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sábado, 13 de setembro de 2014

As Horas Distantes

Título original: The Distant Hours
Género: Romance
Autor: Kate Morton
Ano: 2010

Sinopse: Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...
Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.
Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre. No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada... (in Wook)

Fora encostado um espelho ao rebordo do estreito caixilho da janela e Tom, de camisa interior e calças, inclinou-se para lá, fazendo deslizar o bocado do sabão de barbear pelas bochechas. Olhava com frieza o reflexo pintalgado no vidro granido, o jovem que inclinava a cabeça de modo que um raio de luz leitoso se estendia pela sua face, passando a lâmina com cuidado pelo queixo, aos poucos, retraindo-se ao transpor o território em volta do lóbulo da orelha. O tipo do espelho enxaguou a lâmina na água rasa, abanou-se um pouco e começou do outro lado, tal como faria um homem que se estava a arranjar para visitar a mãe no dia do aniversário.
(extracto retirado da pág. 378)

Os saltos temporais que acabaram por criar suspense e interesse por saber mais sobre as irmãs Blythe e o grande segredo que guardam a sete chaves. Descrições tão detalhadas do castelo que acabam por transportar-nos para Milderhurst. Cada uma das manas Blythe e suas personalidades, que variam da excêntrica Junniper à durona Percy passando pela amável Saffy.

O final ter sido pouco convincente, deixando-me com a sensação que era preciso concluír e foi a primeira ideia que apareceu. Não gostei de alguns personagens, em especial da Edie, que como protagonista, não conseguiu ganhar a minha simpatia. Um livro que se esquece facilmente.
(3/5)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Jardim dos Segredos

Título original: The Forgotten Garden
Género: Romance
Autor: Kate Morton
Ano: 2009

Sinopse: Uma criança perdida: em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.
Um terrível segredo: no seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst.
Uma herança misteriosa: aquando do falecimento de Nell, a neta, Cassandra, depara-se com uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida. (in Wook)

Eliza Makepeace. Nell Andrews. Cassandra Andrews. 1913. 1975. 2005. Três mulheres. Três épocas diferentes.
1913. Eliza é uma rapariga com um espiríto livre e uma imaginação muito fértil à qual recorre para criar os mais fantásticos contos de fadas, sempre com uma pitada de obscuridade.
1975. Nell, mãe e avó, resolve partir numa viagem com o objectivo de descobrir as suas origens, mas também perceber as razões que a levaram a aparecer, ainda criança, sozinha num caís da Áustrália.
2005, Cassandra, neta de Nell, herda a Casa da Falésia da avó e parte numa viagem que a levará a revisitar o percurso da avó e desvendar o mistério.
Uma teia tecida com muitos segredos que só uma viagem até aos acontecimentos de 1913 pode ajudar a revelar.

Afastou-se do espelho e fechou os olhos, tentando esquecer a carta e as terríveis notícias. Não queria sentir inveja, albergar aquele nódulo farpaso. Nos seus contos de fadas, Eliza sabia o destino que aguardava as irmãs malvadas enfeitiçadas pela inveja.
A decorrer em três espaços temporais diferentes, este livro teve, ao longo das quase 600 páginas, a capacidade de criar e manter um enredo repleto de suspense, surpresas, intrigas, quebra-cabeças, etc. Estimulante é a palavra certa para descrever esta leitura.

Através da Eliza o leitor pode sonhar. Com os seus contos de fadas, ela transporta-nos para uma realidade paralela onde tudo é possível e onde ela tem o poder de criar o desfecho que achar justo.
Com a frieza e o distanciamento de Nell, aprende-se a perceber alguém que, para todos os efeitos, foi abandonada. Embora tenha sido amada pela família que a acolheu, ela sente que falta-lhe qualquer coisa, que os laços de sangue são sempre muito importantes e que saber as razões porque determinadas coisas nos acontecem pode trazer-nos paz de espírito.
Cassandra esconde uma dor e culpa enorme e aproveita a oportunidade de resolver o msitério da avó, para resolver os seus próprios problemas.

Uma história cheia de histórias dentro...

Já tinha gostado muito de ler O Segredo da Casa de Riverton e este livro só veio comprovar o gosto, não só pelas histórias cheias de segredos e suspense criadas pela Kate, mas também pela forma intrincada e envolvente que escolhe para contá-las.
(4/5)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Segredo da Casa de Riverton

Título original: The House at Riverton
Género: Romance
Autor: Kate Morton
Ano: 2007

Sinopse: Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?
Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.

Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta.
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente.
Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor. (in Wook)

Após receber a visita de uma jovem com a pretensão de levar ao cinema a história do suícidio de Riverton, Grace, uma antiga empregada da mansão e testemunha ocular dos acontecimentos, resolve contar ao neto o segredo que guarda há várias décadas. Sentindo-se frágil e débil, Grace, recorrendo a um gravador, revisita a memória em busca de todos os capítulos da sua vivência em Riverton. O que terá acontecido naquela fatídica noite do verão de 1924?

- Estou certa de que não precisa de descanso. É algo especial, entre avós e netos. Muito mais simples.
Pergunto-me se será sempre assim. Penso que talvez seja. Ao passo que um filho nos tira parte do coração para usar e abusar como lhe apraz, um neto é diferente. Idas são as amarras da culpa e da responsabilidade que sobrecarregam a relação maternal. A via para o amor é gratuita.
É a Grace, uma nonagenária a viver os seus últimos dias num lar, que cabe a tarefa de contar aos leitores a trágica história do suícidio de um poeta durante uma animada festa em Riverton. Para enquadrar, Grace descreve o seu percurso até chegar à mansão, leva-nos a conhecer a personalidade de cada um dos habitantes da casa, apresenta-nos os irmãos Hannah, Emmeline e David Hartford e desvenda as suas brincadeiras secretas, descreve-nos os amores das meninas e todos os acontecimentos que antecedem a morte do poeta.

Há que destacar o suspense em que está envolta a narrativa. Sabe-se que houve uma morte, mas pormenores tais como porquê, quem soube, como foi, etc. são totalmente desconhecidos. À medida que a história dos personagens nucleares avança e interlaça com a do poeta, o leitor começa a fazer apostas sobre o acto final da narração de Grace.

Adorei a relação de Grace e do neto, que embora não tenha sido um personagem muito "presente" na obra, mostrou a enorme ternura existente entre avós e netos, o que levou-me a destacar a frase acima como uma das minhas passagens favoritas do livro.

Mas nem tudo foram rosas. A edição que li tinha falhas e não estou a falar em troca de letras ou dos tão conhecidos "erros de teclado". Seguem dois exemplos:
(...) O tempo arrastava-se ainda que tivesse bastantes tarefas com que o ocupar. Havia o jantar para servir, as camas para fazer, preparar a roupa para o dia anterior, no entanto, não conseguia deixar de pensar em Jemina. (pág. 177)
(...) Dentro do armário, engasguei-me. Ainda agora tinham chegado; era impensável que Hannah, tão cedo, pudesse partir nova. (pág. 205)
Quando se compra um livro, e aproveito para dizer que os preços não são nada meigos, o mínimo que se pede é que sejam bem traduzidos e sem erros. Quem compra e lê, agradece.
(4/5)

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