sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Dia do Pai
Ao pai do meu pai,
obrigada pelas vívidas recordações da infância: cócegas com a barba de 3 dias e sempre qualquer coisa nos bolsos do casaco quando chegava ao pé de ti; obrigada por ainda me tratares por "codê"; obrigada pelo imenso amor e carinho; obrigada por gostares/tratares o esposo como um neto; obrigada pelo meu pai.
Ao meu pai,
obrigada por seres a pessoa que és; obrigada pelas reprimendas; obrigada pelo amor, carinho e compreensão; obrigada pelo incansável esforço para proporcionar-nos o melhor; obrigada pelas duas irmãs; obrigada pelos valores incutidos; obrigada pelos 18 anos debaixo do mesmo tecto, mas ainda mais pelos quase 16 fisicamente longes; obrigada pelas opiniões, conversas e discussões; obrigada pela pessoa que sou; obrigada por teres ajudado a escolher o melhor pai para a minha filhota.
Ao pai da minha filha,
obrigada por teres estado sempre do meu lado; obrigada por seres a pessoa que me acalma/ajuda nas horas difíceis; obrigada pelos sorrisos quando brincamos com a nossa filha e pelas palavras de tranquilidade quando mais nada parece funcionar; obrigada por quereres participar em tudo; obrigada pelo amor; obrigada pela Matilde.
A todos os pais,
Um feliz dia do Pai e que façam sempre por merecer as palavras de agradecimento dos vossos filhos.
Publicada por Mary à(s) 4:14 da tarde 0 Comentário(s)
A Vida de Pi
Título original: Life of Pi
Género: Aventura
Autor: Yann Martel
Ano: 2001
Sinopse: Quando Pi tem dezasseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre. (in Wook)
Eles tinham morrido; eu já não podia negar isso. Que coisa para reconhecermos no nosso coração! Perder um irmã é perder alguém com quem podemos partilhar a experiência de crescer, que deveria trazer-nos uma cunhada e sobrinhas e sobrinhos, criaturas para povoar a árvore da nossa vida e dar-lhe novos ramos. Perder o pai é perder aquele cuja orientação e ajuda procuramos, que nos suporta como o tronco de uma árvore suporta os ramos. Perder a mãe, vem, é como perder o sol por cima da nossa cabeça. É como perder - desculpe prefiro não continuar.
A descrição do naufrágio e os dias subsequentes. A fantasia ou não do enredo. O facto do autor ter apresentado duas versões bastante diferentes dos 227 dias que Pi passou à deriva, deixando ao leitor a tarefa de escolher qual prefere ter como a verdadeira. Os diálogos da terceira parte entre Pi, Sr. Okamoto e Sr. Chiba, responsáveis por investigar o que aconteceu ao cargueiro Tsimtsum.
Talvez culpa das altas expectativas, estava à espera de um bocadinho mais do livro. A primeira parte sobre a religião e a detalhada vivência e convivência dos animais do Zoológico de Pondicherry. Não ajudou o facto de ter deixado o livro mais ou menos a meio e só ter voltado a pegar nele aproximadamente 9 meses depois.Uma leitura mediana.




(3/5)Publicada por Mary à(s) 3:38 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2014, Livros, Vícios, Yann Martel
domingo, 16 de março de 2014
True Detective (2014)
The lives of two detectives, Rust Cohle and Martin Hart, become entangled during a 17-year hunt for a serial killer in Louisiana.
Be careful because this is not your average crime investigation tv show.
Publicada por Mary à(s) 6:44 da tarde 0 Comentário(s)
sexta-feira, 14 de março de 2014
Pensamentos sextafeirianos #249
Publicada por Mary à(s) 9:08 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Pensamentos
quarta-feira, 12 de março de 2014
Matilde: o internamento
Levam-me para um quarto com apenas uma cama. Num dos cantos, reconheço a minha mala de maternidade e o meu casaco. Enfermeira (ou seria uma auxiliar?) começa a mexer nas minhas roupas e pergunta qual a camisa de noite que prefiro. Tanto faz, respondo eu. Veste-me (sim, este tempo todo estive sempre nua). Chega a Matilde trazida pela enfermeira que irá ensiná-la a mamar. Estou deitada de lado. Coloca-a à minha frente e tiro as mamas para fora. A enfermeira ajuda-a a posicionar-se e foi a única coisa que teve de fazer. A Matilde pegou na mama (e como deve ser, segundo as entendidas) e só largou quando ficou satisfeita. Enfermeira termina com um "vou-me embora, ela não precisa de mim para nada". Sozinhas.
Passam uns minutos, mas não sei bem quantos ao certo. Entram novamente pessoas no quarto e percebo que vamos ser levadas para outro quarto. Cama a andar. Novo quarto. Fico com a cama 10 e tenho mais duas vizinhas. Depois de instaladas, recebemos a visita do esposo/pai e dos sogros/avós. Estou deitada de costas e ainda não sinto grande coisa da cintura para baixo (as drogas que estiveram a correr desde a sala de operações também ajudam). Participo pouco nas conversas. Toda a gente acha que é parecida comigo. Olho para ela mais uma vez. Não acho.
As colegas de quarto
Calha-me duas doutoradas na arte de parir. A cama 11 pertence a uma mamã de segunda viagem e, só mesmo para ajudar, já passou pelas duas experiências de parto: normal e cesariana. Na cama 12, também mamã de segunda viagem, encontra-se uma jovem que acaba de ter gêmeos. Percebem que o meu parto foi de cesariana e começam a fazem análises/prognósticos ao meu pós-operatório e internamento: "isso amanhã é que vai custar", "pode não ter doído a ter, mas vai doer mais a sarar", etc. Faço de conta que a conversa não é comigo. Elas continuam. Ignoro os comentários, mas a minha vontade é mandá-las calar ou perguntar se acham mesmo que quero pensar nas dores que vou sentir no dia seguinte. A recepção das minhas companheiras de quarto fica marcado como o segundo momento mais horrível do dia (o primeiro foi ter sido repreendida pela médica má - ver post Matilde: o nascimento). 20 horas. Hora das visitas irem embora. Como tenho imensa sede, dão-me umas compressas para molhar os lábios (aquilo funciona para alguém??). A Matilde vai mamando e, apesar do bebé da cama 11 não parar de chorar, consigo dormir. Não sei que horas são.
O dia seguinte
Alguém toca-me no braço. Abro os olhos e tenho uma auxiliar a olhar para mim. "São 3 da madrugada e vim ajudá-la a levantar-se". "A esta hora?". "Sim. Já se passaram 12 horas desde a operação e tem de levantar-se". "Ok". Passos a seguir: sentar-me fazendo força apenas no cotovelo, servir-me da auxiliar para levantar, dar 5/6 passos até uma cadeira e sentar-me. Simples. Errado, é o fim do mundo (cumpre-se o prognóstico da doutorada). Consigo levantar-me, dar os passos até à cadeira, mas a tontura obriga-me a voltar para a cama. Bendita tontura. Alterno dar de mamar com momentos de sono. Pequeno-almoço. Finalmente, vou comer.
A comida
Sem surpresas. Continua a porcaria esperada, embora não estivesse a contar que o pequeno-almoço de uma parturiente (que não come nada há mais de 24 horas) fosse uma chávena de café com leite e um papo seco. E um iogurte? E uma peça de fruta? Nada. Se uma pessoa até consegue perceber a falta de sal nos pratos, há coisas que não se perdoam. Nos dias que lá estive, nem a sopa podia ser considerada comestível.
O pessoal hospital: médicos, enfermeiros, auxiliares e estágiários
O entre e sai de enfermeiros (bem que podia escrever enfermeiras tendo em conta que não me lembro de ter visto nenhum homem) e estagiários (neste grupo sim havia uma rapaz) nos quartos é constante. O esclarecimento das dúvidas, os "está tudo bem?", "sente alguma dor?", "precisa de algo?", "quando deu a última mamada?". "posso ajudar com alguma coisa?" provam disponibilidade, dão conforto, ajudam no processo de descoberta/experimentação e criam laços de confiança entre o paciente e o corpo hospitalar.
Apesar de ter sido aconselhada a fazer o contrário, optei por ter a criança num hospital onde a médica que seguiu-me durante a gravidez não dá consultas. Não senti falta dela. 3 turnos por dia. 4 estagiários por turno, para além das enfermeiras e auxiliares. Um verdadeiro serviço de spa onde as mamãs e os bebés são tratados com toda a atenção que merecem. Um serviço de qualidade e a certeza que voltaria a escolher a maternidade do hospital Santo André para parir.
E ao 5º dia o regresso a casa deixando para trás os bebés chorões, a televisão sintonizada na TVI de manhã à noite e a nova ocupante da cama 11 com a mania que sabe tudo.
Próximo capítulo: as primeiras vezes.
Publicada por Mary à(s) 10:41 da tarde 0 Comentário(s)
terça-feira, 11 de março de 2014
House of Cards (2013)
A Congressman works with his equally conniving wife to exact revenge on the people who betrayed him.
Publicada por Mary à(s) 12:24 da manhã 0 Comentário(s)
segunda-feira, 10 de março de 2014
Matilde: o nascimento
(Um mês e 17 dias depois, começa a relato sobre a melhor e maior experiência dos meus 32 anos e 10 meses de vida)
Nos Estados Unidos comemora-se o dia de Martin Luther King. Em Cabo-verde, o dia da morte de Amílcar Cabral, dáo mote à celebração do dia dos Heróis Nacionais. Em Portugal, 20 de Janeiro de 2014, é o dia da chegada da nossa Matilde.
O dia começou bem cedo. Acordo tranquilamente com o despertador. Banho e depilação. Últimas fotografias com a cria na barriga. Saio de casa de estômago vazio e a certeza de ter a Matilde nos braços antes do almoço. Chego ao hospital antes das 9. Inscrição para parir. Chamada à triagem (sim, mesmo uma entrada para parir precisa de passar pela triagem). Pulseira laranja, ordem para esperar. Esperar. Esperar... Fome. Sede. Muita fome. Muita sede. Peço ao esposo uma garrafa de água. Bebo (maior erro do dia: nenhum de nós tem a noção que beber água quebrava o jejum obrigatório para a cesariana). Quase 11 horas. Sou chamada para a consulta.
Calha-me uma médica velha e de má cara (medo!!!!). A consulta começa com as perguntas do costume, mas quando, com a maior das naturalidades, digo que comi pela última vez às 2 da manhã mas bebi água por volta das 9 e qualquer coisa, a velha começa com aquele discurso condescendente de quem está a ralhar com uma criança. Olho para ela e apetece-me atirar-lhe com uma cadeira. Respiro fundo (penso para mim: ainda calha ser ela a fazer-me o parto e na sala de operações serei o elo mais fraco). Termina com um "agora só podemos marcar a cesariana para as 15 horas". Sinto vontade de perguntar-lhe se ela achava mesmo que levantei-se às 8 da manhã e fui ao hospital beber 25cl de água para poder esperar mais 6 horas para ter a criança. Disse apenas "não sabia que não podia beber água". Exames de rotina. Depois das apalpações e da eco para confirmar que ela continuava sentada, sou encaminhada para uma sala de partos, num corredor onde para além de enfermeiros, auxiliares, estagiários e parturientes, também havia pedreiros e todos os barulhos normais de uma ala em obras.
Tenho um quarto só para mim, mas caso viesse a ser necessário, tinha 2 ou 3 trolhas mesmo à minha porta. Bata ridícula (sem cuecas e com rabo à mostra). Soro. Maquinetas para ouvir o coração do bébe. Telemóvel na mão. Ordem para esperar. Esposo, que tinha ido a casa buscar os exames que ficaram esquecidos, chega com a minha mala. Deram-lhe uma bata, embora sem rabo à mostra, era igualmente ridícula. Esperar. Enfermeiras entram e saem. Berbequins trabalham sem parar. Esposo sai para almoçar. Entra alguém que vem buscar a roupa que vão vestir à bebé. Esperar. Esposo volta do almoço. Continua-se a olhar para o relógio a cada 5 minutos. Continuo tranquila. 15 horas.
Entram algumas pessoas e começam as suas tarefas. Bata fora. Pernas abertas e um tubinho para fazer xixi. Máquinas desligadas. Lençol até ao pescoço. Porta aberta. Até já ao esposo. Cama a andar e os trolhas a ficarem para trás. Primeira fronteira. Muda-se de cama. Novas pessoas. Cama a andar. Sala de operações. Muitas pessoas. Frio. Uma vista de olhos e lá está ela num canto: médica velha e de má cara (ainda bem que não lhe atirei com a cadeira). Movimentações. Um enfermeiro "trabalha-me" um braço enquanto o anestesista pede-me que fique em posição de "gata assanhada" (uhhh, não sei o que estavam à espera mas estou aqui para ter uma criança). Ufa, afinal é só mesmo para arquear as costas. Sinto a picada. Estou outra vez de barriga para cima na posição de Jesus na cruz (braços abertos).
Médicos e enfermeiros em posição. Sinto que estou prestes a vomitar e o penso "oh não, isto está tudo esterilizado e agora vou eu estragar isso com os meus vômitos". Segundos depois estou bem. Panos verdes à frente e fico sem ver a minha barriga. Borrifam-me com qualquer coisa no baixo ventre. "Sentiu quente ou frio?". "Apenas uns salpicos". Anestesista continua a sua monitorização. "Podemos, senhor anestesista?". "Podem". "Está a doer?". "Não". Sinto qualquer coisa diferente e de repente puxam-na de dentro de mim. 15 horas e 57 minutos. Choro. Muito choro. À minha cabeceira, o anestesista anúncia a chegada dela com um "parabéns, já nasceu a sua princesa". Mais abaixo, um enfermeiro exclama: acabou o sossego. Enfermeira dá a volta e encosta-a à minha cara. Quero mexer os braços, mas não posso. Olho para ela e parece-me perfeitinha (penso para mim: se houvesse algum problema também diziam qualquer coisa). Sinto-a a afastar pelo choro que vai ficando cada vez mais distante. Acabou. Aconteceu tudo tão rápido. Mais tarde vim a saber que o esposo discorda de mim.
Ela já nasceu, mas o parto ainda não terminou. Sou outra vez o centro das atenções. Oiço os agrafos e aquilo que parece-me ser uma médica (a velha) a dar indicações à mais nova: faz isso, agora puxa acolá, blá, blá, blá. Penso: isso ainda demora? Quero saber da Matilde. Muda o turno e são novos enfermeiros a limparem-me e fazerem-me o penso. Trazem a Matilde vestida e embrulhada na manta. Já não chora. Continuo sem poder mexer e mais uma vez só tenho direito a bocheca com bocheca. Dou-lhe um beijinho e colo a minha cara à dela. Voltam a tirá-la do pé de mim para ir conhecer o pai e os avós que esperam ansiosos no corredor. Cama a andar. Nova sala: o recobro. Tenho sede, mas não posso beber água. Enfermeira para lá de simpática deixa entrar o esposo e os sogros para, como ela diz, dar um beijinho rápido à mãe. Não sinto as pernas e é uma sensação estranha. Tenho de ficar pelo menos uma hora. Telefonam do internamento a pedir que me levem porque a menina está a chorar com fome. Tenho o primeiro momento de preocupação: onde está o leite?. Enfermeira tranquiliza-me: não se preocupe, vai ter leite quando lá chegar. Não sei se passou uma hora. Cama a andar. Sigo para o internamento. Continuo com sede e com as pernas dormentes.
Próximo capítulo: o internamento.
Publicada por Mary à(s) 1:39 da manhã 2 Comentário(s)
sexta-feira, 7 de março de 2014
Pensamentos sextafeirianos #248
Publicada por Mary à(s) 7:29 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Pensamentos
Eu...
Mãe. Esposa. Profissional.
Responsável. Organizada. Ambiciosa. Teimosa. Orgulhosa. Precipitada. Realista. Prática. Viciada e muito apaixonada pela vida e pelas pessoas da minha vida.
Amo a minha família e prezo muito as minhas amizades.
Actual leitura...
Acabou tudo para Simon Axler, o protagonista do novo e surpreendente livro de Philip Roth. Um dos mais destacados actores de teatro americanos da sua geração, agora na casa dos sessenta, perdeu a magia, o talento e a confiança. (mais)
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