sábado, 5 de julho de 2014

5 Julho 1975 - 5 Julho de 2014


Já lá vão 39 anos que Cabo-Verde conquistou, juntamente com a Gunié-Bissau, a sua independência e deixou de ser uma colónia portuguesa. Viva a independência! Viva Cabo-Verde!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pensamentos sextafeirianos #265

"O que deve saber uma criança de 4 anos?"

(...)

“A minha filha de 4 anos sabe o alfabeto completo, soletra 10 palavras, e sabe fazer contagem decrescente desde o 100. Anda de bicicleta, monociclo e faz surf. Mas claro, o surf é só nos dias que não vai para o Ballet, porque a dança é mesmo a sua paixão desde os 2 anos… E a sua filha, o que é que faz?”

“A minha filha brinca!”

E vejo aquela cara de suspense à espera que eu acabe a frase, como se fosse obrigatório acrescentar mais qualquer coisa.
Esta moda de que crianças têm de saber fazer várias coisas para se tornarem adultos de sucesso e, devem frequentar várias atividades para desenvolver mais competências (e o tempo para brincar, onde fica?) não podia ser mais absurda.

(...)

Afinal, que precisa uma criança de 4 anos?
Muito menos do que no apercebemos, e muito mais…
[Excerto retirado deste artigo escrito no Up To Lisbon Kids

Vamos deixar as nossas crianças brincarem, tenham elas 4 ou outra idade qualquer? Eu vou fazer por isso.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A família não pára de crescer!

Bem-vindo, Diogo e votos de uma vida cheia de coisas boas. A Matilde já tem dois primos: um mais velho e um mais novo.

domingo, 29 de junho de 2014

Azul para menino. Rosa para menina.

Depois da consulta com o pediatra, saio com a filha no braço e passo por uma senhora do hospital que conheci durante a gravidez. Bebé Matilde está trajada com um macacão azul, um body branco com letras azuis e uma fita azul na cabeça.

Senhora que conheci durante a gravidez: oh, tem um príncipe tão lindo.

Sorri e agradeci. Não tive coragem de dizer à senhora que levava nos braços uma princesa muito linda. Será que uma fita na cabeça, embora azul, não é indicação suficiente que é uma menina? Se calhar quem tem razão é o esposo quando diz que as pessoas ainda vão criticar-nos por andarmos com o menino com fita na cabeça.

Logo eu que, embora adore vê-la de rosa, gosto também de vesti-la de azul e outras cores menos femininas.

sábado, 28 de junho de 2014

Matilde e a preservação das células estaminais

A informação chegou-nos via facebook. O evento mamã sem dúvidas ia passar pela nossa área de residência, com temas como preservação de células estaminais, amamentação e preparação para o parto. Estávamos no 6º mês e ainda não tínhamos pesquisado nada sobre a preservação das células estaminais. Inscrevemo-nos e lá fomos ouvir o que a bebé vida tinha para contar aos futuros papás. O que consiste, como se processa, caso de sucesso, lista de doenças, projecções para o futuro, etc. foram alguns dos assuntos tratados no evento.


Com as dúvidas esclarecidas, partimos à procura de outras empresas da área para saber informações sobre preços e outras condições. Por último, perguntei à minha obstetra a sua opinião sobre o assunto. Ela foi concisa e directa: "vou dizer-lhe aquilo que disse às minhas duas filhas. Isto é uma questão de fé: se fizer e nunca vier a precisar óptimo, mas se não fizer e um dia vir a precisar, consegue viver com isso? Por isso, se a resposta é não e tiver condições ecónomicas que a permitam fazer o investimento, faça".
Fizemos. Fizemos porque o futuro é incerto e a Deus pertence. Fizemos porque só podíamos trabalhar com o presente e o presente tinha uma janela de actuação muito curta.

É possível que seja mais uma forma de jogar com os medos dos pais e "obrigá-los" a embarcar no processo? É possível. É caro? Muito. O dinheiro faz-nos falta? Lógico, mas quando comprámos o kit e o colocámos ao pé da mala de maternidade, entendemo-lo como um seguro de saúde/vida que desejamos que a nossa filha nunca venha a precisar.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Pensamentos sextafeirianos #264

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Matilde e as redes sociais

Durante os primeiros 5 meses e alguns dias de vida (como o tempo passa depressa), mantivemos a Matilde afastada das redes sociais e, no que depender de nós, assim vai permanecer por muito tempo.

Longe de querer começar uma mommy war (cada família é que sabe como quer lidar com a vida e a privacidade dos filhos), a decisão de manter a nossa filha longe das redes sociais foi tomada em consciência e muito antes dela nascer. A família mais próxima foi avisada e ficou decidido que, enquanto estivesse de molho no hospital, a partilha das primeiras fotografias devia ser feita via telemóvel ou email. Até à data, a nossa opção foi sempre respeitada.

Não tenho nada contra redes sociais. Aliás, quem me conhece sabe que tenho conta em todas (facebook, twitter, linkedin e, mais recentemente, no instagram) e que sou mulher para partilhar, com os meus contactos/amigos, fotografias minhas, de comidinhas que faço, de viagens, pensamentos, desabafos, etc. Por outro lado, o esposo não é apreciador (só tem twitter para seguir os jogadores da bola) e eu respeito.

Embora nos posicionemos de forma diferente perante as redes sociais, no que toca à exposição das crianças, estivemos sempre de acordo: o mínimo possível e, no nosso caso, o mínimo é nenhuma fotografia dela a circular pela internet.

Se tenho vontade de partilhar as caretas engraçadissímas, as expressões giríssimas ou os beicinhos fofissimos? Tenho. Tenho muito, mas também sei que foi uma decisão ponderada e que esta é a nossa visão do que é fazer o melhor para a nossa filha.

O Diabo e a Gemada

Título original: Il diavolo e la rossumata
Género: autobiografia
Autor: Sveva Casati Modignani
Ano: 2013

Sinopse: Em 1943, Milão está sob as bombas dos Aliados, e nas proximidades da via Padova, uma criança extraordinariamente curiosa, inicia a sua aprendizagem de vida. Chama-se Sveva e tem 5 anos. É este o contexto de O Diabo e a Gemada, um relato autobiográfico em que a autora percorre os anos da Segunda Guerra Mundial, que se desenrolam entre a casa de família em Milão e uma quinta, nos arrozais de Trezzano sul Naviglio, na Lombardia. A comida é o fio condutor que atravessa os episódios deste relato, em que se entrelaçam memórias e emoções, sabores e receitas e cujos acontecimentos estão sempre ligados à elaboração de um prato ou a uma refeição partilhada. Com uma descrição cuidada e rigorosa de pessoas, sabores e costumes, Sveva Casati Modignani devolve-nos um mundo, não tão longínquo, mas do qual estamos a perder a memória. (in Wook)

Sentia-me muito estúpida por duas razões: se era verdade que a árvore respirava, toda a gente ouvia menos eu. Se não era verdade, queria dizer que os outros faziam pouco de mim. A sensação de inferioridade e a desconfiança ainda não me abandonaram completamente. De resto, desde criança, sentia-me muitas vezes gozada pela minha ilimitada credulidade. Acreditava em tudo aquilo que me diziam e quanto mais improváveis eram as coisas, mais me fascinavam e me pareciam verdadeiras.
(extracto retirado da pág. 53)

Embora muito pequeno, o livro encontra-se dividido em duas partes. Na primeira parte estão retratados momentos da infância da autora, onde a comida, ou a preparação da mesma, liga cada uma das várias peripécias vividas pela protagonista. A segunda parte é composta pelas receitas dos pratos mencionados anteriormente, de onde experimentei a mousse de chocolate (página 165) e ficou aprovadíssima.

Uma autobiografia pouco profunda e muito, muito curta, ainda mais quando uma boa parte do livro está preenchido com receitas. Os pequenos textos que acompanham as receitas acabam, em muitos casos, por ser repetições de passagens da primeira parte do livro. Apesar de já tre lido muito boas reviews sobre a escrita de Sveva, esta leitura não deixou-me com uma opinião formada sobre a autora.
(1/5)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pensamentos sextafeirianos #263

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