sexta-feira, 23 de abril de 2010

Do Dia Mundial do Livro...

Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo.
Herman Hesse

Pensamentos sextafeirianos #56

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os Dois Irmãos

Género: Romance
Título original: Os Dois Irmãos
Autor: Germano Almeida

Sinopse: «A história que serve de suporte a esta estória aconteceu lá pelos anos de 1976, algures na ilha de Santiago. Como agente do Ministério Público fui responsável pela acusação de "André" pelo crime de fraticídio. Só muitos anos depois percebi que "André" nunca mais me tinha deixado em paz. Devo-lhe por isso este livro no qual a realidade se confunde com a ficção.»
E destas palavras do próprio autor surgiu um belíssimo texto sobre a lei, as convenções sociais, a tradição e os sentimentos pessoais mais íntimos. (in, Wook).


Com apenas 19 anos e recém-casado, André abandona o seu país natal para aventurar-se numa nova vida em Lisboa. Aluga um quarto com amigos, arranja um emprego e, apesar da adaptação ter sido complicada, fácilmente habitua-se ao frio e às vivências locais.
Uma missiva do pai, a dar-lhe conta da traição da mulher com o próprio irmão, levaria André a deixar para trás uma Lisboa que começava a gostar e enfrentar uma aldeia à espera de ver-lhe lavar a sua honra e a da família com sangue.
Com um sentimento de desencantada vergonha o povoado verificava que, numa promiscuidade aviltante, André continuava tranquilamente a conviver com a própria desonra e a da sua família, quando o que dele se esperava era que soubesse enfrentar com dignidade de macho o irrecusável desfecho que todos sabiam inevitável.

Em Dois Irmãos, Germano Almeida retrata as pessoas e vivências de uma sociedade tradicionalista e assente sobre fortes valores morais, de que são exemplos, a honra das famílias ou o respeito aos mais velhos.
André, após ter vivido alguns anos na Europa, já não partilha os costumes e valores da aldeia, mas, para a aldeia, esta mudança não faz sentido e o jovem emigrante acaba sendo renegado e desprezado por todos.

O livro começa e acaba com o julgamento de André. Como testemunha, familiar ou meros espectadores, desfilam pelo tribunal os pontos de vista de cada um dos intervinientes na história.
Sendo um livro sobre julgamento e narrado por um advogado, está repleto de expressões de direito penal e, muitas vezes, torna-se cansativo e de difícil compreensão para desconhecedores da área.
Apesar de escrito em português, o livro contém muitas expressões caboverdeanas que não serão fácilmente ententidas por todos os leitores.

Apesar de já ter visto a adaptação para cinema de um dos mais conhecidos livros do autor (O Testamento do Sr. Napumoceno), este é o primeiro livro do Germano que leio (shame on me).
Aconselho-o, mas com cautela.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Don't you love a man...#2

... wearing a suit?


I know i do.

Do Rock in Rio Lisboa #2

Conversa com o meu chefe, via MSN, no final do dia de ontem:

Melhor chefe do mundo: Queres ir ao Rock in Rio? Arranjo-te um bilhete duplo.
Eu (está a gozar comigo ou então é para ver a Hannah Montana): para que dia?
Melhor chefe do mundo: escolhe.
Eu (ok, depois vai pedir-me para trabalhar 80 horas por semana): 27 de Maio.
Melhor chefe do mundo e arredores: Ok.
Eu (meu subconsciente continua desconfiado e está à espera do mas...): obrigada :-)
Melhor chefe do mundo e arredores: welcome.
Fim de conversa.

Acabaram-se as tentativas frustadas de ganhar bilhetes pelo facebook. Estar sempre a fazer f5 à página cansa muito.
Será que é este ano que vou ao RiR Lisboa? Espero que sim...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Do humor na televisão

O novo programa do Bruno Nogueira, aos Domingos na RTP1.

O primeiro convidado foi Ricardo Araújo Pereira. Os dois humoristas galhofaram muito e até houve medição de tensão para ver quem estava mais nervoso.

Piada a propósito da campanha de solidariedade que os famosos lançaram/vão lançar a incentivar os continentais a fazerem férias na Madeira:
Eu até ia à Madeira, mas a Luciana enjoa nos comboios - Yannick Djaló.

Humor. Entrevista. Música. Convidados. A acompanhar...

Hot Monday#36

Parece que São Pedro continua a não dar tréguas e esta Segunda-feira será mais do mesmo, pelo menos em relação ao tempo. Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, em tons cinzentos, tão necessário.

[Channing Tatum, 29 anos e Lucy Liu, 41 anos]

domingo, 18 de abril de 2010

De outros blogs que gosto...#2


Sobre as recentes declarações de Mário Soares - que afirmou "que Cabo Verde não deveria ter sido independente" ou que o arquipélago "teria muito a ganhar em ter evitado a separação em relação a Portugal" - escreve o lúcido Rony Moreira:

«Mário Soares quando disse que Cabo Verde ganharia se não se tornasse independente., fê-lo impregnado num certo sentimento de derrota, porque conseguimos avançar e só temos o futuro no horizonte. E esta derrota não é sentida só por alguns portugueses que não desejavam a independência de Cabo Verde, é sentida também por alguns cabo-verdianos [órfãos da paternidade lusitana] que estavam a contar com uma desgraça para reivindicar a loucura da independência. Mas graças à coragem de muitos homens e do povo desenvolvemos, marchando contra todas as adversidades — pobreza material e de qualificação profissional — para pouco a pouco construir um Cabo Verde à nossa imagem e sacrifício.»

Não podia estar mais de acordo. Quem conhece o mínimo de história do arquipélago (e não é preciso muito) só tem uma forma de classificar essas afirmações: um perfeito disparate.

Porque Cabo Verde foi Nação muito antes de ser país; e porque não há povo mais orgulhoso da sua condição de independente e livre que o heróico povo destas ilhas.
[Post Cafeína Comentada, do blog Café Margoso]

sábado, 17 de abril de 2010

Das surpresas...

Não há palavras para explicar o que senti quando ela tirou a tampa e vi meia dúzia dos mais fofos cupcakes do mundo e caiu-me o queixo quando ela disse que tinha muitos mais no carro e não estava a brincar, tinha mesmo um batalhão deles.
MaryCupcakes, a prova que os amigos são a melhor coisa do mundo.

Muito obrigada a todos pelos prendas e, acima de tudo, pela presença e amizade.
A ti, fazedora de cupcakes, deixaste-me speechless (e olha que não é tarefa fácil).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pensamentos sextafeirianos #55

E lá vão 29...

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