terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Olhos de Cão Azul

Género: Contos
Título original: Ojos de Perro Azul
Autor: Gabriel García Márquez
Sinopse: Escritos entre 1947 e 1955, os treze contos deste volume atestam o talento do colombiano.

Consagrado primeiro como romancista, García Márquez só lançaria este Olhos de Cão Azul em 1974.
Inclui um dos seus contos mais célebres Monólogo de Isabel vendo chover em Macondo. Este relato, hoje incluído em todas as antologias do conto latino-americano, foi a primeira pedra do gigantesco edifício que culminaria numa das obras literárias mais poderosas do nosso tempo, Cem Anos de Solidão. (in, Wook).

Os 13 contos que compõem este livro têm um tema em comum: a morte. Um rapaz condenado a viver preso a uma cama, as marcas deixadas numa mãe, depois da morte do filho, a vida e morte de dois gêmeos, a história de três cegos que, depois de terem os seus olhos arrancados pelos alcaravões, vivem presos num quarto e o anjo da morte que espera anos e anos pelo Nobo são apenas alguns exemplos dos personagens e suas histórias retratados nos contos.

Gabriel García Márquez tem a capacidade de contar as histórias mais improváveis e levar-nos a acreditar nelas. Quando ouvimos alguém relatar a sua morte, bem como os momentos que a sucedem ou ouvimos o diálogo entre duas pessoas que vivem um romance apenas nos sonhos, somos transportados para um mundo de fantasia onde até podem ser encontradas árvores que dão frutos como facas e tesouras.

"Amanhã hei-de reconhecer-te", disse eu. Hei-de reconhecer-te quando vir na rua uma mulher a escrever nas paredes: 'Olhos de cão azul'". E ela, com um sorriso triste, que era já um sorriso de entrega ao impossível, ao inatingível, disse: "A verdade é que não te lembrarás de nada durante o dia". E voltou a pôr as mãos sobre o candelabro, com a expressão ensombrada por uma névoa amarga: "És o único homem que, ao acordar, não se lembra de nada do que sonhou".

Gabriel García Márquez conta, de forma única e repleta de fantasia, um conjunto de grandes histórias em pequenos contos.

Da música que aquece o coração


Heroes & Saints - Nikolaj Grandjean

Turn the lights down
Rest your case
Leave me lonely, sugar
This honeymoon is alright
State your rights lightly
Leave your wicked minds outside
Time has come, to rest these tired eyes
Forever on, these sacred given vows will sit around by me
They're stronger than anything, than anything


Night is allright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now
By our side
Reason says -
Please don't break,
Fortune is the way it swings
Surely we'll get by.
Treason lives, and whenever I preach
Deep within, these promises fade.
For lullaby song on these nights of ours
Place our bets in here
To be stronger than anything
Than anything

Night is allright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Da impotência humana perante a força da natureza

O cenário é caótico na ilha. Aos 42 mortos confirmados haverá que se somar os entretanto detectados no parque da Anadia. Há ainda centenas de desalojados, freguesias isoladas e o número de desaparecidos continua por apurar. Esta é já considerada a maior catástrofe natural na região nos últimos 100 anos.

Hot Monday#28

Esta Segunda-feira marca o meu regresso ao trabalho, após umas mini-férias muito bem aproveitadas. Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, relaxados, tão necessário.

[Josh Hartnett, 31 anos e Natalie Portman, 28 anos]

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Das férias que acabaram

Descansar. Sofá. Livros. Compras. Filmes. Limpezas. Séries. Dormir. Simplesmente, estar. Foi bom, muito bom.
Tomorrow, it's back to work day.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mundo do Fim do Mundo

Género: Romance
Título original: Mundo del fin del mundo
Autor: Luis Sepúlveda
Sinopse: um adolescente, entusiasmado pela leitura de Moby Dick, aproveita as férias de verão para embarcar num baleeiro e conhecer, nos confins austrais do continente americano, as terras onde o mundo termina. Muitos anos depois, já adulto, jornalista e membro activo dos movimentos ecologistas, o acaso fá-lo regressar a essas paragens distantes por uma razão completamente distinta mas talvez igualmente romântica: a fauna marítima que habita as águas gélidas e impolutas desse mundo do fim do mundo está a ser destruída pela acção criminosa dos navios piratas. (in, Wook).

O livro retrata dois períodos distintos na vida do narrador: no primeiro, ele é um adolescente de 16 anos que resolve aproveitar as férias de verão para embarcar num baleeiro e viver uma aventura em terras desconhecidas.
No presente, ele é um jornalista que vive e trabalha em Hamburgo e um homem interessado pelas questões ecológicas. Por isso, quando toma conhecimento sobre a matança ilegal de baleias na Patagónia e na Terra do Fogo, parte numa viagem que o levará às suas origens e às aventuras da sua adolescência.

Luís Sepúlveda leva o leitor numa aventura pelos mares do sul. Apresenta-nos pessoas extraordinárias com histórias não menos extraordinárias, lugares e paisagens magníficas. O suspense é mantido durante toda a viagem até ao destino dos acontecimentos. Quando o narrador ouve e vê com os seus próprios olhos o que aconteceu, ficamos com a sensação que valeu a pena a espera. É surpreendente.

Através da viagem e dos diálogos entre os personagens, o autor explica as manobras criadas pelos países para criarem barcos fantasmas e manterem a pirataria em alto mar e deixa alguns exemplos das mais cruéis técnicas usadas na pesca das baleias, levando ao extermínio de enormes colónias. Faz ainda referências às manifestações da Greenpeace e à morte do fotógrafo português, Fernando Pereira, um mártir da causa ambiental.

Sim. Lá vou eu. Ao teu encontro, mundo do fim do mundo. E não sei a que me espera.
É um livro sobre aventura, viagens, ataques contra a natureza e as suas mais maravilhosas magias.
Gostei.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pensamentos sextafeirianos #47

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do Rock in Rio Lisboa

Nunca fui ao Rock in Rio (RiR). Os bilhetes são, na minha opinião, absurdamente caros e também nunca houve vontade suficiente capaz de fazer-me perder o amor aos euros (que custam tanto a ganhar) e ir. Este ano quero ir.
Os bilhetes continuam caros e ainda não vi nenhuma banda que quisesse mesmo ver, mas gostava de ir ao RiR. O esposo fez as contas (de cabeça e com alguns exageros à mistura): aproximadamente 200€ para o casal ir ao RiR durante uma noite. Auch, que até dói.

Os nossos gostos musicais são diferentes, por isso temos de arranjar um dia que seja bom para os dois. Agora é esperar que a organização complete o cartaz.
E bilhetes de borla? Onde é que se arranjam?

O Amante de Lady Chatterley

Género: Romance
Título original: Lady Chatterley's Lover
Autor: David H. Lawrence
Sinopse: Escrito em 1926 e 1927 e proibido em 1928, O Amante de Lady Chatterley é um romance belo e terno que reflecte uma visão ingénua e lírica da vida.
Qualificado como romance obsceno por uma sociedade envergonhada e preconceituosa, O Amante de Lady Chatterley é uma obra honesta sobre a necessidade da fusão física e espiritual entre aqueles que estão intimamente ligados. (in, Wook).


Constance Reid (Connie) casa-se com Clifford Chatterley e ganha o título de Lady Chatterley. Ainda o casamento dava os seus primeiros passos, Clifford fica paralisado da cintura para baixo, como consequência de um ferimento de guerra. O matrimónio é mantido e o casal serve-se da vida social para manter as falsas aparências quanto à sua felicidade.
Connie, ingénua e sonhadora nas palavras de Clifford, não consegue suportar muito tempo esta vida e acaba por apaixonar-se e entregar-se a Mellors, o guarda-caças do marido.

Este romance, muito controverso no seu tempo, é uma forte crítica à sociedade inglesa da altura e uma ode ao amor, sensualidade e sexualidade. Aborda o tema da diferença entre classes e os entraves ao amor entre uma dama da sociedade e um homem da classe trabalhadora.
Através das histórias de Connie, Clifford e Mellors, Laurence questiona a coexistência entre o amor e o sexo. Será sempre necessário escolher entre amar alguém pelo que é e contentar-se com o sexo suportável, a premissa da alta sociedade na maioria dos casos, ou amar o sexo com alguém, embora a personalidade não seja a melhor?

Os encontros escaldantes entre Connie e Mellors são descritos recorrendo ao uso de linguagem obscena. A revolução industrial, o apego das pessoas ao dinheiro e o conflito entre as classes sociais são algumas das críticas de Laurence à sociedade inglesa.
Se os homens usassem calças vermelhas, como eu costumo dizer, não pensariam tanto no dinheiro. Podiam dançar e saltar e cantar, pavonear-se, ser elegantes e precisariam de pouco dinheiro. E poderiam divertir as mulheres e as mulheres poderiam diverti-los. (...) Esta é a única solução para o problema industrial: treinar as pessoas para conseguirem viver, e viver bem, sem necessidade de gastar. Mas é impossível.

No livro Alva, de Miguel Urbano Rodrigues, há várias referências a este livro. Pedro pede a Alva que o leia, para perceber o seu jogo de nomear partes do corpo dela. Acho interessante fazer a corrente de livros mencionados noutros livros.
É o primeiro livro de Laurence que leio e gostei.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Do carnaval que já passou

Quando penso em Carnaval, invariavelmente, penso no Brasil. Num Carnaval quente, sensual, único e capaz de mobilizar milhões de nacionais e turistas.

Quando vejo o desfile de Estarreja/Loulé/Ovar/etc., não quero lembrar-me do Carnaval brasileiro. O tempo cinzento, as pessoas com guarda-chuva e as miúdas com pés-de-galinha trazem-me, invariavelmente, para Portugal.
Que tal se imitarem o Carnaval de Veneza? Fica a sugestão, sempre é mais quentinho.

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