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terça-feira, 17 de abril de 2012

Os Reinos do Caos

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX) 

Título original: A Dance with Dragons
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2011

Sinopse: O inverno aproxima-se de um mundo mergulhado no caos. No norte dos Sete Reinos está iminente uma batalha decisiva pelo que resta do antigo domínio dos Stark. Ainda mais a norte, Jon Snow luta por encontrar um equilíbrio entre as tradições da Patrulha da Noite e o que o seu instinto lhe diz ser o caminho correto a seguir. A sul, velhas alianças esperam o tempo certo para serem reveladas, enquanto os homens de ferro assolam os mares e as costas dos domínios Tyrell. Do outro lado do mar estreito, tudo converge para a Baía dos Escravos, onde Daenerys Targaryen tarda em ganhar a paz na inquieta cidade de Meereen. E os dragões? Qual será o seu papel no meio de tudo isto? Muitos estão certos de que a tão temida reconquista de Westeros está prestes a começar... (in Wook)

No Norte, o nome e poderio Stark tem cada vez menos peso. Na muralha, Jon Snow trava batalhas com os seus irmãos da patrulha da noite, em consequência da sua decisão de receber os selvagens. Em Porto Real, Cersei enfrenta os seus inimigos óbvios e menos óbvios, enquanto Daenerys Targaryen continua na Baía dos Escravos à espera do momento propício para abondonar os seus filhos e recuperar o seu reino. Será possível?
Para si, Victarion reclamou as sete melhores raparigas. Uma tinha cabelo louro arruivado e sardas nas mamas. Uma rapava-se toda. Uma tinha cabelos e olhos castanhos e era tímida como um rato. Uma tinha os maiores seios que vira na vida. A quinta era coisinha pequena, com um cabelo negro e liso e pele dourada. Os seus olhos eram da cor do âmbar. A sexta era branca como leite, com anéis de ouro nos mamilos e nos lábios de baixo, a sétima era preta como tinta de uma lula.
Tal como no volume anterior, embora agora com outro grupo de pessoas, o presente livro leva-nos a passear pelas mais variadas frentes de batalhas e alinhamento de estratégias para aquela que será a verdadeira guerra ao trono dos Sete Reinos.

Algumas partes da história continuam a surpreender, mas são mais as partes que parecem estar lá apenas para encher mais umas páginas. Ao 10º volume, já não há muito a acrescentar sobre a escrita do George R. R. Martin. O facto de estarmos já tão habituados a essa escrita, faz com que toda a satisfação da leitura recaia sobre a capacidade do autor continuar a tecer um excelente e surpreendente enredo.

Depois de chegar ao fim deste livro, confirmei a sensação, e quem sabe alguma vontade, que o senhor Martin devia apressar e escrever a última parte do livro e terminar de vez a história destes personagens que tanto adoro acompanhar.
A cada volume que leio, fico mais certa que prolongarão a história de tal forma que passarei a detestá-la.
(2/5)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Dança dos Dragões

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII)

Título original: A Dance with Dragons
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2011

Sinopse: O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos? (in Wook)

A decorrer no mesmo espaço temporal que A Feast for Crows, A Dance with Dragons chega para contar a quantas andam personagens como Jon, Davos, Daenery, Stannis, Bran, etc. Na Muralha é tempo de arrumar a casa e preparar os mecanismos de defesas contra futuros ataques e inimigos. Daenerys, cada vez mais longe dos Sete Reinos, tem de lidar não só com os inimigos que vai deixando para trás, mas também com a impaciência de alguns dos seus apoiantes que não percebem porque a rainha não deixa a Baía dos Escravos e parte à conquista do trono a que tem direito. Davos continua na demanda de agradar e fazer tudo pelo seu senhor, enquanto Bran continua na sua demanda de encontrar o corvo dos 3 olhos.
Quando disse que te tinha comprado para mim, não duvidei dele. Ele era Jaime, e tu eras só uma rapariga qualquer que tinha representado um papel. Eu temera-o desde o princípio, desde o momento em que me sorriste pela primeira vez e me deixaste tocar-te na mão. O meu próprio pai não era capaz de me amar. Como poderás tu fazê-lo, se não fosse por ouro?
Este capítulo pode ser considerado como o capítulo do reagrupamento das tropas, com as várias peças deste jogo nas suas posições ou a caminho das mesmas, quer sejam elas de ataque ou de defesa.

Apesar de gostar muito das histórias do Jon, achei um nadinha desnecessário toda a repetição da acção da partida de Sam e Gilly, embora tenha sido recontada na perspectiva do Jon.

No início da saga, Daenerys era uma das minhas personagens favoritas. No entanto, tenho vindo a desenvolver um ódio de estimação pela miúda e começo a não ter muita paciência para as coisas dela. Neste momento, os capítulos mais boring tem sido os dela e espero honestamente que mudem.
Enquanto isso, personagens como Davos ou Melissandre começam a ganhar um lugar cativo e a minha admiração ao mesmo tempo que Tyrion continua indestrutível no top das minhas preferências.

Em jeito de conclusão, este é mais um capítulo com tudo de bom que os anteriores tinham.
(4/5)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Mar de Ferro

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III, IV, V, VI e VII)

Título original: A Feast for Crows
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2005

Sinopse: Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim? (in Wook)

Enquanto a maquiavélica Cercei engendra novos planos para manter o seu lugar de rainha intocável, os homens de ferro, comandados pelo recente rei eleito, Euron Greyjoy, começam os preparativos para a tão esperada vingança e guerra cujo objectivo é conquistar Westeros. Com Jaime longe de Porto Real, na tentativa de colocar um ponto final no impasse em Correrrio, Cercei vê-se envolta numa teia muito emaranhada mesmo para alguém tão manhosa como ela. Poderá o irmão ser a salvação da Rainha?
- (...) querido, eu conheço-te desde que eras um bébe ao colo de Joanna. Sorris como Gerion e lutas como Tyg, e há um pouco de Kevan em ti, caso contrário não usarias esse manto... mas o filho de Tywin é Tyrion, não tu. Eu disse-o uma vez na cara do teu pai, e ele não me falou durante meio ano. Os homens são uns palermas tão monumentais. Até aqueles que aparecem uma vez a cada mil anos.
Este é o menos bom, porque não posso dizer que tenha sido mau, de todos os volumes que já li desta saga. A minha classificação deve-se ao facto de ser o mais pequeno em número de páginas e o mais centrado em apenas um grupinho de personagens. (embora o texto do Martin tenha explicado as suas razões ao dividir o livro desta forma).

Como diriam os brasileiros, só deu Jaime e Cercei. Apesar de adorar o Jaime e, mesmo não gostando particularmente da Cercei, gosto de acompanhar os seus planos e não há como não mão bater palmas depois de ler este livro. No entanto, fica sempre aquela sensação que podiasse ter dado mais enfoque a outros personagens e outras linhas da história.

A Brienne continua a crescer em mim e estou desejosa de vê-la na série, apesar de achar que será complicado caracterizá-la com a imagino. A minha Brienne não é feia, é apenas uma mulher diferente.

Que foi feito do Bran? Será que alguma vez saberemos o que aconteceu a Rickon?
(3/5)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Festim dos Corvos

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III, IV, V e VI)

Título original: A Feast for Crows
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2005

Sinopse: Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real.
Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo…
Numa terra onde muitos se proclamaram como reis e rainhas, todos estão convidados para O Festim dos Corvos. Venha descobrir quem serão os sobreviventes! (in Wook)

O título O Festim dos Corvos sugere o período a seguir às guerras e matanças, quando os corvos chegam para fazer a festa com o que sobrou. É preciso repensar novas estratégias e traçar novos objectivos, tendo em conta os acontecimentos que ceifaram um punhado de gente importante no capítulo anterior. Reinos ficam sem reis, casas sem senhores e filhos sem pais. E agora?
A agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. A agulha era as muralhas cinzentas de Winterfell, e o riso do seu povo. A agulha era as neves de verão, as histórias da Velha Nan, a árvore coração com as suas folhas vermelhas e a cara assustadora, o cheiro quente a terra dos jardins de vidro, o som do vento do norte a fazer estremecer as portadas do seu quarto. A agulha era o sorriso de Jon Snow.
Depois de todas as emoções fortes causadas pelo A Glória dos Tronos, este capítulo serviu para acalmar as coisas e preparar caminhos para novas histórias, acontecimentos e reviravoltas. Outros núcleos começam a ganhar destaque, como por exemplo o dos homens de ferro, com novas intrigas e novas possibilidades de desfecho.

Os nossos personagens de sempre continuam as suas vidas, mais pertos ou nem por isso de concretizarem os seus objectivos: Arya nunca esteve mais longe de casa; Sansa passa os seus dias a cuidar de uma criança frágil enquanto responde pelo nome de Alayne; Mindinho debate-se com novos inimigos; Jon continua no seu papel de comandante e do homem que tem de tomar decisões importantes para o reino e para os homens da muralha; Cersei não desiste da ideia de encontrar e matar o irmão anão, enquanto rejeita o irmão maneta; Brienne tenta, a todo o custo, cumprir a missão que lhe foi atribuída por Jaime, etc.

Embora menos empolgante que o anterior, cada novo capítulo é mais uma parcela de uma história com contornos de génio e cujo desfecho prevê-se surpreendente.
(4/5)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Glória dos Traidores

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III, IV e V)

Título original: A Storm of Swords
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2000

Sinopse: O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada. (in Wook)

Jon Snow, considerado traidor pelos irmãos da Muralha, tem que provar que continua a ser um corvo. Catelyn, considerada traidora por ter libertado Jaime Lannister, tenta fazer com que percebam que as suas acções são acções de uma mãe desesperada e não uma traidora. Rob Stark, na companhia da mãe, parte em viagem para reconquistar a aliança perdida com a Casa Frey e tentar, a partir de Fosso Cailin, e reaver Winterfell. O que o futuro reserva aos traidores?
— Lutei ao lado do Jovem Lobo em todas as batalhas — disse alegremente Dacey Mormont. — Ainda não perdeu nenhuma.
Não, mas perdeu tudo o mais, pensou Catelyn, mas não seria bom dizê-lo em voz alta. Aos nortenhos não faltava coragem, mas estavam longe de casa, com pouco que os sustentasse além da fé no seu jovem rei. Essa fé tinha de ser protegida, a todo o custo. Tenho de ser mais forte, disse a si própria. Tenho de ser forte por Robb. Se desesperar, a dor consumir-me-á.
Morte é a palavra que melhor define este A Glória dos Traidores. A segunda parte do livro #3 é, sem dúvidas, a mais dramática e assassina, com personagens amados e odiados a serem levados sem dó nem piedade. Para além do drama e do caos, também há momentos de puro humor e não há como não esboçar um sorriso quando lemos que afinal o Tywin Lannister não caga ouro.

Já não há mais elogios disponíveis para usar nesta magnífica história, com personagens extraordinários, enredos originais e lugares idílicos, contadas de forma estimulante e cheia de surpresas e suspense.

E como não ficar de boca aberta quando descobrimos a surpresa reservada para o final? Que venham os próximos livros.
(5/5)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Tormenta de Espadas

(Pode contém spoilers para quem não leu os livros I, II, III e IV)

Título original: A Storm of Swords
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 2000

Sinopse: Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.
Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.
Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.
No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa? (in Wook)

Jon Snow está para lá das Muralhas e vê-se obrigado a viver com os selvagens. Arya continua a enfrentar perigos na sua demanda para chegar a casa. Tyrion convalesce depois do terrível acidente que sofreu durante o ataque de Stannis a Porto Real. Catelyn, com a ajuda de Brienne, tenta trocar Jaime Lannister pelas filhas, Sansa e Arya. Robb, embora continue a ganhar batalhas, está longe de ganhar a guerra, objectivo cada vez mais longínquo agora que nem sequer é Senhor de Winterfell. Enquanto isso, em Porto Real, estão em marcha os preparativos para o enlace de Joffrey e Margaer, da casa Tyrell.
(...) Ela voltou a carregar o sobrolho, com uma cara que era toda dentes de cavalo e suspeita carrancuda.
— Ireis usar as vossas correntes, Regicida.
— Tencionas remar até Porto Real, rapariga?
— Chamar‑me‑eis Brienne. E não rapariga.
— O meu nome é Sor Jaime. Não Regicida.
— Negais que matastes um rei?
— Não. Negas o teu sexo? Se assim for, desata essas bragas e mostra‑me. — Dirigiu‑lhe um sorriso inocente. — Pedir‑te‑ia para abrir o corpete, mas olhando para ti, julgo que isso não provaria grande coisa.
Apesar de ter gostado de quase todas as histórias dos principais personagens, não há como deixar de destacar os capítulos do Jaime e Brienne e os do Jon Snow.

Incumbida de levar Jaime são e salvo até Porto Real, Brienne, fiel à Senhora Catelyn, tenta a todo o custo cumprir a sua importante missão. Enquanto enfrentam os perigos da estrada, driblam ladrões, discutem, lutam e são apaziguados pelo outro companheiro de viagem, Sor Cleos Frey, presa e guarda começam a confiar cada vez mais um no outro.
Na minha opinião, a relação de Brienne e Jaime é o ponto alto desta leitura.

Jon Snow está para lá da Muralha. Estes capítulos, para além de dar-nos a oportunidade de conhecer os hábitos e modo de vida dos selvagens, permite-nos estar perante um Jon apaixonado e a viver momentos de felicidade, apenas manchados pelo peso na consciência que fá-lo sentir-se um corvo traidor que quebrou os votos.

Mais um excelente capítulo desta excelente história.
(4/5)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Despertar da Magia

(Contém spoilers para quem não leu os livros I, II e III)

Título original: A Clash of Kings
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 1998

Sinopse: Quarto volume de As Crónicas de Gelo e Fogo, a saga de fantasia mais vendida, elogiada e premiada dos últimos 50 anos, e a única obra de fantasia a conseguir o primeiro lugar do Top do New York Times.
Esta é uma saga de grande fôlego, que vai buscar à realidade medieval a textura e o pormenor que conferem dimensão e crueza a um universo de fantasia tão bem construído que faz empalidecer a Terra Média de Tolkien. Martin é um especialista na manipulação das expectativas dos leitores e, profundo conhecedor do género, não deixa de estender sucessivas armadilhas com as quais desarma os tropos que o leitor pensa reconhecer a cada página. O épico de fantasia que toda a Fantasia Épica gostava de ser. (in Wook)

A luta pelo trono dos Sete Reinos continua. As batalhas intensificam-se e a paz é uma miragem cada vez mais longínqua. Enquanto Robb continua a sua procura por vingança, a desgraça chega a Winterfell pelas mãos de Theon Grejoy. Em Porto Real, Tyrion ajuda o sobrinho a manter o seu reino fora do alcance de Stannis. No entanto, o irmão de Cercei descobre que ele também tem os seus próprios inimigos.
Catelyn lembrou‑se do dia em que os seus rapazes tinham encontrado os lobitos nas neves do fim do Verão. Houvera cinco, três machos e duas fêmeas, para os cinco filhos legítimos da Casa Stark… e um sexto, de pêlo branco e olhos vermelhos, para o filho bastardo de Ned, Jon Snow. Não são lobos comuns, pensou. Deveras que não.
Mais um elemento é adicionado ao já rico enredo: a magia. Chega pelas mãos de Melisandre de Asshai, uma sacerdotisa vermelha que reza por um Deus desconhecido em Westeros e é uma aliada de Stannis.
Dany e os seus dragões continuam a encantar pelos lugares por onde passam. No entanto, a mãe dos dragões não tem dito sorte e ajudas para "arranjar" o seu tão almejado exército

Jon Snow está para lá da Muralha. Arya está longe de casa e continua a fazer de tudo para voltar para Winterfell. Duas jornadas por caminhos diferentes, mas igualmente difíceis.

Personagens favoritos: Arya e Tyrion, mas com a Sansa a crescer em mim.
Personagens mais odiados: Joffrey.
Ponto a realçar: a capacidade do autor em conseguir contar a história em várias frentes e fazer com que todas sejam, à sua maneira, especiais e cativantes.
(4/5)

P.S: fiquei muito curiosa depois de ter ouvido o George, na Comic-Con 2011, a dizer que a razão que o leva a matar personagens que as pessoas gostam é a de saír do lugar comum em que todos os bons vivem e os maus morrem... Quem será o próximo?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Fúria dos Reis

(Contém spoilers para quem não leu os livros I e II)

Título original: A Clash of Kings
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 1998

Sinopse:
Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate. No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte! (in Wook)

Como sugere o título, é chegada a hora dos reis, auto-intitulados ou não, travarem batalhas para conquistarem os Sete Reinos ou levar a sua vingança até aos Lannisters.
Joffrey, proclamado rei depois da morte do pai, reina a partir de Porto Real. Robb Stark, designado rei do Norte, deseja vingar a morte do pai e libertar as irmãs Arya e Sansa. Renly, irmão mais novo de Robert, junta-se às casas do Sul e entra na disputa pelo trono também disputado por Stannis, o irmão mais velho. Nesta equação, convém não esquecer os dragões de Dany e a sede de vingança dos homens das ilhas de Ferro.
O medo corta mais profundamente do que as espadas, dizia Arya a si própria, mas isso não fazia com que o medo desaparecesse. Fazia tanto parte dos seus dias como pão bolorento e as bolhas nos pés depois de um longo dia de caminhada pela estrada dura e sulcada.
Enquanto Jofrey brinca aos reinos, é o tio Tyrion, em substituíção do pai como Mão do Rei, que toma as decisões em Porto Real e usa a sua inteligência e perspicácia para perceber quem está do lado dele e quem está do lado da irmã Cersei.
Arya continua a sua jornada, tendo que enfrentar cada vez mais dificuldades.

Batalhas são travadas, victórias são conquistadas, baixas são contadas, alianças são tentadas, feitiços são lançados e, no fim, chega uma surpresa inesperada e que vai dar outro rumo à história.
Este é o menos bom dos três livros que já terminei.

Personagens favoritos: Tyrion e Arya.
Personagens mais odiados: Joffrey.
(3/5)

domingo, 19 de junho de 2011

A Muralha de Gelo

Título original: A Game of Thrones
Género: Fantasia
Autor: George R. R. Martin
Ano: 1996

Sinopse: Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade...
Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte...
Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí! (in Wook)

Após a morte de Robert Baratheon, Porto Real deixa de ser um lugar seguro para Ned Stark e as filhas, Sansa e Arya. Ao segredo que Stark descobriu, juntam-se as guerras e intrigas pela sucessão ao trono dos Sete Reinos. Na Muralha, os homens continuam o treinamento e, brevemente, serão distribuídos, segundo suas habilidades, pelas diferentes funções. No Leste, Drogo e Daenerys continuam a aumentar o seu exército... A guerra parece eminente.

Só fazemos as pazes com os inimigos, Milorde.
É por isso que se chama fazer as pazes.

Quando se joga a Guerra dos Tronos ganha-se ou morre-se. Não há meio-termo.
Novos personagens são apresentados, enquanto os antigos consolidam a sua personalidade. Ganham papel de maior ou menor destaque na história e os seus actos fazem com que passemos a amá-los ou ganhar-lhes um ódio de morte.
A história continua interessante e envolvente, agarrando o leitor e deixando-o curioso para conhecer que destino George reservou para cada um dos personagens. Houve uma baixa que deixou-me triste, visto que o personagem estava a ganhar um lugar cativo no meu coração.

Personagens favoritos: Arya, Tyrion e Jon (e comecei a ganhar uma afeição pela Daenerys)
Personagens mais odiados: Jofrey e Littlefinger.
Mais valia
: apesar da série ser uma adaptação muito próxima, nada se compara às descrições detalhadas que fazem parte do livro, de que são exemplos: a viagem de Catelyn até ao Vale onde se encontra a sua irmã, Lysa Tully, ou as confrontos entre as diferentes casas, nos campos de batalha.
(4/5)

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