sexta-feira, 22 de julho de 2011

Catarina ou o Sabor da Maçã

Título original: Catarina ou o Sabor da Maçã
Género: Romance
Autor: António Alçada Baptista
Ano: 1988

Sinopse: Nesta interessante análise dos comportamentos humanos que informa toda a trama novelesca, o narrador desdobra-se em observador, distanciando-se do vivido, e em participante, envolvendo-se, para melhor compreender. Assim nos dá a conhecer Catarina, doce e adorável mulher que no entanto abriga em si uma perigosa atracção pelo abismo. A leitura deste romance é sempre renovado pelo prazer de saborear a prosa de Alçada e, simultaneamente, experiência de inquietação, o que, de resto, caracteriza toda a obra do autor. (in Wook)

Felipe apaixona-se por Catarina. Sabendo que ela mantinha uma amizade com um dos seus amigos, arrisca um pedido de ajuda para conquistar a jovem. O amigo, que é quem está a contar a história, ao aproximar-se da inteligente e bonita Catarina começa a olhá-la com outros olhos. Quando Felipe recebe e aceita uma proposta de trabalho no estrangeiro, o amigo vê aumentar as suas chances com a jovem.

- Talvez fosse possível ensinar as pessoas a ver nascer o Sol...
Eu perguntei:
- E a ti, quem te ensinou?
- Tudo me ensinou: o meu pai, a minha mãe, o mundo em que eu nasci...Tudo mais ou menos me preparou para coisas destas. Viver é capaz de ser uma educação de sentimentos.
- Sim. É capaz de ser, só que nós temos uma imensa capacidade de sermos infiéis às coisas para que fomos feitos.
A história de Felipe e Catarina serve de ponto de partida para aproximadamente 90 páginas onde são abordados temas relacionados com o ser humano e as suas atitudes e comportamentos perante determinadas situações da vida.
António Alçada Baptista analisa situações tão ambíguas como um momento de pura felicidade onde se aprecia a beleza da natureza ou as acções que levam alguém a bater no fundo do poço e a não conseguir arranjar forças ou apoios para sair do buraco, transformando-se na vergonha da sociedade dita civilizada.

A Patxocas acha que é um livro que mais pessoas deveriam ler e eu aceitei o desafio. Gostei.
(4/5)

Pensamentos sextafeirianos #118

Da sala...

Depois do sofá, das almofadas e dos cortinados, faltava apenas o móvel de televisão para concluír a "operação sala - parte I". Pode ter demorado a chegar cá, e demorou bastante, mas está exactamente como queria e o preço foi um miminho.

Sábado já está reservado para limpezas e arrumação. Finalmente, vou poder receber visitas e "fazer sala" em vez de "fazer sotão".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dos pecados...

E não é que o Continente inventou que tinha de vender também petit gâteau de caramelo? E são tão bons...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dos exames médicos...

As consultas da Higiene e Segurança no Trabalho trazem o pânico ao office. Se há dois anos fizemos uma pool com o valor do colesterol, este ano centramos as atenções na recomendação do médico de quantos quilos cada um dos overweighted precisa perder. Dos dois que já foram à consulta, um foi considerado obeso e outro hipertenso. Aindam faltam 7.

Tendo em conta que já não vamos para novos e a idade tem destas coisas, a conversa ontem foi toda ela à volta das dietas e exercício físico.

Contagiados e preocupados, ontem foi dia de começar o novo plano de saúde do casal.

Objectivo
:

  • diminuir o sal por causa da possibilidade de hipertensão do esposo (o médico ainda não está certo que os valores altos não possam estar relacionados com stress do trabalho);
  • perder os 6 quilos que o esposo tem a mais;
  • continuar a minha luta contra a celulite.

Embora a chuva não quiz dar-nos tréguas, programamos o forno para assar a dourada (modernidades que adoro e que fazem todo o sentido nos dias que correm) e fomos fazer uma caminhada à beira rio. Como o tempo ficou mesmo mau, fizemos apenas metade do percurso (aproximadamente 3,5 km).

Banho. Jantar. Televisão. Internet. Leitura. Cama. Day #1 - done!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Papillon

Título original: Papillon
Género: Autobiografia
Autor: Henry Charrière
Ano: 1969

Sinopse: Obra extraordinária sobre a vida dos condenados ao degredo e um retrato por vezes irónico e por vezes brutal das prisões sul-americanas, Papillon é também a história de um homem que mesmo entre as maiores adversidades não se lamenta, não se conforma, não se deixa abater e que ao atravessar as mais desumanas condições de vida persiste no seu ideal de justiça, de amizade e de fé no ser humano. (in Wook)

França, Outubro de 1931. Henry Charrière, conhecido também como Papillon, é condenado aos trabalhos forçados, pena a ser cumprida na prisão da Ilha do Diabo, por um crime que garante não ter cometido.
Venezuela, October de 1945. Papillon torna-se um homem livre.
14 anos que marcam a vida de um homem que resolveu contar a sua história sobre os anos na prisão, as sucessivas fugas, as amizades, os amores, as mortes, as peripécias, o sofrimento, as perdas, as artimanhas, etc.

Vestir alguém quando se é rico ou abastado, dar de comer a um estrangeiro que tem fome quando nada falta em casa para a família, é, de qualquer maneira, uma demonstração de bondade, mas dividir em dois um pedaço de broa de milhor, (...), que não é suficiente para toda a família, repartir a refeição frugal com um estrangeiro e, ainda mais, com um fugitivo da justiça, isso é admirável!
Impressionante é a palavra que exprime o estado de espiríto de quem acaba de ler todo o percurso de Papillon. Tal como alguns sugerem, quase que chega a roçar a ficção, levando o leitor a duvidar que lhe tenha mesmo acontecido tudo que narra no livro.

A descrição dos acontecimentos é feita de forma crua e sem floreados. Cheguei a arrepiar-me com a descrição do processo para guardar e manter o "governo", bem como a passagem do autor pela ilha dos leprosos, embora tenha adicionado alguma brincadeira a este acontecimento, acabando por aligeirar um momento muito dramático.

Este livro relata a impressionante aventura de um homem que mesmo a viver a pior das situações não baixou os braços. Um exemplo de vida e coragem.
(4/5)

P.S: obrigada, Kris. Adorei!

Hot Monday #98

Mais uma Segunda-feira de trabalho, com metade do mundo de férias e outra metade a falar das férias. Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, tão necessário.

[Ian Harding, 24 anos e Amber Heard, 25 anos]

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamentos sextafeirianos #117

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Das minhas plantas e flores...

Apesar de não ter muito jeitinho para tratá-las e, principalmente, mantê-las vivas, adorava ter a casa cheia de plantas e flores.

Por enquanto, está assim:

1) Bambús do hall de entrada: já foram 4, mas um deles foi-se. Os enrolados são do Ikea e o outro foi lembrança dos noivos em Abril de 2010;

2) Untitled da casa de banho: não lhe conheço o nome e só sei que tem umas florzinhas cor-de-rosa. Fizeram parte da decoração da igreja no casamento de Junho de 2011;

3) Orquídea da cozinha: veio do Ikea, so far, está a portar-se bem e já tem 9 flores (sim, ando a contá-las). Chegou à cozinha em Junho de 2011.

Já só falta arranjar uma planta para a varanda e manter as que cá estão vivas.
Easy? Not really!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Fúria dos Reis

(Contém spoilers para quem não leu os livros I e II)

Título original: A Clash of Kings
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 1998

Sinopse:
Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate. No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte! (in Wook)

Como sugere o título, é chegada a hora dos reis, auto-intitulados ou não, travarem batalhas para conquistarem os Sete Reinos ou levar a sua vingança até aos Lannisters.
Joffrey, proclamado rei depois da morte do pai, reina a partir de Porto Real. Robb Stark, designado rei do Norte, deseja vingar a morte do pai e libertar as irmãs Arya e Sansa. Renly, irmão mais novo de Robert, junta-se às casas do Sul e entra na disputa pelo trono também disputado por Stannis, o irmão mais velho. Nesta equação, convém não esquecer os dragões de Dany e a sede de vingança dos homens das ilhas de Ferro.
O medo corta mais profundamente do que as espadas, dizia Arya a si própria, mas isso não fazia com que o medo desaparecesse. Fazia tanto parte dos seus dias como pão bolorento e as bolhas nos pés depois de um longo dia de caminhada pela estrada dura e sulcada.
Enquanto Jofrey brinca aos reinos, é o tio Tyrion, em substituíção do pai como Mão do Rei, que toma as decisões em Porto Real e usa a sua inteligência e perspicácia para perceber quem está do lado dele e quem está do lado da irmã Cersei.
Arya continua a sua jornada, tendo que enfrentar cada vez mais dificuldades.

Batalhas são travadas, victórias são conquistadas, baixas são contadas, alianças são tentadas, feitiços são lançados e, no fim, chega uma surpresa inesperada e que vai dar outro rumo à história.
Este é o menos bom dos três livros que já terminei.

Personagens favoritos: Tyrion e Arya.
Personagens mais odiados: Joffrey.
(3/5)

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