quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alva

Género: Romance
Título original: Alva
Autor: Miguel Urbano Rodrigues
Sinopse: este romance do jornalista Miguel Urbano Rodrigues tem agora uma razão acrescida para ser lido. É, podemos dizê-lo, um romance de amor, mas o seu cenário atravessa um dos locais mais em voga, embora por más razões, nos dias que correm, o Afeganistão. Mas também a Índia, o Perú, ou o México. Romance de um homem que conhece bem os quatro cantos do mundo, a leitura de "Alva" torna-se fascinante pela sua simplicidade e clareza, pela intemporalidade de um amor e da procura de um sentido para a vida. (in, Wook).

Alva é uma historiadora peruana que vive no Hotel Kabul e estuda a cultura dos Kuchanos, povo ariano que viveu e desapareceu no Afeganistão. Pedro, também historiador, é um brasileiro que está no Afeganistão à procura de informações para o livro que está a escrever.
Alva e Pedro encontram-se em Kabul e começam uma amizade cultivada através de longas horas de conversas. A determinada altura, os dois seguem caminhos distintos, mas mantém a amizade através da troca de correspondência. As missivas transportam amor, amizade, mas sobretudo histórias do Afeganistão, da Ásia e da América Latina.

Miguel Urbano Rodrigues serve-se do romance entre Alva e Pedro para levar-nos numa descoberta a vários países, de que são exemplo, Afeganistão, México, Perú, China, Índia, Rússia, etc. É um passeio pelas ruínas das muralhas de Bala Hissar, pelo rio Oxus, pela história política de países como Venezuela ou Rússia, pelos ideais de grandes chefes antigos, pelas obras de pintores famosos, por músicos de renome, pelo comunismo, pela arte, etc.

Durante a leitura e à medida que avançava, não pude deixar de lembrar-me dos livros do José Rodrigues dos Santos, mas em muito, muito melhor. O autor cria um romance para contar uma história ou passar uma mensagem. Os protagonistas são o elo de ligação entre nós a história, a geografia e a política mundial.

Amor. Amizade. Sensualidade. Erotismo. Sofrimento. Dualidades. Viagens. História. Comunismo. Passeios. Mas sobretudo muita, muita informação.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dias dos Hérois Nacionais

[Amilcar Cabral, 1924-1973]

Comemora-se, hoje em Cabo-Verde, o 37º aniversário do assassinato de Amílcar Cabral, o líder da luta contra o colonialismo português. No dia de hoje, homenageam-se todos aqueles que deram a sua vida pela independência do país.
Amilcar Cabral é o héroi dos caboverdeanos e uma referência para os africanos, em geral.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Globos de Ouro: a bela e a mostra

Kate Winslet - envergou um vestido preto simples, um penteado a condizer e acessórios q.b. Linda e muito elegante. Sempre igual a si mesma. Nunca está mal.

Christina Hendricks - o vestido não é, nem de perto nem de longe, o o pior (a Cher não deixa ninguém ir pior que ela e vi uma menina com um lençol branco enrolado ao corpo), mas convenhamos que as mamas da senhora não ajudam, em nada, o figurino. A cor é um bocadinho sem sal e não morro de amores pelos folhos.

Houve muita gente de vestidos "cai-cai" (ou tomara-que-caia, como são conhecidos no Brasil) que merecia uns bons açoites...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hot Monday#22

Esta Segunda-feira poderá ficar marcada como o dia que o meu disco externo, de 1TB com menos de 100GB livres, foi desta para melhor (a confirmação poderá chegar logo à noite e Deus queira que seja apenas problemas com os cabos). Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, com pele de chocolate, tão necessário.

[Shemar Moore, 39 anos e Halle Barry, 43 anos]

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dos ídolos - parte II

Versados que estão os temas apresentadores e jurados dos ídolos, é hora de dissertar sobre o núcleo forte do programa: os concorrentes (para simplificar as coisas, só vou comentar os que ainda estão em concurso.)

Inês - 16 anos
Apesar de bastante nova, há várias pessoas que apelidam-na de pequena Björk. Tem uma voz poderosa, mas não morro de amores por ela.
Ainda não estou convencida que possa ser uma menina versátil e acho que não pode ser enquadrada no perfil pop que o programa procura.



Solange - 16 anos
Devido aos seus desempenhos na fase de castings, chegou a figurar, durante muito tempo, no meu top 3 de preferências. No entanto, à medida que o programa avança, tenho notado a sua estagnação e tenho dúvidas que tenha mais a mostrar.
Tem uma voz doce e uma presença de palco maior que a sua idade. Falta-lhe crescer mais alguns anos.

Carlos - 17 anos
É o típico artista pop e o target do programa: jovem, com um look diferente, que canta, que dança, que esperneia, que salta, que sacode o cabelo, etc.
Nunca gostei dele, mas reconheço que ele tem uma estratégia e isso reflecte-se nas suas escolhas musicais e nas suas entrevistas.
Arrisco a dizer que ele será o próximo ídolo de Portugal.

Filipe - 21 anos
Tímido, humilde, amigo do ambiente e dono de uma voz que não deixa ninguém indiferente. É um dos meus favoritos (juntamente com a Diana).
Ao contrário da Solange, ele tem vindo a crescer a cada gala. Está mais solto e isso é notório na forma como se movimenta no palco e interage com o público.


Diana - 24 anos
É a mais velha e isso está patente no seu comportamento como pessoa e como cantora. Ela é a artista do programa. Canta com a alma, sabe estar num palco e envolve o público nas suas actuações.
Poderá ser prejudicada por ser sobrinha do Manel, mas se houvesse justiça na votação do público, ela seria, sem margens para dúvidas, a vencedora.

Dos restantes finalistas, gostava da Catarina (um vozeirão) e da Carolina (pela voz, presença no palco e personalidade).

Cenas do próximo capítulo: polémicas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pensamentos sextafeirianos #42

É perante estes cenários, que os nossos problemas transformam-se em problemazitos, sem importância.

[REUTERS/Eduardo Munoz]

Um sismo de magnitude 7.0 na escala de Richter atingiu o Haiti a 12 de Janeiro. Trinta segundos bastaram para destruir quase totalmente a capital Port-au-Prince. A maioria dos edifícios ficou destruída, desde o palácio presidencial a hospitais e prisões. A Cruz Vermelha Internacional estima que três milhões de haitianos tenham sido afectados. O Governo do Haiti calcula que tenham morrido 100 mil pessoas. (in SIC Online)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Ofensa

Género: Romance

Título original: La Ofensa
Autor: Ricardo Menéndez Salmón
Sinopse: se o corpo é a fronteira entre cada um de nós e o mundo, como pode o corpo defender-nos do horror? Quanta dor pode um homem suportar? Pode o amor salvar aquele que perdeu a esperança? São estas algumas das perguntas implícitas em A Ofensa, a história de Kurt Crüwell, um jovem alfaiate alemão empurrado pelo nazismo para o vórtice de uma experiência radical e insólita.
Metáfora de um século trágico, viagem vertiginosa às raízes do Mal, A Ofensa afirmou Ricardo Menéndez Salmón como um dos grandes nomes da jovem ficção espanhola (in, Wook).

O livro versa a história de um jovem alfaiate alemão, morador de um bairro de Bielefield e que responde pelo nome Kurt Crüwell. Um dia após completar 24 primaveras e Hitler ter invadido a Polónia, Kurt é informado que terá de alistar-se no exército. Kurt parte e deixa pai, também alfaite, mãe, irmã e uma namorada judia.
Kurt deixa para trás a pacata vida de alfaiate para encarnar o papel de soldado, numa guerra onde é obrigado a viver e conviver com as piores atrocidades que os homens podem cometer contra outros homens. Estas experiências moldam Kurt, transformando-o num homem completamente distinto do jovem alfaite de 24 anos.

O livro tem poucas páginas, mas é rico em contéudo. Na minha singela opinião, um bom livro ou uma boa escrita, é também aquele que nos faz questionar aspectos da nossa vida que, no caso em questão, são os nossos limites.
Ricardo Menéndez Salmón segura o leitor desde a primeira página. Usa a vida e história de Kurt para fazer-nos questionar que dores o ser humano é capaz de aguentar, que subtérfugios usa para camuflá-la e em que se segura para nunca mais ter de passar pelos mesmos sofrimentos.

(...) Porque o homem enfraquece, distrai-se, corrompe-se, mas a sua memória permance firme, sempre na primeira linha, icorruptível; de maneira que, enquanto o homem tropeça, ou arrefece, ou perde os dentes, ou ergue muralhas, ou se disfarça, ou devora os seus semelhantes, ela permanece alerta, absorvendo tudo, guardando tudo, classificando tudo: cavando, cavando, cavando.

É uma história muito triste, contada de forma simples e acessível, sobre o sofrimento e os limites do ser humano, temperado com pitadas de amor, romance, esperança e mistério.

Este livro foi uma recomendação do "O Caso das Mangas Explosivas". É o primeiro que leio do autor e gostei bastante. Recomendo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dos ídolos

Todos os domingos, sento-me em frente à televisão para ver os Ídolos ao mesmo tempo que troco comentários, via twitter, com mais um punhado de followers que estão a fazer o mesmo.
O referido programa tem a pretensão de encontrar o próximo ídolo de Portugal e já vai na sua 3ª edição. Sim, houve mais duas edições embora, ninguém sabe ao certo onde foram parar os tais ídolos.

Primeiro são os castings, onde pessoas sem jeito para a coisa têm os seus 15 segundos de fama. Os melhores chegam à fase do teatro e 15 vêem os seus passaportes carimbados para as galas com actuações ao vivo.

Apresentadores
- não tenho nada contra a Claúdia e o Manzarra, mas se cheguei a perdoar-lhes os deslizes nas primeiras galas, actualmente, acho que certas coisas são inaceitáveis (falar em cima dos separadores é apenas um exemplo);
- o Manzarra é o moço das graçolas e é o ídolo de grande parte do mulherio. É-me completamente indiferente e não consigo achar-lhe graça.
- às vezes, a Claúdia aparece com endumentárias que não lembram ao diabo (bem sei que isso não é culpa da menina) e que realçam cada vez mais as 3 crianças que vai parir (teoria minha: uma na barriga e uma em cada mama). Tenta entrar nas piadas do Manzarra e é aí que, na minha opinião, espalha-se ao comprido.
- o par de mamas que acompanha-a também contribui para aumentar o share (há sempre a probabilidade de umas delas saltar do vestido e ninguém quer perder tamanho momento televisivo).
- já não tenha pachorra para ouvi-los falar sobre a cria da miúda.

Júris
- o Manuel (ou Manel) é um azeiteiro e tenta imitar o Simon. Ele que pare, por favor!!!
- a Roberta só sabe falar de "atitude" e todas as noites volta a dizer a mesma coisa. Mais que 3 vezes, cansa.
- o Laurent, talvez por ser músico, parece-me ser o único que percebe realmente do que está a fazer-se aí.
- o Boucherie já todos perceberam que é um convencido e acha-se um sabichão de primeira. Já irrita estar sempre a querer mostrar que percebe muito de música quando recita informações sobre álbuns e artistas.

Cenas do próximo capítulo: concorrentes e polémicas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Palavra de constructor*

2009 era suposto ser o ano em que as obras do quarto de casal, da casa de banho, do actual escritório (futuro quarto da cria) e do hall ficariam concluídas.


Em Setembro último, recebemos o constructor I em casa para as devidas medições e orçamento. Duas semanas depois, e sem recebermos nenhum sinal do senhor, o esposo telefonou a saber a razão da demora. Desculpa 1) "já tenho o orçamento, mas perdi o seu número de telefone". Dois dias depois, sms com o orçamento. Uau, tanto dinheiro??
Orçamento aceite e tudo combinado para começar: estávamos em Outubro.

Depois de algumas semanas sem nem um sinal de fumo que fosse, novo telefonema. Desculpa 2) "a obra em Lisboa demorou e vai demorar mais do que estava à espera. Volte a ligar em Dezembro".
Segunda semana de Dezembro, novo telefonema. Desculpa 3) "estava agora mesmo para telefonar ao meu primo para ver o que podemos fazer em relação à sua obra". Alguns dias depois, constructor I avisa que só pode em Fevereiro. Enough!!

Nova procura, nova marcação e, no mesmo dia, constructor II faz as medições e envia o orçamento. Menos 1500€ que o constructor I. Here we go again.
Esposo telefona para constructor I: "vamos avançar com outro constructor porque temos pressa e Fevereiro fica muito tarde". Ok, obrigado e até à próxima.

Orçamento do constructor II, aceite. No dia seguinte constructor I telefona ao esposo. Desculpa 4) "ah, a obra de Lisboa vai parar durante 2 semanas, por isso, já posso ir fazer a sua obra". Sorry, too late and too expensive.

So far, estamos satisfeitos com constructor II. Em princípio, começa os trabalhos nesta quinta.
Fingers crossed!!!!

(*) - expressão usada por um amigo, que também anda com grandes problemas com os dizeres de um constructor.

Hot Monday#21

Esta Segunda-feira, o frio continuará em máxima força. Mais uma das muitas razões que fazem um post com um homem e uma mulher giros, vindos directamente do verão brasileiro, tão necessário.

[Rodrigo Santoro, 34 anos; Adriana Lima, 28 anos]

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