2012 - A(s) Melhor(es) Leitura(s)
Trilogia Millennium - Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, de Stieg Larsson.
Trilogia Millennium - Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, de Stieg Larsson.
Publicada por Mary à(s) 6:10 da tarde 0 Comentário(s)
Título original: Cafuné
Género: Romance
Autor: Mário Zambujal
Ano: 2012
Sinopse: Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar… (in Wook)
Frei Urbino Santiago é um frade, sujeito a uma educação religiosa muito feroz. Nos dias que correm, vive sozinho após ter abandonado o mosteiro. Rodrigo Favinhas Mendes é um jovem engatatão e que está constantemente a meter-se em sarilhos por causa das mulheres alheias com quem se mete. A fugir de um destes sarilhos, encontra o Frei que convida-o a viver com ele.
Rodrigo Favinhas Mendes não resiste a uma mulher, mas tem um objectivo bem traçado: quer trabalhar, nem que seja por uma semana, na corte da princesa Carlota. Até lá, mulheres como Dália ou Lucrécia farão as delícias do jovem.
- Você gosta mesmo?
- Se gosto? Essa festinha põe-me maluco!
- Cafuné. A gente chama de cafuné.
Rodrigo lembrou-se então das artes de Dália, mestra de cafuné, ignorando que fazia cafuné.




(3/5)Publicada por Mary à(s) 6:16 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2012, Livros, Mário Zambujal, Vícios
Título original: Valley of the Dolls
Género: Romance
Autor: Jacqueline Susann
Ano: 1966
Sinopse: Anne, Neely e Jennifer são três jovens fortes, independentes e com muita sede de viver. Mas quando os sonhos da vida se despenham contra os rochedos da desilusão , precisam de algumas «bonecas» -comprimidos calmantes, excitantes, ansiolíticos ou opiáceos - para sobreviver…
Anne: ingénua e doce, mas ansiosa por descobrir tudo o que a vida tem para oferecer…
Neely: um espírito rebelde. Órfã desde a mais tenra idade, só ambiciona uma coisa na vida - rios de dinheiro!
Jennifer: com um corpo de fazer parar o trânsito, este imã sexual só deseja uma coisa - casar e assentar.
Amor, traição, desejo e dependência são retratados em toda a sua crueza neste romance inesquecível, considerado um clássico da literatura norte-americana. (in Wook)
A peça O Céu é o Limite é a responsável por fazer com que o destino das três jovens, com personalidades e passados distintos, se cruzasse. A fugir de uma vida planeada por outros, a perseguir um sonho ou simplesmente à procura de uma vida melhor, Anne, Neely e Jennifer encontraram-se em New York, decorria o ano de 1945.
Menina do interior, Anne Welles deixou Lawrenceville e um casamento arranjado e trabalha agora numa agência que representa alguns dos actores mais famosos da Broadway. Neely O'Hara começa a dar os seus primeiros passos como actriz na Broadway, onde também trabalha a Jennifer North que tem em beleza o que não tem em talento.
A história de três jovens que se fizeram mulheres, em cena de 1945 a 1965.
Anne pegou novamente no guião. Dentro de poucos meses, ele falaria outra vez no assunto, e outra vez a conversa terminaria daquela maneira. Kevin sentia-se culpado por não casar com ela, mas Anne já não se incomodava com isso. Talvez já fosse tarde de mais para pensar em filhos. E um papel assinado não era garantia nenhuma de fidelidade nem de felicidade: bastava pensar em Jennifer. E na coitada da Neely.




(4/5)Publicada por Mary à(s) 11:36 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Jacqueline Susann, Leituras 2012, Livros, Vícios
Título original: L'Amant
Género: Romance
Autor: Marguerite Duras
Ano: 1984
Sinopse: Saigão, anos 30. Uma bela jovem francesa conhece o elegante filho de um negociante chinês. Deste encontro nasce uma paixão. Ela tem quinze anos e é pobre. Ele tem vinte e sete e é rico. Os amantes, isolados num mundo privado de erotismo e autodescoberta, desafiam as convenções da sociedade.
Enquanto ela desperta para a possibilidade de traçar o seu próprio caminho no mundo, para o seu amante não há fuga possível. A separação é inevitável e tragicamente cadenciada pelos últimos acordes da presença colonial francesa a Oriente.
A jovem é a própria autora e este é o relato exacerbado de uma paixão inquieta e dilacerante. De tão etérea, a sua realidade gravar-lhe-ia no rosto marcas implacáveis de maturidade. Para o mundo, fica uma obra que contém toda a vida.
Obra intemporal, relato de um mundo perdido, O Amante foi vencedor do prestigiado Prémio Goncourt, em 1984, e confirmou o génio literário de Marguerite Duras, nome cimeiro da literatura mundial. (in Wook)
Membro de uma família de colonos falidos da Indochina francesa, a protagonista descobre, aos 15 anos de idade, a paixão e o sexo nos braços de um homem com o dobro da sua idade. Não desfazendo a enorme diferença de idade, este não era o único entrave a esta relação. O objecto da sua repentina paixão é chinês e abastado.
Uma relação que conta com a benção e provação da mãe da jovem, mas sujeita a ser vivida longe dos olhares alheios, tendo apenas espaço para acontecer dentro das quatro paredes do quarto de uma pensão.
Nunca bom dia, boa noite, bom ano. Nunca obrigado. Nunca falar. Nunca necessidade de falar. Tudo fica mudo, longe. É uma família de pedra, petrificada numa espessura sem qualquer acesso. Todos os dias tentamos matar-nos, matar. Não só não falamos como não nos olhamos. A partir do momento em que somos vistos, não podemos olhar. Olhar é ter um movimento de curiosidade para, por, é descer. Nenhuma pessoa olhada vale o olhar sobre ela.




(4/5)Publicada por Mary à(s) 11:37 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2012, Livros, Marguerite Duras, Vícios
Título original: The God of Small Things
Género: Romance
Autor: Arundhati Roy
Ano: 1980
Sinopse: "O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez. (in Wook)
Estado de Kerala, Índia, durante os anos 60/70, numa altura em que alguns costumes europeus, como cinema ou forma de vestir, começam a misturar-se com costumes e tradições ancestrais, como o sistema de castas com os intocáveis na base da pirâmide e marginalizados pelos ditos "tocáveis".
Nesta história, encontramos três gerações da mesma família que vivem e convivem com esta sociedade que dá os primeiros passos para os novos tempos, mas ainda com uma ligação fortíssima aos velhos tempos.
As vivências e acontecimentos que acabam por entrelaçar a vida e o destino do núcleo central composto pelos gêmeos Estha e Rahel, a mãe Ammu, o amigo e intocável Velutha, a avó Mammachi, o tio Chacko, a prima Sophie Mol, a britânica Margaret e a tia-avó Baby Kochamma.
Ao contrário das práticas seguidas por multidões religiosas em alvoroço ou por exércitos conquistadores em tumulto, naquela manhã, no Coração das Trevas, o pelotão dos polícias Tocáveis actuou com economia e não frenesim. Eficiência, e não anarquia. Responsabilidade, e não histeria. Não lhe arrancaram o cabelo nem o queimaram vivo. Não lhe arrancaram os genitais nem lhos meteram na boca. Não o violaram. Nem decapitaram.
Afinal, não estavam a lutar contra uma epidemia. Estavam apenas a inocular uma comunidade para evitar um surto.




(3/5)Publicada por Mary à(s) 8:37 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Arundhati Roy, Leituras 2012, Livros, Vícios
Título original: Crónica dos Bons Malandros
Género: Conto
Autor: Mário Zambujal
Ano: 1980
Sinopse: "Sinto-me sequestrado por estes bons malandros". Aos livros que fui escrevendo, e outros que venha a escrever, não lhes valem possíveis méritos. Mais de trinta anos depois de saltarem à cena, sem outra pretensão do que fazer sorrir circunstanciais leitores, os bons malandros não arredam pé e ganharam a afeição de gerações sucessivas. Nada mais surpreendente, para quem lhes deu vida, esta longevidade que permite divertir jovens de hoje, tal como acontecera com seus pais e mesmo avós. Aqui se apresenta uma nova (e esmerada) edição de um livro que já galgou pelo cinema e pelo teatro e ameaça novos estrondosos cometimentos. Entretanto, o que o autor ambiciona é o mesmo de sempre: proporcionar prazer de leitura a quem se dispõe à descoberta das singulares aventuras destes bons malandros. Se eles vos divertirem, cumprem o seu destino." (in Wook)
Renato, Flávio, Marlene, Pedro, Silvino, Adelaide e Arnaldo são sete malandros que o destino fez questão de unir, em diferentes alturas de suas vidas, depois de terem sofrido algum tipo de rasteira do destino. Sempre a seguir a máxima de nunca usarem armas, os sete levam a vida a cometer "pequenos" delitos, dos quais conseguem sempre desenvencilhar-se com muita destreza, e que não lhes causam problemas a elaborar e/ou executar.
A fasquia sobre quando um italiano chega com uma proposta capaz de render o suficiente e arrumar as suas vidas para sempre. Mas será que assaltar a Calouste Gulbenkian não é dar um passo maior que a perna?
"E armas? Vamos para uma coisa dessas de mãos a abanar?"
"Vamos. Armas, não"
Estava decidido. Assaltariam a Gulbenkian à mão desarmada, golpe de audácia como nunca se vira, nem aqui nem em parte nenhuma. E os audaciosos de que falariam os telejornais seriam eles, Renato e Flávio, Marlene e Adelaide, Pedro, Silvino e Arnaldo, quadrilha seleccionada, encontro de sete vidas depois de muito tombo e aventura.




(4/5)Publicada por Mary à(s) 11:56 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2012, Livros, Mário Zambujal, Vícios
Título original: Los cuadernos de don Rigoberto
Género: Romance
Autor: Mario Vargas Llosa
Ano: 1997
Sinopse: Mario Vargas Llosa ao criar em Os Cadernos de Dom Rigoberto um mundo de erotismo, sensualidade, desejo e paixão, transporta o leitor para todo um universo de sonho ousado e arrojado, criado pela imaginação fértil de um reservado corretor de seguros.
Um livro que é a apologia perfeita do amor em estado puro. (in Wook)
Continuamos na pegada de Dom Rigiberto, da sua Lucrécia e do seu filho Alfonso. Depois deste ter descoberto a traição da esposa com o filho, expulsa-a de casa e ela passa a viver sozinha com a sua antiga empregada.
Alfonso começa a visitá-la, a mostrar-se a cada dia que passa mais arrependido e empenhado em fazer tudo para reunir o pai e a madrasta. Ciente das manhas do enteado, Lucrécia tem problemas em confiar em Alfonso, mas a cada visita, a madrasta vai percebendo as verdadeiras intenções e actos do pequeno Alfonso.
Percebo, minha senhora, que a variante feminista que representa declarou a guerra dos sexos e que a filosofia do seu movimento se apoia na convicção de que o clítoris é moral, física, cultural e eroticamente superior ao pénis, e os ovários, de mais nobre idiossincracia que os testículos.




(3/5)Publicada por Mary à(s) 10:15 da tarde 0 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2012, Livros, Mario Vargas Llosa, Vícios
Título original: Elogio de la madrastra
Género: Romance
Autor: Mario Vargas Llosa
Ano: 1988
Sinopse: Lucrécia e dom Rigoberto vivem em constante felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu da sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu por fim os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e de sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parece ser o único empecilho; ama demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele acaba por ser conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino pela sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, desenhando uma linha ténue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.
Elogio da Madrasta é a história de um universo dominado por um triângulo inquietante, que pouco a pouco envolve os leitores na rede de subtil perversidade que une, na plena satisfação dos seus desejos, a sensual Lucrécia, Rigoberto e o filho. (in Wook)
Lucrécia é a esposa de dom Rigoberto e madrasta de Alfonso, mais conhecido por Fonchito, fruto do anterior casamento de Rigoberto com Eloísa. Nos primeiros tempos, a relação dos três corria sobre feição. Lucrécia e Rigoberto viviam dias felizes e uma sexualidade completa e sem tabús. Alfonso nutria um enorme carinho pela madrasta e esta correspondia-lhe em igual medida. No entanto, Alfonso não é um menino tão inocente como aparenta e acaba por interferir-se da pior forma na relação do pai e da madrasta...
- Vou dizer-te uma coisa que não sabes, madrasta - exclamou Alfonso, com uma luzinha vibrante nas pupilas. - No quado da sala és tu.
Tinha a cara arrebatada e alegre e esperava, com um meio sorriso pícaro, que ela adivinhasse a intenção oculta no que acabava de insinuar.




(4/5)Publicada por Mary à(s) 12:55 da manhã 3 Comentário(s)
Etiquetas: Leituras 2012, Livros, Mario Vargas Llosa, Vícios
Título original: El otoño del patriarca
Género: Romance Histórico
Autor: Gabriel García Márquez
Ano: 1975
Sinopse: Quando os revolucionários entram no enorme palácio em ruínas encontram o corpo do ditador em decomposição numa emaranhada anarquia onde se misturam o passado e o presente. Um presente já perdido e desfeito, um passado de uma riqueza inimaginável num palácio pejado de ministros, guarda-costas e criados que mantinham o ditador precariamente equilibrado no poder, e também uma imensidão de mulheres e crianças e um sósia cuja perfeição provocava graves crises de identidade em ambos.
A atmosfera é de sonho, mesmo de pesadelo, real, vibrante e sensualmente exacta, ao mesmo tempo vaga e inacreditável.
Um romance extraordinário, uma escrita densa, rica e brilhante por um dos mais originais e dotados escritores do nosso tempo.. (in Wook)
O papel principal deste enredo pertence a um ditador solitário, tirano e autoritário, que é o governante máximo de um país da região do Caribe há tantos anos que até os seus habitantes já lhes perderam as contas. Os acontecimentos são narrados, na sua maioria, a partir da residência do presidente numa atmosfera no mínimo peculiar. Se dar de caras com gabinetes de ministérios ou funcionários da presidência é normal e expectável, o mesmo não se poder dizer em relacção ao conjunto de animais que por lá passeam, como vacas, galinhas e outros pássaros.
Esta é a história de vida e morte de um patriarca sem nome e de quem apenas se sabe a idade aproximada: entre 107 e 232 anos.
(...) nem nas borras do café, nem em nenhum outro meio de averiguação, só naquele espelho de águas premonitórias em que se vira a si próprio morte de morte natural durante o sono no gabinete contíguo à sala de audiências, e vira-se caído de borco no chão como tinha dormindo todas as noites da vida desde o nascimento, com o uniforme de cotim sem insígnias, as polainas, a espora de ouro, o braço direito dobrado debaixo da cabeça, para lhe servir de almofada, e numa idade indefinida entre os cento e sete e os duzentos e trinta e dois anos.




(3/5)Publicada por Mary à(s) 12:57 da manhã 3 Comentário(s)
Etiquetas: Gabriel García Márquez, Leituras 2012, Livros, Vícios
Mãe. Esposa. Profissional.
Responsável. Organizada. Ambiciosa. Teimosa. Orgulhosa. Precipitada. Realista. Prática. Viciada e muito apaixonada pela vida e pelas pessoas da minha vida.
Amo a minha família e prezo muito as minhas amizades.
Acabou tudo para Simon Axler, o protagonista do novo e surpreendente livro de Philip Roth. Um dos mais destacados actores de teatro americanos da sua geração, agora na casa dos sessenta, perdeu a magia, o talento e a confiança. (mais)
© Blogger template 'Morning Drink' by Ourblogtemplates.com 2008
Back to TOP