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terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Casava-me já contigo"

Casámos no último dia de Setembro no primeiro Setembro deste século. Estávamos apaixonados, surpreendidos e felizes. Catorze anos depois ainda não acredito na minha sorte.

Quando eu era pequenino e vi um cartaz do filme The Seven Year Itch, de Billy Wilder e de 1955, perguntei à minha mãe o que era. Ela respondeu: "Ao fim de sete anos a novidade do casamento começa a passar".

Ao fim de 14 anos, cada vez que eu olho para a minha mulher, cada dia que acordo ao lado dela, o que mais me comove e impressiona é precisamente a novidade de vê-la, poder amá-la, ter a sorte de ser amado por ela.

Cada coisa que fazemos é ao mesmo tempo antiquíssima – como uma cerimónia que construímos juntos só para nós os dois – e novíssima, pelo desejo e pelo entusiasmo de lá estar, naquele lugar que ela abriu para mim e ela no lugar que só é dela, que sou eu.

O casamento é só uma palavra: é verdade. Mas também pode ser a vontade de casarmos e ficarmos casados, todos os dias, com a mesma pessoa que amamos.

Cada vez nos casamos mais. As diferenças dela vão cabendo cada vez melhor nas minhas. Cada vez somos, a Maria João e eu, mais livres de sermos como somos, cada um de nós, e de sermos como somos, nós os dois.

Ela torna-se mais ela; eu torno-me mais eu, ela e eu com menos medo que o outro fuja por causa disso. Mas com medo à mesma. E ganância de viver e curiosidade em saber como é que o décimo quinto ano vai ser melhor do que este.

Mas vai ser.
[By Miguel Esteves Cardoso in Público]

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sou do contra o não vou com a carneirada?

Vejo-me sempre no extremo oposto da maioria das pessoas e quando leio opiniões, sinto-me uma "sindicalista" ou aquela-que-está-sempre-do-contra. Acreditem, não é de propósito.
No caso da Samsung, não consegui perceber a guerra contra a marca, nem a razão porque uma miúda não pode ter o desejo de trabalhar e gastar o seu dinheiro onde bem entender.
No tema animais versus humanos, que surgiu depois do cão que mordeu a menina e que devia ser abatido mais depois houve uma petição para salvá-lo, sou pelos humanos e, mais uma vez, não percebi como é que se pode comparar um homem e um animal.
No linchamento que corre na internet contra a pessoa que diz-se que desistiu de terminar um processo de doação de medula óssea, sou, antes de mais nada, por saber se é mesmo verdade e depois por perceber as suas razões. Assumimos sempre o pior do ser humano e o facto de haver pessoas capazes das mais absurdas acções, não devia ser motivo para estarmos sempre de passo atrás com as pessoas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Faço minhas as tuas palavras...#2

O problema da frase é que ao exagerar propositadamente as características humanas e animais nos exemplos dados, nos provoca uma reacção emocional e pessoal relativamente a ela, impedindo-nos de a perceber o seu significado a nível abstracto, como princípio ético universal, em vez de a lerem como "o meu Bóbi ou o Hitler" ou melhor ainda, "o Daniel Oliveira defende os pedófilos". O que a frase deveria dizer é que qualquer vida humana deverá valer mais do que a de qualquer animal, o que implicitamente diz exactamente a mesma coisa, mas fere menos a nossa sensibilidade. E não se trata de religiosidade - Tolan, desculpa lá - mas puramente de ética.

Porque por mais que se gosta de animais, há que haver uma linha que separa o ser humano e os animais. Chega a ser ridículo ler tantos e tantos textos, por esta internet fora, com as mais disparatadas  comparações.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Easier said than done"

Nunca pensei dizer isso, mas em tempo algum, esta frase fez tanto sentido como tem feito nos últimos tempos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Faz muito falta...

   sensatez |ê|
   s. f.
     1. Qualidade do que é sensato.
     2. Juízo.
     3. Circunspecção.
     4. Prudência.

[in Priberam]

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Mary explica...#2

Passos a seguir quando estiveres numa manifestação:
1 - estás presente quando algumas pessoas começam a tapar a cara, a colocar as máscaras do V e a avançarem para a frente da manisfestação: está na hora de ires para casa;
2 - as pessoas acima referidas começam a arremessar pedras da calçada contra a força polícial: já ficaste tempo demais, mas ainda estás a tempo de fugir;
3 - todas as pessoas estão a ser forçadas a sair à bastonada: too late, estavas mesmo a pedi-las.

Depois não digam que não avisei...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Opinião

(...) o Facebook é uma rede social que permite encontros que provavelmente não se dariam na vida real. O atrativo erótico está no seu potencial máximo, a comunicação escrita é rápida, e o facto de se dizer sem olhar nos olhos do outro acende o imaginário e permite desinibições ousadas e eficazes. Há casamentos que não resistem a encontros na rede de Mark Zuckerberg, há quem deixe de estar sozinho, há facadinhas em matrimónios que não passam disso mesmo. Há relações para todos os gostos.
(....)
[Sexo & Facebook, by Sónia Morais Santos] 

Olhar para a consequências e extraír a causa é um dos exercícios que todos fazemos quase diáriamente. Muitas vezes, as causas são coisas que estão-nos mais à mão, parecem fazer todo o sentido e conseguimos mesmo arranjar exemplos que compravam a nossa teoria.

Sempre fui muito céptica neste exercício de apontar o dedo e afirmar que esta ou aquela é causa deste ou daquele efeito e é por isso que quando leio que o facebook destrói casamentos ou promove a infidelidade, fico logo de pé atrás.

Posso estar a ser muito injusta, mas tenho para mim que, ainda que não houvesse facebook, o casamento da Marta (nome fictício) estaria condenado, que a Sofia (nome fictícioia mesmo assim trair o marido e que o Pedro (nome fictício) ia continuar a achar-se o maior da aldeia.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Injustiça versus sorte

Não concordo que se resuma o resultado do Portugal-Espanha como um caso de injustiça. Como li por aí, futebol não rima com justiça.

Falta de sorte? Talvez. Mas, com sorte ou sem ela, só um pode ganhar e no fim ganhou a selecção que foi mais eficaz. Ponto.

Estão todos de parabéns.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EasyJet - breves considerações

Para primeira viagem em low cost, não foi nada mau e não ficou muito a dever às outras companhias que já tive oportunidade de testar. No entanto, nem tudo foram rosas.

Se és forreta e gostas de coisas despachadas, este é o tipo de companhia que procuras, mas se és amante do silêncio durante a viagem, gostas de perceber o que os assistentes de bordo estão a dizer e não percebes português, foge a sete pés.

Preço - consegue-se poupar algum dinheiro que pode ser utilizado para hospedarem num hotel melhor ou fazerem umas refeições mais caras;
Sem lugares marcados - muitas pessoas não devem gostar, mas o facto de não haver lugares marcados faz com que as pessoas não enrolem muito no embarque, atrapalhando todo o processo (tem a desvantagem de provocar filas muito cedo durante o embarque).


Vendas a bordo - com tanta coisa para vender, uma pessoa sente-se como se estivesse numa feira de variedades;
EasyJetês - ninguém me tira da cabeça que têm a sua própria língua e qualquer semelhança com o inglês é mera coincidência. A determinada altura, estavam a dizer qualquer coisa e o esposo disse: "podem até estar a dizer que estamos a ir de encontro à água que é igual para nós" (aconteceu nos dois vôos e os assistentes e restante tripulação eram diferentes).

Nota: estas considerações foram feitas com base nos vôos Lisboa/Funchal/Lisboa e na opinião, única e exclusiva, da dona deste blog.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"TVI – A minha leitura"

(...)
– 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: – “Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista”! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio… Não tinha. “O que eu quero é ser jornalista”! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: “Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir”. A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez – no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha – a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.


P.S.: A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje…


Vale mesmo a pena ver ler a crónica aqui.

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