, pelas suas gentes, gastronomia, costumes, história, saberes, vivências, crendices, em suma, todos os recantos e lugares comuns descritos e "criados" por Germano Almeida.
Erotismo. Amizade. Amor. Tradições. Traições. Emigração. Família. Cultura. Piadas. Conquistas. Sofrimento.

Um livro para conhecer ou revisitar Cabo-Verde e os caboverdeanos.

2016 Reading challenges: Janeiro.

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