sexta-feira, 28 de março de 2014

iPhone 5s

Arranjem o vosso que este é meu.
Apesar de só fazer anos a 16 de Abril, a minha prenda do esposo e da filhota já chegou-me às mãos. Foi uma surpresa daquelas. Uma caixa de amêndoas de chocolate que trazia o mais inesperado dos contéudos (haviam de ver a minha cara quando tirei a tampa da caixa): um telemóvel dourado, levezinho e lindo que só ele. Caso para dizer, once you go iPhone, you never go back.

Nunca pensei vir a gostar de um telemóvel dourado... Muito obrigada, esposo!

Pensamentos sextafeirianos #251

sexta-feira, 21 de março de 2014

Pensamentos sextafeirianos #250

quinta-feira, 20 de março de 2014

Primavera

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai

Ao pai do meu pai,
obrigada pelas vívidas recordações da infância: cócegas com a barba de 3 dias e sempre qualquer coisa nos bolsos do casaco quando chegava ao pé de ti; obrigada por ainda me tratares por "codê"; obrigada pelo imenso amor e carinho; obrigada por gostares/tratares o esposo como um neto; obrigada pelo meu pai.

Ao meu pai,
obrigada por seres a pessoa que és; obrigada pelas reprimendas; obrigada pelo amor, carinho e compreensão; obrigada pelo incansável esforço para proporcionar-nos o melhor; obrigada pelas duas irmãs; obrigada pelos valores incutidos; obrigada pelos 18 anos debaixo do mesmo tecto, mas ainda mais pelos quase 16 fisicamente longes; obrigada pelas opiniões, conversas e discussões; obrigada pela pessoa que sou; obrigada por teres ajudado a escolher o melhor pai para a minha filhota.

Ao pai da minha filha,
obrigada por teres estado sempre do meu lado; obrigada por seres a pessoa que me acalma/ajuda nas horas difíceis; obrigada pelos sorrisos quando brincamos com a nossa filha e pelas palavras de tranquilidade quando mais nada parece funcionar; obrigada por quereres participar em tudo; obrigada pelo amor; obrigada pela Matilde.

A todos os pais,
Um feliz dia do Pai e que façam sempre por merecer as palavras de agradecimento dos vossos filhos.

A Vida de Pi

Título original: Life of Pi
Género: Aventura
Autor: Yann Martel
Ano: 2001

Sinopse: Quando Pi tem dezasseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre. (in Wook)

Eles tinham morrido; eu já não podia negar isso. Que coisa para reconhecermos no nosso coração! Perder um irmã é perder alguém com quem podemos partilhar a experiência de crescer, que deveria trazer-nos uma cunhada e sobrinhas e sobrinhos, criaturas para povoar a árvore da nossa vida e dar-lhe novos ramos. Perder o pai é perder aquele cuja orientação e ajuda procuramos, que nos suporta como o tronco de uma árvore suporta os ramos. Perder a mãe, vem, é como perder o sol por cima da nossa cabeça. É como perder - desculpe prefiro não continuar.
(extracto retirado da pág. 138)

A descrição do naufrágio e os dias subsequentes. A fantasia ou não do enredo. O facto do autor ter apresentado duas versões bastante diferentes dos 227 dias que Pi passou à deriva, deixando ao leitor a tarefa de escolher qual prefere ter como a verdadeira. Os diálogos da terceira parte entre Pi, Sr. Okamoto e Sr. Chiba, responsáveis por investigar o que aconteceu ao cargueiro Tsimtsum.

Talvez culpa das altas expectativas, estava à espera de um bocadinho mais do livro. A primeira parte sobre a religião e a detalhada vivência e convivência dos animais do Zoológico de Pondicherry. Não ajudou o facto de ter deixado o livro mais ou menos a meio e só ter voltado a pegar nele aproximadamente 9 meses depois.

Uma leitura mediana.
(3/5)

domingo, 16 de março de 2014

True Detective (2014)

The lives of two detectives, Rust Cohle and Martin Hart, become entangled during a 17-year hunt for a serial killer in Louisiana.
[in IMDB]
Uma season. 8 episódios. Muito mais que uma série sobre dois detectives à casa de um serial killer. Excelentes interpretações. Grandes diálogos. Bela fotografia. Bom enredo. Passo lento no desenrolar dos factos. Centrado na vida e percurso dos dois personagens principais.
Be careful because this is not your average crime investigation tv show.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Pensamentos sextafeirianos #249

quarta-feira, 12 de março de 2014

Matilde: o internamento

Levam-me para um quarto com apenas uma cama. Num dos cantos, reconheço a minha mala de maternidade e o meu casaco. Enfermeira (ou seria uma auxiliar?) começa a mexer nas minhas roupas e pergunta qual a camisa de noite que prefiro. Tanto faz, respondo eu. Veste-me (sim, este tempo todo estive sempre nua). Chega a Matilde trazida pela enfermeira que irá ensiná-la a mamar. Estou deitada de lado. Coloca-a à minha frente e tiro as mamas para fora. A enfermeira ajuda-a a posicionar-se e foi a única coisa que teve de fazer. A Matilde pegou na mama (e como deve ser, segundo as entendidas) e só largou quando ficou satisfeita. Enfermeira termina com um "vou-me embora, ela não precisa de mim para nada". Sozinhas.

Passam uns minutos, mas não sei bem quantos ao certo. Entram novamente pessoas no quarto e percebo que vamos ser levadas para outro quarto. Cama a andar. Novo quarto. Fico com a cama 10 e tenho mais duas vizinhas. Depois de instaladas, recebemos a visita do esposo/pai e dos sogros/avós. Estou deitada de costas e ainda não sinto grande coisa da cintura para baixo (as drogas que estiveram a correr desde a sala de operações também ajudam). Participo pouco nas conversas. Toda a gente acha que é parecida comigo. Olho para ela mais uma vez. Não acho.

As colegas de quarto
Calha-me duas doutoradas na arte de parir. A cama 11 pertence a uma mamã de segunda viagem e, só mesmo para ajudar, já passou pelas duas experiências de parto: normal e cesariana. Na cama 12, também mamã de segunda viagem, encontra-se uma jovem que acaba de ter gêmeos. Percebem que o meu parto foi de cesariana e começam a fazem análises/prognósticos ao meu pós-operatório e internamento: "isso amanhã é que vai custar", "pode não ter doído a ter, mas vai doer mais a sarar", etc. Faço de conta que a conversa não é comigo. Elas continuam. Ignoro os comentários, mas a minha vontade é mandá-las calar ou perguntar se acham mesmo que quero pensar nas dores que vou sentir no dia seguinte. A recepção das minhas companheiras de quarto fica marcado como o segundo momento mais horrível do dia (o primeiro foi ter sido repreendida pela médica má - ver post Matilde: o nascimento). 20 horas. Hora das visitas irem embora. Como tenho imensa sede, dão-me umas compressas para molhar os lábios (aquilo funciona para alguém??). A Matilde vai mamando e, apesar do bebé da cama 11 não parar de chorar, consigo dormir. Não sei que horas são.

O dia seguinte
Alguém toca-me no braço. Abro os olhos e tenho uma auxiliar a olhar para mim. "São 3 da madrugada e vim ajudá-la a levantar-se". "A esta hora?". "Sim. Já se passaram 12 horas desde a operação e tem de levantar-se". "Ok". Passos a seguir: sentar-me fazendo força apenas no cotovelo, servir-me da auxiliar para levantar, dar 5/6 passos até uma cadeira e sentar-me. Simples. Errado, é o fim do mundo (cumpre-se o prognóstico da doutorada). Consigo levantar-me, dar os passos até à cadeira, mas a tontura obriga-me a voltar para a cama. Bendita tontura. Alterno dar de mamar com momentos de sono. Pequeno-almoço. Finalmente, vou comer.

A comida
Sem surpresas. Continua a porcaria esperada, embora não estivesse a contar que o pequeno-almoço de uma parturiente (que não come nada há mais de 24 horas) fosse uma chávena de café com leite e um papo seco. E um iogurte? E uma peça de fruta? Nada. Se uma pessoa até consegue perceber a falta de sal nos pratos, há coisas que não se perdoam. Nos dias que lá estive, nem a sopa podia ser considerada comestível.

O pessoal hospital: médicos, enfermeiros, auxiliares e estágiários
O entre e sai de enfermeiros (bem que podia escrever enfermeiras tendo em conta que não me lembro de ter visto nenhum homem) e estagiários (neste grupo sim havia uma rapaz) nos quartos é constante. O esclarecimento das dúvidas, os "está tudo bem?", "sente alguma dor?", "precisa de algo?", "quando deu a última mamada?". "posso ajudar com alguma coisa?" provam disponibilidade, dão conforto, ajudam no processo de descoberta/experimentação e criam laços de confiança entre o paciente e o corpo hospitalar.
Apesar de ter sido aconselhada a fazer o contrário, optei por ter a criança num hospital onde a médica que seguiu-me durante a gravidez não dá consultas. Não senti falta dela. 3 turnos por dia. 4 estagiários por turno, para além das enfermeiras e auxiliares. Um verdadeiro serviço de spa onde as mamãs e os bebés são tratados com toda a atenção que merecem. Um serviço de qualidade e a certeza que voltaria a escolher a maternidade do hospital Santo André para parir.

E ao 5º dia o regresso a casa deixando para trás os bebés chorões, a televisão sintonizada na TVI de manhã à noite e a nova ocupante da cama 11 com a mania que sabe tudo.

Próximo capítulo: as primeiras vezes.

terça-feira, 11 de março de 2014

House of Cards (2013)

A Congressman works with his equally conniving wife to exact revenge on the people who betrayed him.
[in IMDB]

  © Blogger template 'Morning Drink' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP