Dr. King Schultz: How do you like the bounty hunting business?
Django: Kill white people and get paid for it? What's not to like?
Dr. King Schultz (
Christoph Waltz), um alemão caçador de prémios, precisa de
Django (
Jamie Foxx), um escravo, para ajudá-lo a identificar as suas próximas vítimas, os irmãos
Brittle. Quando
Dr. King conhece o objectivo de
Django em encontrar e libertar a sua esposa
Broomhilda von Schaft (
Kerry Washington), este propõe-lhe trabalharem juntos durante o inverno e depois partirem à procura da escrava.
Broomhilda é propriedade do excêntrico
Calvin Candie (Leonardo DiCaprio),
dono da plantação "Candie Land".
Dr. King e
Django engendram um esquema para enganar
Calvin e comprarem
Broomhilda, mas mesmo o melhor dos planos não está isento de falhas...
Não há como dizer que isto ou aquilo é o melhor do filme.
Os personagens
Dr. King,
Django ou
Calvin, foram uma delícia do início ao fim. Se
Christoph Waltz já tinha dado um baile de representação em
Inglourious Basterds, com o seu sádico
Hans Landa, desta vez, e num registo completamente diferente, confirma o seu talento e faz-nos questionar onde é que ele andava este tempo todo.
Foxx e
DiCaprio não ficaram nada mal na fotografia e estiverem à altura.
O enredo pode ser dividido em duas partes. Na primeira, o palco é do
Dr. King e é através das suas acções e peripécias que conhecemos
Django e acompanhamos o seu crescimento e aprendizagem da arte de caçar prémios. Já na segunda parte, é
Django quem ocupa o estrelato, com
Dr. King a ficar cada vez mais de lado com o avançar da narrativa até o desfecho da história.
A banda sonora é qualquer coisa de espectacular e acompanha o enredo, de forma magistral, desde a cena de abertura até à cena final do filme. Nada a acrescentar sobre a realização de Tarantino que é mais que conhecida e que não deixou nada a desejar.
Muito humor, algumas cenas absurdas (
no bom sentido), pequenos detalhes que acabam por marcar as cenas, excelentes interpretações e, como não podia deixar de ser, algum exagero característico do realizador.
A melhor cena: podia destacar uma mão cheia de excelentes cenas, mas tendo de escolher apenas uma, tem de ser aquela que de tão estúpida e sem nexo, fez-me rir até chorar. Falo desta
obra-prima (
preparar para o absurdo e sem nexo).
Um filme que ninguém devia perder.