Durante os primeiros 5 meses e alguns dias de vida (como o tempo passa depressa), mantivemos a Matilde afastada das redes sociais e, no que depender de nós, assim vai permanecer por muito tempo.
Longe de querer começar uma
mommy war (
cada família é que sabe como quer lidar com a vida e a privacidade dos filhos), a decisão de manter a nossa filha longe das redes sociais foi tomada em consciência e muito antes dela nascer. A família mais próxima foi avisada e ficou decidido que, enquanto estivesse de molho no hospital, a partilha das primeiras fotografias devia ser feita via telemóvel ou email. Até à data, a nossa opção foi sempre respeitada.
Não tenho nada contra redes sociais. Aliás, quem me conhece sabe que tenho conta em todas (
facebook, twitter, linkedin e, mais recentemente, no instagram) e que sou mulher para partilhar, com os meus contactos/amigos, fotografias minhas, de comidinhas que faço, de viagens, pensamentos, desabafos, etc. Por outro lado, o esposo não é apreciador (
só tem twitter para seguir os jogadores da bola) e eu respeito.
Embora nos posicionemos de forma diferente perante as redes sociais, no que toca à exposição das crianças, estivemos sempre de acordo: o mínimo possível e, no nosso caso, o mínimo é nenhuma fotografia dela a circular pela internet.
Se tenho vontade de partilhar as caretas engraçadissímas, as expressões giríssimas ou os beicinhos fofissimos? Tenho. Tenho muito, mas também sei que foi uma decisão ponderada e que esta é a nossa visão do que é fazer o melhor para a nossa filha.