sexta-feira, 25 de março de 2011

Istambul

Título original: İstanbul—Hatıralar ve Şehir
Género: Memórias
Autor: Orhan Pamuk
Ano: 2003

Sinopse: O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias colectivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o nobelizado nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade. (in Wook)

Orhan Pamuk, filho de Istambul, é um apaixonado pela sua terra natal. Ao longo do livro, Pamuk leva os leitores a um passeio pela sua vida e cidade. Conta como foi a sua infância, descreve as várias casas/localidades onde viveu, apresenta a família, os anos de juventude e o primeiro amor. Sobre Istambul, analisa os vários autores e artistas que tentaram descrevê-la nas suas obras, fala sobre a queda do Império Otomano, o desejo de ocidentalização e toda a melancolia da cidade e do povo.

Por vezes o harém ou as roupas e os costumes descritos com realismo parecem-me afastados da minha própria vida que, mesmo sabendo perfeitamente que não se trata de um sonho, tudo o que leio me parece o passado da cidade de outro que não eu.
Este não é um livro de fácil gostar e eu estou com mixed fellings. Se por um lado acho que é uma escrita para lá de inteligente e repleta de descrições que nos fazem querer visitar Istambul e passear nas margens do rio Bósforo, por outro lado, às tantas senti-me a percorrer a minha própria cauda com os lugares, pessoas e acontecimentos em constante redemoínho.

Não minto ao dizer que o livro tem partes chatas e, na minha opinião, muitas das fotografias, espalhadas ao longo de todo o livro, não acrescentaram valor ao livro.
Estava à espera de uma auto-biografia, mas soube a pouco e não fiquei a conhecer muito bem o homem por detrás do autor, pelo menos não da maneira que contava à partida.

Penso que é um daqueles livros que temos de ler em dois momentos diferentes da vida. Haverá, com certeza, uma segunda leitura um dia desses.

(3/5)

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