quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Na companhia de alergias

Vive uma rapariga durante 18 anos num país africano, tempo durante a qual, nunca viu neve e frio era uma leve brisa numa manhã ou final de tarde de Dezembro. A chuva era sempre quentinha e quando experimentava a água do mar e dizia que estava quente, é porque estava mesmo. O calor era constante e o sol estava sempre ligado no valor máximo. Nunca imaginou viver sem sol e calor.

(10 anos depois)

Domingo. Acordo e sinto uma sensação diferente. Uma comichão fora do normal, mas pior mesmo é a sensação de ardor. Dirigo-me à casa de banho e olho-me ao espelho: tcharan, as malditas já tinham consumido boa parte dos ombros e começavam a conquistar o braço esquerdo. Resisti, com todas as minhas forças, à tentação de agarrar numa escova e coçar as borbulhinhas. Como detesto hospitais e sou um bocado de esperar para ver como estará amanhã, fiz de conta que estava tudo bem (mas não estava porque ardia muito).
Segunda: acordamos de manhã para ir trabalhar: eu e as borbulhas. Twittei uma foto do braço borbulhento e comecei a ponderar: centro de saúde numa 2ª-feira/trabalhar com isso a arder; centro de saúde numa 2ª-feira/trabalhar com isso a arder. Fui trabalhar.
A mãe de uma amiga faz-me o diagnóstico via Twitter (obrigada!) e sugere uma passagem pela farmácia. No final do dia de trabalho dirigo-me à farmácia mais próxima e depois de responder que não comi nada diferente, não mudei de detergente da roupa, não mudei de creme, nem fiz nada que não estivesse habituada a fazer, o rapaz avia-me uns rebuçados para chupar antes de dormir. Provoca sonolências, remata. Mais do que já tenho normalmente? Impossível.

Terça: o diagnóstico matinal aponta para uma estagnação na conquista das borbulhas, algumas já estavam murchas e o ardor, esse era quase nulo. Mais um dia de trabalho. À medida que o calor apertava, as malditas acordavam como quem mostra, ainda estamos aqui.

Hoje: menos ardor, menos comichão e mais borbulhas murchas. Se entretanto não passarem, encho o peito de ar e enfrentro um centro de saúde.

Conclusão: alergias, com fortes probabilidades de terem sido causadas pelo sol ou pelo calor.
Como diria a minha santa maezinha, estamos a ficar finas, estamos!

2 Comentário(s):

Sunrise 6:02 da tarde, setembro 02, 2009  

Mary, anima-te. Tens um mimo à tua espera no meu blog. Bjs

Mary 6:10 da tarde, setembro 02, 2009  

Muito obrigada, Sunrise!
A frescura faz bem ao estado da minhas alergias.

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