terça-feira, 11 de agosto de 2009

Agosto: Família

Este espaço inaugura hoje uma nova rubrica: Tema do Mês. Facílimo: todos os meses este blog e a sua blogger destacarão um tema sobre o qual irão divagar, questionar, criticar ou, simplesmente, falar. Shall we begin?

Agosto, verão e férias rimam com Família.
No dicionário, Família é um "Conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela." ou "Hist. nat. Grupo de animais, de vegetais, de minerais que têm caracteres! comuns." (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

Para Fernando Pessoa, "Uma família não é um grupo de parentes; é mais do que a afinidade do sangue, deve ser também uma afinidade de temperamento. Um homem de génio muitas vezes não tem família. Tem parentes." (in Citador)

Na qual nascemos. Aquela que escolhemos. A que acolhe-nos. Daquela que fazemos parte. A que formamos. Naquela onde somos felizes. Com a qual discutimos e fazemos as pazes. Pela qual lutamos. A que cuida de nós.
Ah família, família: sem dúvidas, o melhor do mundo!

Continuará a família a ser o pilar da sociedade?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pensamentos sextafeirianos #19

Duas boas razões para sair do sofá, dar um salto até à sala de cinema mais próxima e ver Public Enemies.

[Johnny Depp e Christian Bale]

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Baixou a rapariga prendada em mim

Comprei o pano. Encontrei um gráfico engraçado. Comprei as linhas. Que comece a maratona de ponto cruz.

[O fundo da imagem é o pano branco]

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Internet - a maior cusca do momento!

Pessoa X segue Pessoa Y no Twitter. X é amigo de Y no Facebook e/ou Hi5. X adicionou Y à sua lista de contactos do MSN e/ou GTalk. X criou um feed para o blog de Y. X e Y estão ligadas através da Internet e partilham tudo, ou quase tudo.
Contar frustrações. Partilhar viajens e fotos. Desabafar sobre este ou aquele assunto. Rogar esta ou aquela praga. Sugerir este ou aquele filme/série/livro. Comentar sobre este ou aquele assunto. Questionar sobre este ou aquele problema. Fazer este ou aquele reparo. Afirmar esta ou aquela barbaridade. Criticar. Prejudicar. Declarar. Mal-dizer. Ultrajar. Elogiar. Eleger. Agradecer.

Pode-se tudo na Internet. Depois vêm os problemas.

Dos inúmeros problemas que podem causar a excessiva exposição, destaco um que preocupa-me particularmente: pais que divulgam fotos dos filhos, acompanhados de suas rotinas, os lugares que frequentam, os seus amiguinhos, etc. Com tanta coisa que ouve-se/lê-se/vê-se por aí, se calhar não era mal pensado manter certos pormenores da nossa vida offline.

Expomo-nos demasiado?

P.S: este post surgiu depois de uma conversa com uma amiga (num escandaloso momento de "Corte e Costura"). Conseguimos através do cruzamento de informações, provinientes daqui e de acolá, chegar a várias conclusões sobre quem fez o quê, com quem, onde e como. Tudo com a ajuda das ferramentas acima referidas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"5 para a meia-noite", na RTP2

De Segunda a Sexta: Filomena Cautela. Fernado Alvim. Nilton. Pedro Fernandes. Luís Filipe Borges.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ele, ela e a outra!

Uma rapariga conversa com a mãe sobre o ceticismo do namorado.
- Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno!
- Casa-te com ele, minha filha, e deixa o resto comigo!


Quando o assunto é sogra, em muitos casos, a coisa tende a azedar. Por mais que tentem evitar, os problemas entre sogra e nora acabam sempre por prejudicar o casal e obrigar o outro a ter de escolher um dos lados: mãe ou esposa. Se é um dado adquirido que ninguém pode obrigar outrém a gostar ou desgostar de alguém, também é certo que intrigas, situações desagradáveis, comentários maliciosos, convivência insuportável, etc. levam, quase sempre, à ruptura de um dos lados deste triângulo. Conheço um caso pendente na minha família, mas a pergunta que impõe-se é: até quando conseguirão manter todos os lados do triângulo unidos?

Lembro-me de ouvir, vezes sem conta, ela dizer-me: "Filha, antes de arranjares um bom marido, arranja uma boa sogra". Senhora inteligente, a minha mãe. Não segui os seus conselhos, mas calhou-me uma boa sogra.
Opina sem interferir. Ajuda sem impor-se. Escuta sem interromper. Discorda sem maltratar. Concorda sem fingir. Recebe sem fazer frete. Está porque quer estar estar e gosto que assim seja.
Arrisco a dizer: ela é a sogra que a minha mãe pediu para mim.

domingo, 2 de agosto de 2009

Book@Prata#1

Título: Monólogos da Vagina, Eve Ensler.
Sinopse: Os Monólogos da Vagina dispensam apresentações. Representada em palcos de todo o mundo por actrizes tão famosas como Jane Fonda e Meryl Streep, a obra-prima de Eve Ensler é uma viagem hilariante e tocante pelos indecifráveis confins da mente e do corpo femininos. Dá voz aos mais profundos temores e fantasias de mulheres reais, à sua irreverência e espirituosidade.
Tidos como a bíblia de uma nova geração de mulheres, estes monólogos de intimidades e vulnerabilidades comoverão e divertirão o leitor. Esta edição comemorativa que celebra os dez anos do Dia-V, inclui cinco monólogos inéditos, uma nova introdução da autora e uma fascinante história dos dez anos deste fenómeno teatral. (in, Wook)

O livro versa as experiências, vivências e convivências das mulheres com a sua vagina, bem como a total ausência das mesmas. Dividido em duas partes, os monólogos da vagina e os monólogos de alerta retratam os mais variados temas, de que são exemplos: mutilação genital, violação, "Mulheres de Conforto", tabus sociais, pêlos, violência doméstica, homossexualidade, transexualidade, etc.
O meu monólogo favorito é o dedicado às milhares de mulheres que, durante a 2ª Guerra Mundial, foram obrigadas a prostituírem-se em bordéis japoneses. Ficaram conhecidas como "Mulheres de Conforto".

Com a leitura, fica-se ainda a conhecer a organização criada, em 1998, pela Eve e um grupo de pessoas, a que deram o nome de V-Day.
"V-Day is a global movement to stop violence against women and girls. V-Day is a catalyst that promotes creative events to increase awareness, raise money and revitalize the spirit of existing anti-violence organizations. V-Day generates broader attention for the fight to stop violence against women and girls, including rape, battery, incest, female genital mutilation (FGM) and sexual slavery."

Tocante. Informativo. Verdadeiro. Divertido. Cruel. Um ode às Mulheres e às suas "partes baixas".

Book@Prata#2: o livro que se segue foi comprado muito por causa dos rasgados elogios que tem suscitado, por parte daqueles que o lêem. Apresento-vos o primeiro romance de Aravind Adiga, O Tigre Branco.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pensamentos sextafeirianos #18

You mean today? July ends today.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Chegou o meu prémio!

Salvo o erro, deve ser a primeira coisa que ganho num concurso.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Book@Dezembro

Título: As Velas Ardem até ao Fim, Sándor Márai.
Sinopse: Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular....(in, Wook)

Henrik recebe Kónrad em sua casa, após 41 anos e 43 dias. Tenciona fazer-lhe apenas duas perguntas. O anfitrião e o convidado foram amigos enquanto jovens, mas esta relação e respectivo rompimento escondem um terrível segredo. Que começe o tão esperado e planeado jantar.

É através dos diálogos (ou melhor dizendo, dos monólogos) e a pouco e pouco que o leitor é conduzido até ao momento da ruptura dos dois. Durante esta viagem ao passado, o escritor apresenta-nos os contornos daquele dia trágico (as causas e todas as suas consequências) e ficamos a conhecer a grande amizade que unia estes dois homens.

(...)
Era bom saber – continua, como se discutisse consigo próprio -, se existe amizade realmente? Não me refiro àquele prazer ocasional que faz com que duas pessoas fiquem contentes porque se encontraram, porque num determinado período das suas vidas pensavam da mesma maneira sobre certas questões, porque os seus gostos são semelhantes e os seus passatempos iguais. Nada disso é amizade. Às vezes, chego a pensar que essa é a relação mais forte na vida… talvez por isso seja tão rara. E o que há no seu fundo? Simpatia? É uma palavra imprópria, sem sentido, o seu conteúdo não pode ser suficientemente forte para que duas pessoas intervenham em defesa um do outro nas situações mais críticas da vida… apenas por simpatia? Talvez seja outra coisa… (…)


A escrita é simples e carregada de emoções. O discurso de Henrik é sincero, triste e muito, muito melancólico. Lê-se num fôlego, principalmente por aqueles que não aguentam saber que existe um segredo a ser desvendado a qualquer hora (tipo eu!).
Gostei bastante!


Atingido que está a meta de bronze (vide post desafio Ler+) comecei os treinos para tentar atingir a prata (que decide chamar Ag, símbolo químico da prata). O percurso começa com o livro Monólogos da Vagina, de Eve Ensler. Ainda não vi a peça, mas as primeiras páginas do livro serviram para abrir mais o meu apetite.
Guida Maria, São José Correia e Ana Brito e Cunha, façam lá uma digressãozita pelo país, fazem?? Eu gostava!

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