domingo, 21 de fevereiro de 2010

Das férias que acabaram

Descansar. Sofá. Livros. Compras. Filmes. Limpezas. Séries. Dormir. Simplesmente, estar. Foi bom, muito bom.
Tomorrow, it's back to work day.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mundo do Fim do Mundo

Género: Romance
Título original: Mundo del fin del mundo
Autor: Luis Sepúlveda
Sinopse: um adolescente, entusiasmado pela leitura de Moby Dick, aproveita as férias de verão para embarcar num baleeiro e conhecer, nos confins austrais do continente americano, as terras onde o mundo termina. Muitos anos depois, já adulto, jornalista e membro activo dos movimentos ecologistas, o acaso fá-lo regressar a essas paragens distantes por uma razão completamente distinta mas talvez igualmente romântica: a fauna marítima que habita as águas gélidas e impolutas desse mundo do fim do mundo está a ser destruída pela acção criminosa dos navios piratas. (in, Wook).

O livro retrata dois períodos distintos na vida do narrador: no primeiro, ele é um adolescente de 16 anos que resolve aproveitar as férias de verão para embarcar num baleeiro e viver uma aventura em terras desconhecidas.
No presente, ele é um jornalista que vive e trabalha em Hamburgo e um homem interessado pelas questões ecológicas. Por isso, quando toma conhecimento sobre a matança ilegal de baleias na Patagónia e na Terra do Fogo, parte numa viagem que o levará às suas origens e às aventuras da sua adolescência.

Luís Sepúlveda leva o leitor numa aventura pelos mares do sul. Apresenta-nos pessoas extraordinárias com histórias não menos extraordinárias, lugares e paisagens magníficas. O suspense é mantido durante toda a viagem até ao destino dos acontecimentos. Quando o narrador ouve e vê com os seus próprios olhos o que aconteceu, ficamos com a sensação que valeu a pena a espera. É surpreendente.

Através da viagem e dos diálogos entre os personagens, o autor explica as manobras criadas pelos países para criarem barcos fantasmas e manterem a pirataria em alto mar e deixa alguns exemplos das mais cruéis técnicas usadas na pesca das baleias, levando ao extermínio de enormes colónias. Faz ainda referências às manifestações da Greenpeace e à morte do fotógrafo português, Fernando Pereira, um mártir da causa ambiental.

Sim. Lá vou eu. Ao teu encontro, mundo do fim do mundo. E não sei a que me espera.
É um livro sobre aventura, viagens, ataques contra a natureza e as suas mais maravilhosas magias.
Gostei.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pensamentos sextafeirianos #47

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do Rock in Rio Lisboa

Nunca fui ao Rock in Rio (RiR). Os bilhetes são, na minha opinião, absurdamente caros e também nunca houve vontade suficiente capaz de fazer-me perder o amor aos euros (que custam tanto a ganhar) e ir. Este ano quero ir.
Os bilhetes continuam caros e ainda não vi nenhuma banda que quisesse mesmo ver, mas gostava de ir ao RiR. O esposo fez as contas (de cabeça e com alguns exageros à mistura): aproximadamente 200€ para o casal ir ao RiR durante uma noite. Auch, que até dói.

Os nossos gostos musicais são diferentes, por isso temos de arranjar um dia que seja bom para os dois. Agora é esperar que a organização complete o cartaz.
E bilhetes de borla? Onde é que se arranjam?

O Amante de Lady Chatterley

Género: Romance
Título original: Lady Chatterley's Lover
Autor: David H. Lawrence
Sinopse: Escrito em 1926 e 1927 e proibido em 1928, O Amante de Lady Chatterley é um romance belo e terno que reflecte uma visão ingénua e lírica da vida.
Qualificado como romance obsceno por uma sociedade envergonhada e preconceituosa, O Amante de Lady Chatterley é uma obra honesta sobre a necessidade da fusão física e espiritual entre aqueles que estão intimamente ligados. (in, Wook).


Constance Reid (Connie) casa-se com Clifford Chatterley e ganha o título de Lady Chatterley. Ainda o casamento dava os seus primeiros passos, Clifford fica paralisado da cintura para baixo, como consequência de um ferimento de guerra. O matrimónio é mantido e o casal serve-se da vida social para manter as falsas aparências quanto à sua felicidade.
Connie, ingénua e sonhadora nas palavras de Clifford, não consegue suportar muito tempo esta vida e acaba por apaixonar-se e entregar-se a Mellors, o guarda-caças do marido.

Este romance, muito controverso no seu tempo, é uma forte crítica à sociedade inglesa da altura e uma ode ao amor, sensualidade e sexualidade. Aborda o tema da diferença entre classes e os entraves ao amor entre uma dama da sociedade e um homem da classe trabalhadora.
Através das histórias de Connie, Clifford e Mellors, Laurence questiona a coexistência entre o amor e o sexo. Será sempre necessário escolher entre amar alguém pelo que é e contentar-se com o sexo suportável, a premissa da alta sociedade na maioria dos casos, ou amar o sexo com alguém, embora a personalidade não seja a melhor?

Os encontros escaldantes entre Connie e Mellors são descritos recorrendo ao uso de linguagem obscena. A revolução industrial, o apego das pessoas ao dinheiro e o conflito entre as classes sociais são algumas das críticas de Laurence à sociedade inglesa.
Se os homens usassem calças vermelhas, como eu costumo dizer, não pensariam tanto no dinheiro. Podiam dançar e saltar e cantar, pavonear-se, ser elegantes e precisariam de pouco dinheiro. E poderiam divertir as mulheres e as mulheres poderiam diverti-los. (...) Esta é a única solução para o problema industrial: treinar as pessoas para conseguirem viver, e viver bem, sem necessidade de gastar. Mas é impossível.

No livro Alva, de Miguel Urbano Rodrigues, há várias referências a este livro. Pedro pede a Alva que o leia, para perceber o seu jogo de nomear partes do corpo dela. Acho interessante fazer a corrente de livros mencionados noutros livros.
É o primeiro livro de Laurence que leio e gostei.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Do carnaval que já passou

Quando penso em Carnaval, invariavelmente, penso no Brasil. Num Carnaval quente, sensual, único e capaz de mobilizar milhões de nacionais e turistas.

Quando vejo o desfile de Estarreja/Loulé/Ovar/etc., não quero lembrar-me do Carnaval brasileiro. O tempo cinzento, as pessoas com guarda-chuva e as miúdas com pés-de-galinha trazem-me, invariavelmente, para Portugal.
Que tal se imitarem o Carnaval de Veneza? Fica a sugestão, sempre é mais quentinho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Up in the Air

Título Nacional: Nas Nuvens
Ano: 2009
País: EUA
Género: Comédia, Drama
Realização: Jason Reitman
Elenco principal: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick.

Sinopse: Ryan Bingham (George Clooney), um perito em downsizing corporativo, é protótipo máximo do moderno viajante. Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular - e porém... Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem (Vera Farmiga), o seu patrão (Jason Bateman), inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência (Anna Kendrick), ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar. (in Cinema PTGate)

Ryan Bingham: How much does your life weigh? Imagine for a second that you're carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life... you start with the little things. (...) Now I want you to fill it with people. (...) The slower we move the faster we die. Make no mistake, moving is living.
A vida de Ryan, um homem maduro que não acredita no casamento ou em qualquer tipo de compromisso, que vive afastado das irmãs e que passa a maior parte do ano a viajar de um lado para o outro, serve de ponto de partida para um filme que pretende falar sobre coisas/pessoas importantes na vida de cada um de nós.

O filme não é uma obra-prima. É simples e bastante acessível. Diálogos engraçados e momentos divertidos atenuam a carga dramática provocada pelos despedimentos e pelas histórias tristes de cada uma das pessoas que se vê sentada à frente de Ryan para aquele desfecho que nenhum trabalhador deseja. As interpretações, não tendo sido extraordinárias, serviram o propósito. No geral, Clooney, Farmiga e Kendrick estiveram bem.
Fartei-me de rir, não aquele rir pela piada fácil, mas o rir pela piada inteligente ou pela imprevisibilidade da cena.
Adorei o final.

O filme pretende deixar uma mensagem e cumpre os seus desígnios. Saí do cinema com o coração aquecido e com a certeza que a minha mochila tem "coisas" importantes e "coisas" que não me fazem parar de andar por pesarem demasiado.

A banda sonora é fantástica e há muito que não saía de um filme com vontade de ouvir as músicas logo de seguida. Enquanto escrevo, oiço nos phones, This Land is Your Land, by Sharon Jones & The Dap-Kings (música do genérico inicial).

All things considered, gostei mais que do Avatar, mas mesmo assim não sei se é Óscar material.

(8/10)

Operação Óscar 2010: 8 done, 14 to go.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Hot Monday#27

Esta Segunda-feira antecede, na minha opinião, uma das piores festas do ano - o carnaval. Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, sem máscaras, tão necessário.


[Gerard Butler, 40 anos e Hilary Ann Swank, 35 anos]

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Be my valentive, but not for one day

Corações. Corações. Corações. É vê-los espalhados em todas as esquinas e este blog também tem algo a dizer sobre este dia.


Hoje, os casais esquecem os seus problemas e enfrentam enormes filas para jantar naquele restaurante, onde mais um punhado de casais tentam fazer o mesmo.
Trocam prendas com mais ou menos significado/necessidade e fazem juras de amor.

Hoje, fala-se de amor e felicidade.

Sempre fui do contra. Detesto seguir convenções. Faço as coisas por que quero e não porque é suposto fazer por esta ou aquela razão. Não janto fora no dia dos namorados, nem ofereço prendas. 14 de Fevereiro é apenas mais um dia no calendário.

Já enfrentei uma enorme fila para entrar num restaurante e estar mais um tempão à espera para comer. Já percorri metade da cidade para acabar a jantar no pior restaurante de sempre, apenas porque era dia 14 e tínhamos de celebrar. Depois, cresci e ganhei juízo.

Hoje, dia 14 de Fevereiro, foi apenas mais um domingo normal cá em casa: eu no sofá a descansar e a por as séries em dia e o esposo, ao meu lado, a trabalhar.
Janta-se cá em casa, vê-se os Ídolos e vai-se para a cama com a certeza que, a cada dia que acordo ao lado dele, é mais um dia dos namorados.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Are The World 25 For Haiti

We are the world. We are the children. We are the ones who make a brighter day. So let's start giving.

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