sábado, 18 de agosto de 2012

Ema

Título original: Emma
Género: Romance
Autor: Jane Austen
Ano: 2007

Sinopse: Ema é uma herdeira rica, inteligente e bela. Optimista, consciente da sua superioridade, segura de si mesma, fiel respeitadora as "conveniências" - enfim, o tipo acabado da "verdadeira senhora" -, passa o tempo a combinar casamentos "convenientes" entre amigos e protegidos
Um dia, sem arranjos prévios, ela própria é pedida em casamento por Mr. Knightley. Ema não assume um compromisso, mas não o desencoraja, debatendo-se com um drama interior: o pretendente é amado por uma das suas melhores amigas, a qual Ema deseja ver feliz e "convenientemente" casada. No íntimo, porém, tem um sentimento de aversão ao casamento de Harriet com Knightley e não pelas questões de conveniência que tanto respeita: é que ela própria ama Knightley. Ema cede finalmente a um amor que tem razões mais fortes que a própria razão. (in Wook)

A viver com o pai, em Hartfield, propriedade da família, Ema Woodhouse é uma rapariga educada, inteligente, perspicaz e muito senhora do seu nariz. Depois do sucesso de ter conseguido "arranjar" o casamento da sua perceptora, Miss Taylor, com o Mr. Weston, começa a ver em todos os solteiros a possibilidade de criar casais.
Habituada a dizer sempre o que pensa, George Knightley funciona como a consciência de Ema e é dele que ela ouve as mais desagradáveis reprimendas e chamadas de atenção. Por detrás da aparente hostilidade, Mr Knightley tem os mais nobres planos para com a protagonista. Como irá Ema conjugar o amor e a ideia de não querer casar ou abandonar o pai?

- Não importa, Harriet, não hei-de ser uma solteirona pobre; e só a pobreza é que faz do celibato um motivo de desprezo para o público generoso! Uma mulher solteira, com um exíguo rendimento, é, por força, uma solteirona redícula e fastidiosa! É o melhor divertimento para os rapazes e para as raparigas. Mas uma mulher solteira, com fortuna, é sempre respeitada e deve ser sensata e atraente como qualquer outra.
(extracto retirado da pág. 87)

Ema é mais uma das marcantes heroínas de Jane Austen e representa as mulheres com ideias próprias, com meios para se sustentarem sozinhas e que não se imaginam a viver à sombra de um esposo.

Para além da personagem principal, o enredo é composto por um punhado de personagens marcantes: George Knightley, um velho amigo da família e a única pessoa que enfrenta a protagonista e diz-lhe as coisas como elas são; Mr Henry Woodhouse, pai de Ema, um hipocondríaco que vê na mais pequena corrente de ar a origem de muitos males do corpo; Miss Bates, uma solteirona que vive com a mãe e que quando começa a tagarelar não consegue ser calada por nada; Jane Fairfax, sobrinha de Miss Bates, uma bela e inteligente orfã, cujo destino é vir a ser governanta; o galã e conquistador Mr Frank Churchill ou a esposa do Mr Elton, cujo hábito de gabar-se e querer ser o centro das atenções, desagrada a todos.

Clássicos. Ler Jane Austen é poder ter acesso a uma escrita exigente e que desafia o leitor.
Uma história sobre vários amores, contado com ironia e muito humor. Uma viagem a um mundo de pessoas que amam e são amadas, que são fúteis e vivem das aparências, que fazem tudo para aparecer, que se preocupam com os outros e que constroem verdadeiras amizades.
(4/5)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pensamentos sextafeirianos #170

[in Quote Book]

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

8 anos de nós...

Eu. Tu. Nós

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Trabalho: do direito ao privilégio

A julgar pela ideia que se instalou entre as pessoas, mais dia menos dia estaremos a dar graças a deus por termos um emprego. Caíu-se no ridículo de uma pessoa empregada não poder dizer nada de menos bom (muito menos se for de mal) sobre o seu emprego porque alguém cai-lhe logo em cima com a máxima: "ah, está bem, mas ao menos tens um emprego e não devias estar a queixar-te".

Se, por um lado, estamos todos conscientes que há uma elevada taxa de desemprego, que não se vê uma luz ao fim do túnel e que há famílias a viverem em situações muito, muito precárias, por outro, as pessoas com emprego ou à procura de um não se podem desvalorizar ou colocar em questão as suas competências.
A continuar assim, qualquer dia as pessoas empregadas serão "obrigadas" a pedir desculpas por terem um emprego.

Artigo 58.º
Direito ao trabalho

1. Todos têm direito ao trabalho.
2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:
a) A execução de políticas de pleno emprego;
b) A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;
c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.

Como sempre, é a nós que cabe mudar as mentalidades.

domingo, 12 de agosto de 2012

Londres 2012...The End!

A gente vê-se, daqui a 4 anos, nas praias do Rio de Janeiro.

sábado, 11 de agosto de 2012

Momentos

Aquele momento em que temos noção que todo o processo foi concluído, que já temos os bilhetes na nossa conta de email e que até já comunicamos os horários das escalas e chegadas.
Tudo correndo bem, Setembro será o mês de voltar a andar de avião e fazer a viagem cujo destino, embora não seja desconhecido, acaba sempre sendo único.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pensamentos sextafeirianos #169

[in Quote Book]

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

The Dark Knight Rises (2012)

Bane: So, you came back to die with your city.
Batman: No. I came back to stop you.
Oito anos depois, Gotham City volta a precisar do seu mais famoso e, depois dos últimos acontecimentos, o mais odiado super-héroi: Bruce Wayne (Christian Bale) e o seu Batman.
A chegada de uma equipa liderada por Bane (Tom Hardy), um sádico e cruel mercenário, cujo objectivo se desconhece, vem perturbar a tranquilidade dos habitantes de Gotham e forçar Wayne a tirar a capa do armário para, juntamente com os seus amigos Gordon (Gary Oldman) e Fox (Morgan Freeman) e o jovem policial Blake (Joseph Gordon-Levitt), descobrir e destruír os planos de Bane antes que Bane destrua Gotham.

Todos nós já conhecemos, de cor e salteado, os enredos dos filmes de super-herói e cabe ao realizador a tarefa de adicionar mais qualquer coisa ao template base para satisfazer os espectadores mais cépticos (como é o meu caso).
Christopher Nolan apresenta-nos mais um capítulo sobre Batman e Gotham City. Planos brutais, cenários escuros e a puxar para o sombrio e toda a cena do estádio que faz-nos suster a respiração porque sabemos que vai acontecer qualquer coisa e só não sabemos em que momento e, finalmente quando acontece, é uma cena marcante. E a banda sonora? Muito, muito boa. Um jogo de sons e músicas que marcam as cenas quando se quer imprimir brutalidade, suavidade, suspense ou comoção.

Não há como não amar os bad guys. Embora não se possa comparar o Joker de Heath Ledger com o Bane de Tom Hardy, há que reconhecer que o segundo esteve bem à altura do papel e, na minha humilde opinião, acabou por se transformar na estrela do filme. Há dias li algures que Tom tinha mais expressões faciais com a máscara que Kristen Stewart na saga Twilight e não há como não concordar.

Christian Bale, mais uma vez no registo bonzinho que se espera de um super-herói, cumpriu. E é sempre bom vê-lo a contracenar com o núcleo feminino. Por falar nelas, um grande bem haja à Selina da Anne Hathaway, que podia ter facilmente caído no exagerado, mas conseguiu dosear bem a sensualidade e estar à altura de uma Catwoman da actualidade (o fato, os saltos e os acessórios também ajudaram bastante).

Nolan fecha com chave de ouro. Um filme para ser visto no cinema.
 (8/10)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Se tudo correr bem...

... para entrar de férias e ir comer comidinha da mamã (durante 2 semanas), trocar umas ideias com o pai e abraçar e puxar as orelhas (mais abraçar) da mana mais nova.

domingo, 5 de agosto de 2012

Pensamentos sextafeirianos #168

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