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quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Rainha Cativa

Título original: The Queen’s Captive
Género: Romance histórico
Autor: Barbara Kyle
Ano: 2010

Sinopse: Inglaterra, 1554. No rescaldo da fracassada Revolta de Wyatt, uma rainha Maria vingativa manda capturar e executar todos os conspiradores. Entre os detidos encontra-se a irmã, Isabel, de vinte e um anos. Isabel declara-se inocente, atitude que intensifica ainda mais a raiva de Maria.
Isabel anseia por recuperar a liberdade - e conquistar a coroa da irmã. Em Honor e Richard Thornleigh e no filho de ambos, Adam, a jovem princesa encontra aliados leais. Revoltada com a intenção proclamada por Maria de queimar todos os hereges, Honor visita Isabel, presa na Torre, e as duas mulheres tornam-se amigas. E quando Adam desmascara um potencial assassino, a gratidão de Isabel transforma-se numa atracção forte e mútua. Mas embora Honor esteja disposta a pôr em risco a sua segurança pela futura rainha, a participação numa nova revolta contra a impiedosa Maria obriga-a a fazer uma escolha impossível… (in Wook)

Arrancou-a do fio. Estava demasiado quente, de modo que embrulhou a mão na roda da saia. Era tão bela. E tão querida, um presente de Richard no dia em que se casaram. Brilhando ao sol, reflectia vinte e três anos de recordações. Os dois a fazerem amor. A comentarem o primeiro dente de Isabel, os estudos do Adam, o navio, os negócios, rumores, Natal, livros. Amor.
(extracto retirado da pág. 369)

As aventuras de Honor, Richard e Adam Thornleigh. A combinação entre factos verídicos com os ficcionados pela Barbara. Os últimos dias e o declínio de uma rainha sangrenta, Maria, e os caminhos percorridos para a ascenção de uma rainha do povo, Isabel. A escrita que continua simples e os factos narrados de forma emocionante.

Mais do mesmo. Durante a leitura deste 3º capítulo, o leitor fica com a sensação que está a viver quase as mesmas conspirações, traições, intrigas e resultados dos livros anteriores, A Aia da Rainha e A Filha do Rei, onde mudam apenas alguns protagonistas e cenários.
(2/5)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Filha do Rei

Título original: The Key to Rebecca
Género: Romance Histórico
Autor: Barbara Kyle
Ano: 2009

Sinopse: A Filha do Rei é o segundo volume da série Thornleigh e, tal como o primeiro livro da autora publicado em Portugal, A Aia da Rainha, é um romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. O novo romance de Barbara Kyle passa-se na Inglaterra dos Tudor, durante o reinado de Maria I, a rainha sanguinária (Bloody Mary, em inglês) e revela dados inéditos sobre este conturbado período da história europeia. No livro, a autora levanta a possibilidade de a soberana ter queimado os ossos de Henrique VIII, seu pai, criando assim a dúvida se de facto este está sepultado onde se crê estar. Rico em detalhes de uma época pródiga em episódios e personagens fascinantes, A Filha do Rei não poupa o leitor a imagens cruas e impressionantes sobre o cárcere de famílias inteiras, sobre alianças maquiavélicas em torno do poder e sobre a luta de uma mulher pelo futuro de uma nação... Isabel I. (in Wook)

A filha do Rei Henrique VIII, Maria, é a nova ocupante do trono de Inglaterra e a sua principal missão é recuperar a influência da igreja católica que o falecido pai enfraqueceu durante os seus últimos anos de reinado.
A seu lado, a Rainha tem um grupo de aliados dispostos a agradar a soberana até às últimas consequências, mas, a cada dia que passa, a força dos rebeldes, encabeçados por sir Thomas Wyatt, ganha mais apoios ameaçando destronar a rainha sangrenta.
Entre os que a apoiam, sedentos de poder, terras e dinheiro, e os que a contestam, pela liberdade e direito de escolha religiosa, quem serão os vitoriosos?

A porta da casa do porteiro continuava aberta. Carlos respirou fundo e entrou. Lá dentro, um homem grisalho com uma grande argola de chaves na mão preparava-se para trancar. Carlos sabia que aquela era a sua última oportunidade. Não ficaria de fora. Pôs um pé entre a porta e a soleira. O homem olhou para ele - velho, sujo, fraco. Ficaram os dois sozinhos na sala.
A Carlos bastava-lhe entrar.
(extracto retirado da pág. 248)

O desenrolar desta meada tem o seu início no livro a Aia da Rainha, acompanhando Honor Lake, Richard Thornleigh e um grupo de pessoas com coragem suficiente para fazer frente ao regime do Rei Henrique VIII e ajudar as pessoas perseguidas a fugirem de uma morte certa.
Nos dias que correm, o trono tem outro ocupante, mas a mesma insegurança. A Rainha Maria começou a sua cruzada e está disposta a fazer tudo para restituir o catolicismo na Inglaterra o que implica perseguir todas as pessoas que renunciaram a igreja católica durante aquele que ela considera ter sido o período de loucura do pai.

Honor e Richard voltam a desempenhar um papel importante nesta história, mas o papel principal está reservado à filha de ambos, Isabel, uma jovem de fortes convicções, como a mãe, e que também está disposta a correr riscos para ajudar os perseguidos. A Isabel junta-se o noivo Martin St. Leger e o mercenário espanhol Carlos que desempenhará um papel fulcral no crescimento e tomadas de decisões da personagem.

Barbara Kyle cria personagens novos e junta-os aos já nossos conhecidos do livro anterior para contar mais uma história emocionante e, desta vez, muito mais sangrenta e perigosa, ocorrida durante o reinado da Rainha Maria.
Mais um excelente capítulo da vida ficcionada dos Tudors, onde não faltam personagens corajosas e únicas, guerras e estratégias militares, romances e amizades, lealdade e traições, valentias e cobardias, sofrimento e alegria, vitórias e derrotas, injustiças e mortes... Um doce para quem gosta de romances históricos.
(4/5)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Aia da Rainha

Título original: The Queen's Lady
Género: Romance Histórico
Autor: Barbara Kyle
Ano: 2008

Sinopse: Na melhor tradição de Philippa Gregory, chega-nos agora um apaixonante romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. Londres, 1527. Casar ou servir: Para Honor Larke, a escolha é clara: Pouco disposta a morrer de tédio como esposa obediente, ela deixa a casa do seu tutor, o brilhante sir Thomas More, e torna-se aia da rainha Catarina de Aragão. Um cargo onde aprenderá muita coisa, dado que terá de conviver com o orgulho, a paixão, a ganância, e ainda a consciência de um rei, que anseia desesperadamente pelo divórcio, a fim de poder casar-se com a ousada Ana Bolena. Honor, aia e fiel amiga de Catarina de Aragão, não pode compactuar com o ultraje que é feito à rainha e voluntaria-se para ser portadora de cartas desta para os seus aliados. No meio desta intriga palaciana Honor fica subitamente na posse de um segredo que pode destruir um reino e a sua futura rainha… (in Wook)

Durante os seus muitos encontros com o Sir Thomas More, a Rainha Catarina de Aragão, esposa do Rei Henrique VIII, conhece e simpatiza com a orfã protegida de More, Honor Lake. A rapariga já está na idade de aceitar uma das muitas propostas de casamento que vem recebendo, mas prefere antes aceitar o convite de Catarina para fazer parte do seu grupo de aias pessoais.
Na corte de Henrique III vivem-se dias conturpados com o Rei a tentar a todo o custo anular o seu casamento com Catarina e assim poder casar-se com Ana Bolena.
Honor torna-se amiga da Rainha e quando oferece-se para ajudá-la na questão da anulação do casamento, vê-se envolvida num mundo de intrigas, mentiras, traições, trapaças, jogos de poder, injustiças e acaba seguindo um caminho com um difícil retorno.

- Sir - disse Honor, sem conseguir conter-se -, pense no seguinte. Se o homem criou o conceito de imortalidade com o simples fito de apaziguar o seu medo da morte, teremos de perguntar se outras crenças não serão também meros produtos da sua imaginação. Se as histórias relativas ao céu e ao inferno que nos foram narradas por gerações de clérigos e legisladores não se destinariam apenas a manter os cidadãos no bom caminho.
Barbara Kyle conta uma história ficcionada, mas também faz uso de acontecimentos reais sobre a corte de Henrique VIII. Cria personagens ficcionadas e mistura-as com as reais num enredo repleto de suspense, intrigas, crueldade, injustiças, mas também de luta e esperança.

Honor, uma das personagens criadas por Kyle, é uma rapariga mulher com ideias fixas e um sentido de justiça que ultrapassa todas as barreiras. Acompanhamos o seu crescimento ao longo da narrativa, partilhando as suas dores, alegrias e a enorme vontade de lutar e fazer justiça em nome daqueles que não têm uma voz capaz de ser ouvida.

Honor Lake é o núcleo do enredo e as outras histórias giram à volta dela, seja quando está com a sua Rainha, quando conspira com Thomas Cromwell, quando se serve de Richard Thornleigh para ajudar os outros ou quando, nas suas grandes discussões com More e outros personagens, questiona a posição da igreja sobre determinados assuntos, bem como a aplicação das leis religiosas, na maior parte das vezes, por padres gananciosos que apenas têm em mente o dinheiro, e consequentemente, o poder.

As histórias que envolvem acontecimentos passados na corte do Rei Henrique VIII despertam-me uma enorme curiosidade, interesse e algum fascínio.
(4/5)

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