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sexta-feira, 4 de julho de 2014

"O que deve saber uma criança de 4 anos?"

(...)

“A minha filha de 4 anos sabe o alfabeto completo, soletra 10 palavras, e sabe fazer contagem decrescente desde o 100. Anda de bicicleta, monociclo e faz surf. Mas claro, o surf é só nos dias que não vai para o Ballet, porque a dança é mesmo a sua paixão desde os 2 anos… E a sua filha, o que é que faz?”

“A minha filha brinca!”

E vejo aquela cara de suspense à espera que eu acabe a frase, como se fosse obrigatório acrescentar mais qualquer coisa.
Esta moda de que crianças têm de saber fazer várias coisas para se tornarem adultos de sucesso e, devem frequentar várias atividades para desenvolver mais competências (e o tempo para brincar, onde fica?) não podia ser mais absurda.

(...)

Afinal, que precisa uma criança de 4 anos?
Muito menos do que no apercebemos, e muito mais…
[Excerto retirado deste artigo escrito no Up To Lisbon Kids

Vamos deixar as nossas crianças brincarem, tenham elas 4 ou outra idade qualquer? Eu vou fazer por isso.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A família não pára de crescer!

Bem-vindo, Diogo e votos de uma vida cheia de coisas boas. A Matilde já tem dois primos: um mais velho e um mais novo.

sábado, 7 de junho de 2014

Parece que foi ontem...

Acompanhei (via facebook) o teu nascimento. Uma sexta-feira normal de trabalho. Enquanto conversava com a tua mãe, que já estava preparada para receber-te, só me apercebi que estavas quase a chegar quando ela pediu para desligar porque tinha entrado a equipa médica. Nervoso miudinho e depois felicidade. Muita felicidade. Parece que foi ontem, mas já passou 1 ano.
Parabéns, meu sobrinho amado e votos que esta data não pare de repetir-se por longos e felizes anos de vida.

P.S: hoje faz também um ano que contei ao meus pais que se corresse tudo bem iam ter, em Janeiro, mais um neto(a). 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ir para fora com uma bebé de 4 meses e meio...

... é o mesmo que levar atrás coisas para encher um mini-apartamento. Só espero conseguir levar tudo (vestuário, de frio e de calor por causa deste tempo horrível, alimentação, banhos, brinquedos, alcofa, espreguiçadeira, etc.) e que consigamos sobreviver sem grandes sobressaltos. Estou cansada só de pensar na quantidade de tralhas que tenho de arrumar para levar.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ninguém me tira da cabeça que...

... a funcionalidade pause/play e fast rewind/fast forward das televisões foi inventada para que as pessoas com filhos pequenos tenham a possibilidade de ver um programa de televisão até ao fim, ainda que um programa de 45 minutos leve 2 a 3 horas e ser visionado na sua totalidade.

domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe...#2

À minha mãe que este ano perdeu a sua mãe,
podia estar aqui horas a enumerar tudo aquilo que faz de ti uma mãe fantástica e agradecer todos os momentos que estiveste ao meu lado para amparar-me as quedas, curar-me as feridas, rir e chorar comigo, ajudar-me, amar-me, etc., mas, agora que eu também sou mãe, compreendo que tudo o que fizeste e continuas a fazer é sem esperar agradecimento, apenas amor. E isso, minha mãe, terás sempre desta filha que te ama muito.

À minha irmã que também é mãe,
"fizeste" o Nolan e ele fez de ti mãe. A maternidade é o enorme milagre da vida que completa-se todos os dias quando amas o teu filho, cuidas dele, sofres com o seu sofrimento e ris-te com as suas alegrias e conquistas. Neste dia especial, queria aproveitar para dizer-te que apesar de tudo que tem acontecido nos últimos tempos, continuas a ser a Mãe maravilhosa que o Nolan precisa e, tenho a certeza, que tal como toda a família sente um enorme orgulho de ti ele também sentirá quando tiver idade para perceber as coisas.

Feliz dia da Mãe a todas as mães que amam e cuidam dos seus filhos com o único intuito de os ver felizes.

Dia da Mãe


(...)
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.
(...)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Matilde: 3 meses

Alimentação

Continua a leite materno, mas, na última consulta no centro de sáude, a enfermeira recomendou oferecer-lhe leite adaptado a seguir às mamadas (devido às oscilações do peso). Após termos adquirido 400 gramas de Nutribén, começou o suplício. Detesta o biberão e já passámos pelas mais diversas fases: as primeiras vezes fazia cara de nojo, depois começou a empurrar o biberão com a língua e neste momento estamos a vivenciar a fase largo-num-berreiro-assim-que-aproximam-o-dito-cujo-da-minha-boca. Nem com leite da mama tivemos sorte. Dizem que a ideia é insistir (vamos fazendo alguns truques para tentar enganá-la sem grande sucesso) e que um dia desses pega no biberão e não vai querer outra coisa.

Dormir
Desde os 2 meses que ela faz as noites inteiras. Dorme cerca de 6 ou 7 horas, acorda para comer e volta a dormir. Continua a ir para cama muito tarde (nunca antes das 23 horas e a maior parte depois das 24 horas), mas chega a dormir até ao meio dia ou mais, fazendo intervalos apenas para comer. Durante a tarde, as dormidas são de 30/45 minutos e, em dias muito bons, pode chegar a dormir 1 hora ou mais.

Cólicas
As malditas chegaram (ainda não passaram e tenho a ideia que estão a ficar piores a cada dia) e ocorrem com mais frequência durante a tarde (ao menos dorme-se à noite). Vem acompanhado daquele choro muito sofrido e agudo e nota-se, na cara dela, o tremendo esforço que está a fazer para expelir os gases ou mais qualquer coisa.

Brincadeiras e curiosidades
Acorda sempre bem disposta e basta dizer-lhe qualquer coisa para rasgar o maior dos sorrisos. Fica completamente vidrada nos bonecos do mobile e já tenta alcançar com as mãos os bonecos pendurados em cima da alcofa. Palra muito e, nos últimos dias, começou a retirar a chucha para chuchar na mão. Está cada dia mais expressiva e a coisa mais fofa deste mundo.

domingo, 13 de abril de 2014

Matilde: as primeiras vezes

Depois de nascerem (e passarem por aqueles passos todos até ao internamento), passam a ser responsabilidade nossa. Nós, estreantes na lide de objectos frágeis, pequeninos e importantes, accionámos, automaticamente, o modo pânico. O lado racional manda-nos pensar que o pessoal do hospital está a um toque da campainha de distância, mas há aquela vozinha que insiste em sussurrar coisas como: e se eu adormecer e nao der por nada?, e se não ouvirem a campainha?, e se demorarem a chegar?, como saberei que ela tem fome?, e se o choro é por causa de dores, etc.
No entanto, como a vida vive-se vivendo, é hora de tomarmos as rédeas da viagem, aprendermos com as descobertas e experiências (umas mais agradáveis que outras) e, em caso de dúvida, usarmos como base o nosso instinto.

Amamentação
Quando ouvi a enfermeira dizer que a menina não parava de chorar porque tinha fome (ver post Matilde: o nascimento), olhei para as minhas mamas e não consegui visualizar-me a ser fonte de comida para a minha filha (sei que parece mentira, mas ainda não tinha pensado nisso de ter leite assim que ela nascesse). As minhas mamas continuavam iguais ao dia anterior ou mesmo à semana anterior. Onde estaria o leite? Apesar disso, não fui a medo. Quando olhei para a minha filha a chorar, entreguei-me ao momento. Não pensei em dores ou no facto de não saber como se faz. Tirei a mama para fora para saciar a fome dela. Um momento altruísta (nada contra as mães que optam por não dar de mamar) e centrado, exclusivamente, nas necessidades dela. Mamou e mamou bem. A banda sonora do quarto passou do choro ao mais reconfortante barulho de um recém-nascido a comer (glug, glug, glug). Afinal havia leite (colostro).

Banho
O primeiro banho é "ministrado" pelas enfermeiras, connosco a assistir, numa espécie de aula de preparação para o teste. O próximo banho é responsabilidade nossa. MEDO!!. Eu, drogada até à ponta dos cabelos, vou apanhando algumas das coisas que estão a descrever enquanto fazem: banheira tem de estar com este sinal verde que indica que está desinfectada, gancho estilo tesoura para pegar bebé, lavar a cara com algodão molhado, o pipi é o último a ser lavado, vira-se o bebé assim (uh, WTF???), etc. Parece tudo tão complicado. Será que os bebés precisam mesmo de banho??
Chegou a nossa vez. Roupinha preparada, toalha, fralda, bebé e começa a aventura. Entrámos a medo na salinha que estava vazia. A sensação é que vamos fazer aquele exame que irá decidir o sucesso ou fracasso do ano escolar. A matéria foi estudada, mas de repente começamos a questionar se ouvimos tudo na aula de preparação. Banheira desinfectada: check. Criança nua. Água à temperatura esperada. Cara lavada. Gancho. Cabeça lavada. Corpo lavado. Hora de virar. Como é que era mesmo aquela forma de virar? Esquece, vira-se assim. Costas lavadas. Pipi lavado. Secar. Vestir. Respirar de alívio. Sobrevivemos ao primeiro banho sem acontecer nada de mal à cria.

Susto
Naquela de ver se estávamos mesmos preparados para assumir a responsabilidade de zelar pelo seu bem estar, a nossa filha resolve, ao 2º dia de vida, pregar-nos um grande susto. Estou meio deitada meio sentada na cama, o esposo no lado direito e o berço da Matilde no lado esquerdo. Conversávamos sobre qualquer coisa que agora não me lembro. De repente, o esposo aponta para o berço com um ar assustadíssimo. Virei a cara e dei com uma filha agitada, com dificuldade em respirar e a ficar com a cara escura. Enquanto alcanço a campaínha, o esposo dá à volta, pega-a ao colo, coloca-a meio de lado e ela começa a ganhar cor na cara. Eu e o esposo nem por isso. Chega a auxiliar. Agarra nela. Aperta-lhe a barriga e começa a sair-lhe uma espuma branca pela boca. Passado uns minutos ela fica bem. Nós é que nem por isso.

Sorriso
Involuntário ou não (há quem diga que os primeiros sorrisos são apenas contracções da cara), a primeira vez que a Matilde rasgou um sorriso entrou para a lista de momentos mais giros e surreais da minha vida.

Dias em casa
Fartos de estar naquele ambiente hospitalar, é impossível esconder o sorriso quando anunciam que estão a assinar a nossa alta. Uns milésimos de segundos depois caímos em nós e apetece perguntar se podem dispensar 2 estagiárias, 1 enfermeira e 1 auxiliar para levarmos para casa, caso seja preciso alguma coisa. Das 23526478 coisas que achamos que podem correr mal, mete mais medo aquela ideia de não saber tratar bem dela, não saber interpretar os choros, não ser capaz de prestar-lhe os primeiros socorros, etc.
Na primeira noite tentámos deitá-la no berço, mas acabou por passar a maior parte do tempo na cama comigo a mamar ou a mimar. Nos dias seguintes dormiu na alcofa, bem mais aconchegadinha e de onde só saiu depois dos 2 meses.

Fim de semana fora
Com um mês e dois dias (depois da consulta de 1 mês em que o pediatra assegurou que estava tudo bem com a cachopa), resolvemos ir passar o fim de semana à casa dos avós. Maior que a trabalheira de organizar toda a logística para sair de casa com um recém-nascido, é o receio que não se adapte bem ao local ou que passe os dias e as noites a chorar. Foi uma experiência tranquila com todos a adorarem a menina. O fim de semana acabou por não ser interrompido a meio.

Assim vamos vivendo um dia de cada vez e a aproveitar o máximo as experiências e as descobertas que daqui a nada é altura de voltar para o trabalho.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

29 de Maio de 1920 - 9 de Abril de 2014

Fica a tristeza de não teres conhecido a Matilde e o Nolan, mas também a promessa que eles ouvirão falar muito da bisavô Domingas e das suas muitas peripécias de senhora cega que via tudo à sua volta.
Desejo de um descanso eterno em paz, vovó.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai

Ao pai do meu pai,
obrigada pelas vívidas recordações da infância: cócegas com a barba de 3 dias e sempre qualquer coisa nos bolsos do casaco quando chegava ao pé de ti; obrigada por ainda me tratares por "codê"; obrigada pelo imenso amor e carinho; obrigada por gostares/tratares o esposo como um neto; obrigada pelo meu pai.

Ao meu pai,
obrigada por seres a pessoa que és; obrigada pelas reprimendas; obrigada pelo amor, carinho e compreensão; obrigada pelo incansável esforço para proporcionar-nos o melhor; obrigada pelas duas irmãs; obrigada pelos valores incutidos; obrigada pelos 18 anos debaixo do mesmo tecto, mas ainda mais pelos quase 16 fisicamente longes; obrigada pelas opiniões, conversas e discussões; obrigada pela pessoa que sou; obrigada por teres ajudado a escolher o melhor pai para a minha filhota.

Ao pai da minha filha,
obrigada por teres estado sempre do meu lado; obrigada por seres a pessoa que me acalma/ajuda nas horas difíceis; obrigada pelos sorrisos quando brincamos com a nossa filha e pelas palavras de tranquilidade quando mais nada parece funcionar; obrigada por quereres participar em tudo; obrigada pelo amor; obrigada pela Matilde.

A todos os pais,
Um feliz dia do Pai e que façam sempre por merecer as palavras de agradecimento dos vossos filhos.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Matilde: o internamento

Levam-me para um quarto com apenas uma cama. Num dos cantos, reconheço a minha mala de maternidade e o meu casaco. Enfermeira (ou seria uma auxiliar?) começa a mexer nas minhas roupas e pergunta qual a camisa de noite que prefiro. Tanto faz, respondo eu. Veste-me (sim, este tempo todo estive sempre nua). Chega a Matilde trazida pela enfermeira que irá ensiná-la a mamar. Estou deitada de lado. Coloca-a à minha frente e tiro as mamas para fora. A enfermeira ajuda-a a posicionar-se e foi a única coisa que teve de fazer. A Matilde pegou na mama (e como deve ser, segundo as entendidas) e só largou quando ficou satisfeita. Enfermeira termina com um "vou-me embora, ela não precisa de mim para nada". Sozinhas.

Passam uns minutos, mas não sei bem quantos ao certo. Entram novamente pessoas no quarto e percebo que vamos ser levadas para outro quarto. Cama a andar. Novo quarto. Fico com a cama 10 e tenho mais duas vizinhas. Depois de instaladas, recebemos a visita do esposo/pai e dos sogros/avós. Estou deitada de costas e ainda não sinto grande coisa da cintura para baixo (as drogas que estiveram a correr desde a sala de operações também ajudam). Participo pouco nas conversas. Toda a gente acha que é parecida comigo. Olho para ela mais uma vez. Não acho.

As colegas de quarto
Calha-me duas doutoradas na arte de parir. A cama 11 pertence a uma mamã de segunda viagem e, só mesmo para ajudar, já passou pelas duas experiências de parto: normal e cesariana. Na cama 12, também mamã de segunda viagem, encontra-se uma jovem que acaba de ter gêmeos. Percebem que o meu parto foi de cesariana e começam a fazem análises/prognósticos ao meu pós-operatório e internamento: "isso amanhã é que vai custar", "pode não ter doído a ter, mas vai doer mais a sarar", etc. Faço de conta que a conversa não é comigo. Elas continuam. Ignoro os comentários, mas a minha vontade é mandá-las calar ou perguntar se acham mesmo que quero pensar nas dores que vou sentir no dia seguinte. A recepção das minhas companheiras de quarto fica marcado como o segundo momento mais horrível do dia (o primeiro foi ter sido repreendida pela médica má - ver post Matilde: o nascimento). 20 horas. Hora das visitas irem embora. Como tenho imensa sede, dão-me umas compressas para molhar os lábios (aquilo funciona para alguém??). A Matilde vai mamando e, apesar do bebé da cama 11 não parar de chorar, consigo dormir. Não sei que horas são.

O dia seguinte
Alguém toca-me no braço. Abro os olhos e tenho uma auxiliar a olhar para mim. "São 3 da madrugada e vim ajudá-la a levantar-se". "A esta hora?". "Sim. Já se passaram 12 horas desde a operação e tem de levantar-se". "Ok". Passos a seguir: sentar-me fazendo força apenas no cotovelo, servir-me da auxiliar para levantar, dar 5/6 passos até uma cadeira e sentar-me. Simples. Errado, é o fim do mundo (cumpre-se o prognóstico da doutorada). Consigo levantar-me, dar os passos até à cadeira, mas a tontura obriga-me a voltar para a cama. Bendita tontura. Alterno dar de mamar com momentos de sono. Pequeno-almoço. Finalmente, vou comer.

A comida
Sem surpresas. Continua a porcaria esperada, embora não estivesse a contar que o pequeno-almoço de uma parturiente (que não come nada há mais de 24 horas) fosse uma chávena de café com leite e um papo seco. E um iogurte? E uma peça de fruta? Nada. Se uma pessoa até consegue perceber a falta de sal nos pratos, há coisas que não se perdoam. Nos dias que lá estive, nem a sopa podia ser considerada comestível.

O pessoal hospital: médicos, enfermeiros, auxiliares e estágiários
O entre e sai de enfermeiros (bem que podia escrever enfermeiras tendo em conta que não me lembro de ter visto nenhum homem) e estagiários (neste grupo sim havia uma rapaz) nos quartos é constante. O esclarecimento das dúvidas, os "está tudo bem?", "sente alguma dor?", "precisa de algo?", "quando deu a última mamada?". "posso ajudar com alguma coisa?" provam disponibilidade, dão conforto, ajudam no processo de descoberta/experimentação e criam laços de confiança entre o paciente e o corpo hospitalar.
Apesar de ter sido aconselhada a fazer o contrário, optei por ter a criança num hospital onde a médica que seguiu-me durante a gravidez não dá consultas. Não senti falta dela. 3 turnos por dia. 4 estagiários por turno, para além das enfermeiras e auxiliares. Um verdadeiro serviço de spa onde as mamãs e os bebés são tratados com toda a atenção que merecem. Um serviço de qualidade e a certeza que voltaria a escolher a maternidade do hospital Santo André para parir.

E ao 5º dia o regresso a casa deixando para trás os bebés chorões, a televisão sintonizada na TVI de manhã à noite e a nova ocupante da cama 11 com a mania que sabe tudo.

Próximo capítulo: as primeiras vezes.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Matilde: o nascimento

(Um mês e 17 dias depois, começa a relato sobre a melhor e maior experiência dos meus 32 anos e 10 meses de vida)

Nos Estados Unidos comemora-se o dia de Martin Luther King. Em Cabo-verde, o dia da morte de Amílcar Cabral, dáo mote à celebração do dia dos Heróis Nacionais. Em Portugal, 20 de Janeiro de 2014, é o dia da chegada da nossa Matilde.

O dia começou bem cedo. Acordo tranquilamente com o despertador. Banho e depilação. Últimas fotografias com a cria na barriga. Saio de casa de estômago vazio e a certeza de ter a Matilde nos braços antes do almoço. Chego ao hospital antes das 9. Inscrição para parir. Chamada à triagem (sim, mesmo uma entrada para parir precisa de passar pela triagem). Pulseira laranja, ordem para esperar. Esperar. Esperar... Fome. Sede. Muita fome. Muita sede. Peço ao esposo uma garrafa de água. Bebo (maior erro do dia: nenhum de nós tem a noção que beber água quebrava o jejum obrigatório para a cesariana). Quase 11 horas. Sou chamada para a consulta.

Calha-me uma médica velha e de má cara (medo!!!!). A consulta começa com as perguntas do costume, mas quando, com a maior das naturalidades, digo que comi pela última vez às 2 da manhã mas bebi água por volta das 9 e qualquer coisa, a velha começa com aquele discurso condescendente de quem está a ralhar com uma criança. Olho para ela e apetece-me atirar-lhe com uma cadeira. Respiro fundo (penso para mim: ainda calha ser ela a fazer-me o parto e na sala de operações serei o elo mais fraco). Termina com um "agora só podemos marcar a cesariana para as 15 horas". Sinto vontade de perguntar-lhe se ela achava mesmo que levantei-se às 8 da manhã e fui ao hospital beber 25cl de água para poder esperar mais 6 horas para ter a criança. Disse apenas "não sabia que não podia beber água". Exames de rotina. Depois das apalpações e da eco para confirmar que ela continuava sentada, sou encaminhada para uma sala de partos, num corredor onde para além de enfermeiros, auxiliares, estagiários e parturientes, também havia pedreiros e todos os barulhos normais de uma ala em obras.

Tenho um quarto só para mim, mas caso viesse a ser necessário, tinha 2 ou 3 trolhas mesmo à minha porta. Bata ridícula (sem cuecas e com rabo à mostra). Soro. Maquinetas para ouvir o coração do bébe. Telemóvel na mão. Ordem para esperar. Esposo, que tinha ido a casa buscar os exames que ficaram esquecidos, chega com a minha mala. Deram-lhe uma bata, embora sem rabo à mostra, era igualmente ridícula. Esperar. Enfermeiras entram e saem. Berbequins trabalham sem parar. Esposo sai para almoçar. Entra alguém que vem buscar a roupa que vão vestir à bebé. Esperar. Esposo volta do almoço. Continua-se a olhar para o relógio a cada 5 minutos. Continuo tranquila. 15 horas.

Entram algumas pessoas e começam as suas tarefas. Bata fora. Pernas abertas e um tubinho para fazer xixi. Máquinas desligadas. Lençol até ao pescoço. Porta aberta. Até já ao esposo. Cama a andar e os trolhas a ficarem para trás. Primeira fronteira. Muda-se de cama. Novas pessoas. Cama a andar. Sala de operações. Muitas pessoas. Frio. Uma vista de olhos e lá está ela num canto: médica velha e de má cara (ainda bem que não lhe atirei com a cadeira). Movimentações. Um enfermeiro "trabalha-me" um braço enquanto o anestesista pede-me que fique em posição de "gata assanhada" (uhhh, não sei o que estavam à espera mas estou aqui para ter uma criança). Ufa, afinal é só mesmo para arquear as costas. Sinto a picada. Estou outra vez de barriga para cima na posição de Jesus na cruz (braços abertos).

Médicos e enfermeiros em posição. Sinto que estou prestes a vomitar e o penso "oh não, isto está tudo esterilizado e agora vou eu estragar isso com os meus vômitos". Segundos depois estou bem. Panos verdes à frente e fico sem ver a minha barriga. Borrifam-me com qualquer coisa no baixo ventre. "Sentiu quente ou frio?". "Apenas uns salpicos". Anestesista continua a sua monitorização. "Podemos, senhor anestesista?". "Podem". "Está a doer?". "Não". Sinto qualquer coisa diferente e de repente puxam-na de dentro de mim. 15 horas e 57 minutos. Choro. Muito choro. À minha cabeceira, o anestesista anúncia a chegada dela com um "parabéns, já nasceu a sua princesa". Mais abaixo, um enfermeiro exclama: acabou o sossego. Enfermeira dá a volta e encosta-a à minha cara. Quero mexer os braços, mas não posso. Olho para ela e parece-me perfeitinha (penso para mim: se houvesse algum problema também diziam qualquer coisa). Sinto-a a afastar pelo choro que vai ficando cada vez mais distante. Acabou. Aconteceu tudo tão rápido. Mais tarde vim a saber que o esposo discorda de mim.

Ela já nasceu, mas o parto ainda não terminou. Sou outra vez o centro das atenções. Oiço os agrafos e aquilo que parece-me ser uma médica (a velha) a dar indicações à mais nova: faz isso, agora puxa acolá, blá, blá, blá. Penso: isso ainda demora? Quero saber da Matilde. Muda o turno e são novos enfermeiros a limparem-me e fazerem-me o penso. Trazem a Matilde vestida e embrulhada na manta. Já não chora. Continuo sem poder mexer e mais uma vez só tenho direito a bocheca com bocheca. Dou-lhe um beijinho e colo a minha cara à dela. Voltam a tirá-la do pé de mim para ir conhecer o pai e os avós que esperam ansiosos no corredor. Cama a andar. Nova sala: o recobro. Tenho sede, mas não posso beber água. Enfermeira para lá de simpática deixa entrar o esposo e os sogros para, como ela diz, dar um beijinho rápido à mãe. Não sinto as pernas e é uma sensação estranha. Tenho de ficar pelo menos uma hora. Telefonam do internamento a pedir que me levem porque a menina está a chorar com fome. Tenho o primeiro momento de preocupação: onde está o leite?. Enfermeira tranquiliza-me: não se preocupe, vai ter leite quando lá chegar. Não sei se passou uma hora. Cama a andar. Sigo para o internamento. Continuo com sede e com as pernas dormentes.

Próximo capítulo: o internamento.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Um sábado quase igual aos de outros tempos...

Estamos na sala. O esposo está à mesa a trabalhar e eu, semi-deitada no sofá, vejo as últimas novidades do facebook e marco como lidos os 3427256 posts sobre o dia dos namorados. Na televisão, sintonizada no VH1, os Los Del Rio estão a cantar e a dançar a Macarena.
Um quadro, outrora completo, tem agora uma alcofa rosa que denuncia a tua presença e deixa claro que, por mais que os sábados pareçam iguais, nunca mais serão os mesmos.
Não há palavras para expressar como é maravilhoso ter-te nas nossas vidas.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O record deste Natal...

Apesar da multidão que estava no shopping, conseguimos, em cerca de 3 horas (com jantar pelo meio), despachar as 5 prendas que pretendíamos comprar. Apesar de não dominar a arte de fazer embrulhos (de todo mesmo), as filas nas lojas eram enormes e "obrigaram-me", mais uma vez, a improvisar com o que tinha por casa.
Mais uma horas de trabalho e já podemos ir para o pé da família comemorar um dos natais mais especiais dos últimos anos, com a nossa melhor/maior prenda quentinha no meu ventre.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Gravidez: "os desejos"...

Ainda não estou certa que sejam mesmo desejos (daí a palavra estar entre aspas), tendo em conta o que oiço outras grávidas contarem, mas estes dois alimentos têm estado sempre presente na minha dieta de grávida.

Muitos ovos, mas sempre bem cozidinhos
Mais ou menos maduras, de barco ou avião, mais ou menos docinhas, as mangas não têm faltado no menu de grávida

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Esta coisa de ser mãe...

(ainda que contigo na ilusória segurança do meu ventre)

... é andar:
Feliz. Cansada. Radiante. Preocupada. Ansiosa. Impaciente. Expectante. Mal humorada. Cuidadosa. Bem humorada. Receosa. Criativa. Alerta. Especial. Apavorada. Organizada. Diferente. Realizada. Estranha. E tantas, tantas outras coisas.
Disse feliz? Perdão, queria dizer muito feliz!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

As novas pesquisas

Antes

Depois
E é assim aos poucos que os filhos começam a ocupar espaços nas nossas vidas.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fotos dos filhos na Internet

Depois de ter lido este post, no facebook da Pólo Norte, cliquei no link e registei a minha denúncia junto da PJ. No final do dia a página já tinha sido fechada e houve até um pedido para parar a partilha e evitar que a pessoa em causa "fugisse" à PJ.

Quando vi os comentários às fotos (no mínimo nojentos), senti algo nas entranhas. Não apenas porque tenho uma menina na barriga, mas porque, na minha opinião, qualquer ser humano decente olha para aquelas palavras e sente-se perante uma pessoa abominável. Ainda que, conforme sugerido algures, possa ter sido apenas uma brincadeira de mau gosto (de muito mau gosto, devo acrescentar) a(s) pessoa(s) em causa devem ser punidas.

Cada situação dessas traz à baila a questão da partilha das fotografias dos filhos nas redes sociais. Eu tenho contas em todas as redes sociais mais conhecidas e partilho fotos minhas e das minhas actividades do quotidiano. Penso que todos fazem isso com a convicção que ninguém vai servir-se delas para fazer-nos mal. Até ao dia.

No entanto, com as crianças é preciso um cuidado mais que redobrado. Se há perigos que deixam-nos de mãos atadas, outros há em que a prevenção continua a ser o melhor remédio. E a não exposição dos nossos filhos nas redes sociais continua a ser a nossa melhor arma contra este tipo de pessoas.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

It's a girl!

Estava planeado para sabermos no próximo Sábado, mas durante uma ecografia renal, esta manhã, a médica fez a gentileza de ouvir-lhe o coração para saber se estava tudo e daí a perguntar se já sabia o sexo e se queria saber (depois de perguntar e confirmar) foi mesmo um pequeno passo.
Esperemos que o resultado no Sábado seja o mesmo.

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