sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Da minha relação com o sexo oposto...

Trabalho com 9 homens (somos 10 no total). Os meus amigos são maioritariamente homens (desde a adolescência). Sempre dei-me melhor com os homens (salvo algumas excepções) e sou da opinião que "custa" muito menos manter uma relação com o sexo oposto.

Não saio de fininho quando a conversa é sobre mamas nem coro quando o assunto é sexo. Não percebo nada de carros e, apesar da tática 4x3x3 não me dizer nada, gosto de futebol, sei o que é um fora de jogo e, na minha humilde opinião, faz sempre falta uma comentadora para analisar as pernas dos jogadores.

Não sabem falar sobre sapatos ou maquilhagem e nem ajudam a analisar/gozar com a endumentária dos outros, ao menos que seja um amigo gay. No entanto, regra geral, não são intriguistas e nem se metem nos assuntos que não lhes diz respeito.

Tenho gosto (e não prazer) em trabalhar com homens.

Pensamentos sextafeirianos #137


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Das perguntas sem resposta...

Não sendo contra nem a favor, porque sou da opinião que cada um faz o que quer com o seu corpo, questiono o que passa pela cabeça de um pai quando vê fotografias de uma filha como esta veio ao mundo?

Haja coragem!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Do que se ouve por aqui...#5

Gosto
Márcia - A Pele que há em Mim


Digamos que está em modo repeat. Só é pena ser tão curtinha.

Do tempo das coisas...

Gosto muito da série Dexter. Por causa do protagonista e o seu "modo de vida", dos núcleos ditos secundários, dos casos, do genérico, da química entre os diferentes personagens, da relação da Debra com o Batista, etc.

No entanto, a season actual, apesar de continuar a ter tudo que fez-me apaixonar pela série, está a ser uma completa desilusão e uma constante sensação de déjà vu.

Caso para dizer, acabem com a série antes que a série acabe connosco.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pensamentos sextafeirianos #137

O Carteiro de Pablo Neruda

Título original: El cartero de Neruda
Género: Romance
Autor: Antonio Skármeta
Ano: 1985

Sinopse: Mario Jiménez, jovem pescador, decide abandonar o seu ofício para se converter em carteiro da Ilha Negra, onde a única pessoa que recebe e envia correspondência é o poeta Pablo Neruda. Mario admira Neruda e espera pacientemente que algum dia o poeta lhe dedique um livro ou aconteça mais do que uma brevíssima troca de palavras ou o gesto ritual da gorjeta. O seu desejo ver-se-á finalmente realizado e entre os dois vai estabelecer-se uma relação muito peculiar. No entanto, a conturbada atmosfera que se vive no Chile daquela época precipitará um dramático desenlace…
Através de uma história tão original como sedutora, Antonio Skármeta consegue traçar um intenso retrato da convulsa década de setenta no país andino, assim como uma recriação poética da vida de Pablo Neruda. (in Wook)

Como não gostava de ser pescador, Mario Jiménez passava os dias a inventar desculpas para não ir para o mar com o pai. Pressionado pelo pai a arranjar emprego, o rapaz torna-se o carteiro da pequena Ilha Negra, um sítio onde todas as cartas têm apenas um destinatário: o poeta Pablo Neruda.
Com as sucessivas idas do jovem carteiro à casa de Neruda, os dois homens aproximam-se e uma amizade que a princípio parecia impossível nasce entre eles. Poderá uma amizade entre um jovem carteiro e um conceituado poeta, cujas vidas são completamente diferentes, vingar?

- Não há pior droga que o blá-blá. Faz uma teberneira de aldeia sentir-se como uma princesa veneziana. E depois, quando a hora da verdade, o regresso à realidade, reparas que as palavras são cheque sem cobertura. Prefiro mil vezes que um bêbado te apalpe o cú no bar, a que te digam que um sorriso teu vale mais alto que uma mariposa!
Chile. Uma pequena ilha. Um carteiro. Um poeta. Este é o mote para este livro com pouco mais de 100 páginas.

Tendo como base a amizade peculiar entre Jiménez e Neruda, Antonio Skármeta leva-nos a conhecer uma parte do Chile, na figura da pequena Ilha Negra e das pessoas que nela habitam: o jovem carteiro e o pai pescador, o poeta que recebe as cartas, os outros pescadores da ilha, a taberneira e a sua filha, os bêbados que frequentam a taberna, os turitas que visitam a ilha, etc.
A política acaba por assumir um papel importante na vida dos habitantes da ilha, e principalmente na de Jiménez, quando um habitante da ilha é convidado a concorrer para um cargo político.

O enredo é simples e os personagens são únicos e possuem características muito próprias. Não há como passar ao lado dos diálogos da taberneira e a filha, de onde retirei o extracto acima destacado. A poesia e as metáforas, uma constante do livro, são deliciosas e levam-nos a ler, reler e depois parar para reflectir.

O livro é tão pequeno e a história tão curtinha que o fim chega com aquele gosto amargo de querer ter mais páginas para conhecermos melhor Ilha Negra e as suas pessoas.
(3/5)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dos postais de Natal...#2

Depois de tomar conhecimento sobre o meu amigo secreto, visitar o seu blog e estudar os seus posts, já tenho uma ideia do postal a oferecer.
Próxima missão: encontrá-lo numa papelaria perto de mim.

Contos de Amor

Título original:
Género: Romance
Autor: Herman Hesse
Ano:

Sinopse: Este livro é uma colectânea temática que contém as histórias de amor mais conhecidas dos contos e lendas de Hesse, a maior parte delas recordações com fundo autobiográfico da juventude do próprio autor. São aqui retratados, além das provas de força e dos rodeios, também a embriaguez dos primeiros contactos com o outro sexo e as intensas experiências no campo da tensão entre o amor ideal e o amor sensual.
O volume está organizado cronologicamente de modo a tornar reconhecível a evolução da atracção dos pares em diferentes idades. Vai da fascinação idealística da puberdade, passando pela simbiose, susceptível de crises, do casamento até às formas altruístas do abnegado amor do próximo que já não se fixa num parceiro único.
A frescura dos contos, os ambientes retratados, a clareza das situações, a profundidade e o rigor na observação psicológica e a elegância do estilo, tornam esta obra num marco vivo da literatura alemã. (in Wook)

Conjunto de histórias de amor, a maioria sem o tão típico e, muitas vezes esperado, final feliz. Do amor inocente, cheio de inseguranças e dúvidas, ao amor mais carnal, onde não faltam erotismo e envolvimento sexual, a presente obra contém vários "pedaços" da vida, dos amores e das vivências que retratam partes da vida do autor.

Agora sentia de repente um anseio vivo e cada vez com mais frequência de pronunciar o nome da rapariga elegante, de o murmurar baixinho, e de o cantar a meia voz, e tornou-se-me um verdadeiro tormento o acto de não saber o nome dela.
(1907)
Não se pode dizer que sou uma grande fã de livros que sejam compostos por pequenos contos (excepção feita aos contos do Gabriel García Márquez, que são um caso à parte). No entanto, talvez devido ao tema que une todos os contos ou porque é notório o crescimento dos envolvidos e da própria história, foi uma leitura agradável.

Mal comparado, esta obra pode ser considerada como um romance composto por vários capitulos, com os ditos escritos de forma simples, cativante e muito envolvente.
(3/5)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pensamentos sextafeirianos #136

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